quarta-feira, 28 de setembro de 2005

Mostra de 104 Obras-Primas da Calábria

O diálogo com o colonial brasileiro e a reinvenção de tradições católicas

Mattia Pretti

"Noli me Tangere" - 2º.metade séc.XVII
142x100cm óleo sobre tela

"Sei que sobre mim pesam 2.000 anos de cristianismo: eu construí com meus antepassados as igrejas românicas, e depois as góticas, e depois as barrocas; elas são meu patrimônio", disse o cineasta Pier Paolo Pasolini sobre a influência da Itália antiga, da Renascença ao barroco, em relação à sua obra.

É uma sensação parecida quando se visita "Obras-Primas da Calábria", mostra aberta em 27 de setembro ao público no MAB (Museu de Arte Brasileira), na Faap. Cerca de 700 anos de história são espalhados pelo museu, com 104 notáveis obras que capturam o olhar do visitante e o levam a tesouros da Itália meridional.

"A produção da Calábria está sendo revista pela crítica na própria Itália, cuja qualidade cada vez mais impressiona", afirma o curador-assistente da mostra, Luiz Marques, especialista em arte italiana e professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). "É uma rara oportunidade para ter contato com a cultura visual de uma região ainda não tão pesquisada, que dialoga até com a produção artística brasileira."

Ippolito Borghese

"Madonna in Gloria" - déc. 20 do séc.XVII
117x86cm óleo sobre tela

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