quinta-feira, 8 de setembro de 2005

Choque Galáctico


Imagine por um momento que você esteja num trem, viajando à fabulosa velocidade de 250 mil quilômetros por hora - mil vezes mais rápido que um carro de Fórmula 1. Ao arriscar uma olhada pela janela, emerge o pânico: no sentido oposto, você vê outro trem, igualmente célere, vindo em sua direção. A colisão é inevitável. Agora a má notícia. É tudo verdade. Reclamações devem ser encaminhadas à Via Láctea Transportes Cósmicos.

Já não é de hoje que sabemos que a Via Láctea, grande conjunto de gás e poeira que serve de residência para uns 200 bilhões de sóis, dentre os quais o nosso, está num curso de colisão com sua vizinha mais pujante, a galáxia de Andrômeda. Aliás, um aviso para já acalmar os mercados: o "encontro" não vai acontecer em menos de 3 bilhões de anos.

A melhor definição para essa colisão talvez seja "briga de família". Neste canto do Universo, Andrômeda e Via Láctea são as maiores galáxias (provavelmente nessa ordem) do pedaço, seguidas pela galáxia do Triângulo. Além dessas três, que têm o tradicional formato espiral, o chamado Grupo Local ainda possui uma porção de outras pequenas galáxias, a maioria de formato irregular, como a Grande Nuvem de Magalhães.

Uma imagem recém-divulgada por uma equipe do Observatório Gemini Norte, localizado em Mauna Kea, no Havaí, mostra em detalhes um objeto conhecido pelo código NGC 520. Localizado a uns 100 milhões de anos-luz daqui, esse astro na constelação de Peixes é o resultado de uma colisão de duas galáxias, que antes do encontro fatal possivelmente eram muito similares à Via Láctea e a Andrômeda.

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