sábado, 24 de setembro de 2005

Massa

A massa vira o pão. Amassa!
Amassa-me como a massa!
Com carinho, com quentura.
Tuas mãos, entre teus dedos.
Sente a dobra da massa, macia.
No ponto de espera.
O tempo da massa, que espera.
O momento.
Amassa o corpo!
A pele sente.
O amasso.
Amassa-me como massa!
Podia perguntar:"amas-me?"
Mas não.
Ama-me!

Cristina Caetano

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