segunda-feira, 19 de setembro de 2005

Pipoca D.O.C.

Pipoqueiros do Rio terão selo de qualidade



Prêmio "Pipoca de Ouro - 2006"


Marcela Alves Gomes Pereira tem só 2 anos e ainda está aprendendo a falar, mas não hesita em apontar e dizer para a mãe que quer pipoca quando se aproxima da carrocinha de José Pinto Aguiar, o Paulista, de 65 anos, que todas as tardes trabalha em frente ao prédio 66 da Praia do Flamengo.

Apesar do advento da pipoca de microondas, pipoqueiros como Paulista não perderam espaço e freguesia. E agora vão se tornar os primeiros ambulantes a receber um selo de qualidade da prefeitura. Antes disso, vão fazer adaptações nas carrocinhas e cursos de manipulação de alimentos, segurança e primeiros socorros, com a Vigilância Sanitária e a Defesa Civil.

"Os pipoqueiros fazem parte da tradição da cidade. Nossa idéia é requalificá-los", diz João Pedro Figueira, secretário municipal de Governo.

Tamanha tradição muitas vezes passa de pai para filho. O cearense Mascilom Torres Pontes, de 75 anos, saiu de Ipu em 1960 para morar no Rio. Tentou ganhar a vida como sapateiro, mas foi vendendo pipoca que conseguiu sustentar a família a partir de 1971. Em 1995 se aposentou, mas a carrocinha e o ponto na Praça Quinze passaram para o sobrinho Antônio.

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