sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Acordo? Acreditaram? Tolinhos...

Câmara rejeitou acordo do Senado sobre projeto ao esporte.
Agora, esporte e cultura dividirão recursos da lei Rouanet.



Decisão da Câmara dos Deputados quebra acordo feito no Senado e pode reabrir a crise entre artistas e esportistas. Os deputados aprovaram nesta quarta-feira (dia 20) o projeto de incentivo fiscal ao esporte, rejeitando as emendas feitas pelos senadores que acabariam com a divisão dos recursos com a cultura. As duas áreas, agora, terão que dividir a mesma fonte: a lei Rouanet.

A lei, atualmente, permite a dedução de imposto nos investimentos feito na cultura desde que se atinja um limite de até 4% no Imposto de Renda devido por empresas ou até 6% por pessoas físicas.

O projeto sobre o esporte foi votado primeiramente na Câmara. Quando chegou ao Senado, os artistas protestaram, alegando que o projeto poderia tirar dinheiro da cultura. Os senadores, então, chegaram a um acordo na semana passada com atletas e artistas, na presença dos ministros da Cultura, Gilberto Gil, e dos Esportes, Orlando Silva.

Pelo acordo, a fonte dos recursos para o esporte seria o Programa de Alimentação do Trabalhador (FAT). Como o projeto foi alterado no Senado, a palavra final caberia à Câmara, autora do projeto.

Na votação na noite desta quarta-feira , os deputados alegaram que o acordo dos senadores poderia ferir o bolso dos trabalhadores vinculados ao FAT e derrubaram o que havia sido decidido no Senado. Valerá, então, o projeto original, que agora vai à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O que temos que fazer é acatar a decisão do poder legislativo e evitar uma competição entre a cultura e o esporte", disse o ministro dos Esportes, Orlando Silva.

No plenário, vários atletas comemoraram a votação. Nenhum artista apareceu. A ex-jogadora de basquete Hortência celebrou o resultado da votação, mas tentou minimizar a quebra do acordo pelos deputados.


n.r.: "Farinha pouca? Meu pirão primeiro!"...e palavra dada (acordo) serve de que neste Brasil?
imagem: "O Avarento", com Paulo Autran.
fotojornalismo:O nadador Aaron Peirsol, foto de Donalde Mirall Jr. em World Press Photo 2006



fonte: O Globo

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006




Bicho estranho


O esqueleto de um bebê réptil com duas cabeças, com cerca de 120 milhões de anos e que representa a prova mais antiga da existência desta má-formação conhecida entre os lagartos, serpentes e tartarugas, foi descoberto na China, anunciou nesta quarta-feira uma equipe de cientistas franco-chinesa.

Este esqueleto de sete centímetros de comprimento pertencia ou a um embrião ou a um recém-nascido, afirmaram o paleontólogo Eric Buffetaut, do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) francês e seus colegas, Haiyan Tong (pesquisador independente), Jianjun Li (Museu de História Natural de Pequim) e He Zhang (Museu paleontológico de Shenzhen), num artigo publicado nas Biology Letters da Royal Society britânica.

É comparável, acrescentam eles, a outros fósseis minúsculos de coleções do Museu de Shenzhen (sul da China), considerados como as formas embrionárias ou juvenis dos répteis aquáticos com pescoço longo, como o hidrassauro.

Este réptil incomum foi encontrado na formação geológica Yixian (nordeste da China), célebre pelas jazidas de "Jehol Biota" do Cretáceo inferior (cerca de 120 milhões de anos), quando se originaram os dinossauros com plumas.

O animal tinha uma má-formação, a "bifurcação axial", relativamente freqüente nos répteis de hoje. Quase 400 serpentes bicéfalas foram registradas, algumas -- assim como várias tartarugas com duas cabeças -- viveram alguns anos em cativeiro.

"Mas", afirmou Eric Buffetaut, esta "é a primeira vez que registramos esse fenômeno num fóssil. Não é surpreendente: de um lado, o número absoluto de casos é muito limitado e, de outro, são necessárias circunstâncias bastante excepcionais para que um animal se fossilize. A descoberta de um esqueleto deste tipo era mais do que improvável!"


fonte:AFP

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006


Alcoólicas

...
Também são cruas e duras as palavras e as caras
Antes de nos sentarmos à mesa, tu e eu, Vida
Diante do coruscante ouro da bebida. Aos poucos
Vão se fazendo remansos, lentilhas d’água, diamantes
Sobre os insultos do passado e do agora. Aos poucos
Somos duas senhoras, encharcadas de riso, rosadas
De um amora, um que entrevi no teu hálito, amigo
Quando me permitiste o paraíso. O sinistro das horas
Vai se fazendo tempo de conquista. Langor e sofrimento
Vão se fazendo olvido. Depois deitadas, a morte
É um rei que nos visita e nos cobre de mirra.
Sussurras: ah, a vida é líquida.
...


Hilda Hilst
foto:Christian Coigny

Reflexivo


O que não escrevi, calou-me.
O que não fiz, partiu-me.
O que não senti, doeu-se.
O que não vivi, morreu-se.
O que adiei, adeu-se.



Affonso Romano de Sant'Anna
foto:Lilya Cornely

"O Céu de Suely" vence o Festival de Havana

O filme "O Céu de Suely", do diretor brasileiro Karim Aïnouz, ganhou nesta sexta-feira, por unanimidade, o Prêmio Coral de melhor longa-metragem de ficção do 28º Festival do Novo Cinema Latino-americano de Havana, informou o júri.

O filme, de 88 minutos de duração, foi selecionado para os festivais de Veneza e Toronto. O argentino "El Camino de San Diego", de Carlos Sorín, faturou o segundo Coral.

Em "O Céu de Suely", Aïnouz conta a história da jovem Hermila, que decide voltar a sua cidade natal com o pequeno Mateus nos braços e, à espera da chegada do esposo, organiza uma rifa para que o ganhador passe "uma noite com ela no paraíso".
Mais


fonte:UOL

O Brasil perde um de seua maiores músicos, Sivuca, aos 76 anos de idade

O compositor paraibano Severino Dias de Oliveira, o Sivuca, morreu na noite de quinta-feira em João Pessoa, vítima de câncer de laringe, informaram hoje seus familiares.

Sivuca, 76 anos, estava internado desde terça-feira em um hospital devido às complicações decorrentes da doença, contra o qual lutava há meses. O músico foi um grande representante da MPB e compôs sucessos como "Feira de Mangaio", "Adeus, Maria Fulô" e "Reunião de Tristeza".

Sivuca compôs em 1947 a música "João e Maria", que mais tarde ganhou letra de Chico Buarque e se tornou um dos grandes clássicos da MPB. O compositor começou tocando flauta e depois aprendeu sanfona, se tornando um dos maiores intérpretes do instrumento no Brasil.

Severino Dias de Oliveira nasceu em 26 de maio de 1930, filho de uma família de agricultores em Itabaiana, pequeno município da Paraíba.

O músico começou a carreira aos 9 anos, quando passou a se apresentar com diferentes grupos em festas de família e casamentos. Aos 15 anos, mudou-se para Recife. Lá, foi contratado por uma rádio para produzir e promover programas, após ter se destacado em um concurso de caça-talentos com suas primeiras músicas.

No Recife, recebeu suas primeiras noções de teoria musical graças à ajuda do tocador de clarinete Lourival de Oliveira, músico da orquestra sinfônica local.

Na década de 50, trabalhou em diversos programas de rádio e televisão no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em 1958, viajou para a Europa na companhia de Abel Ferreira e do Trio Iraquitã.

Acabou estabelecendo-se na França por quatro anos e nos Estados Unidos, onde atuou como violonista e compositor de um conjunto liderado pela cantora Miriam Makeba. Com o conjunto de Makeba tocou em várias cidades dos Estados Unidos, além de ter feito turnês pela Europa, África e Ásia.

Durante os 12 anos em que morou nos Estados Unidos, acompanhou vários músicos e especializou-se em violão. Já com fama consolidada no exterior, voltou ao Brasil em 1975, onde se consagrou com o disco "Sivuca e Rosinha de Valença".

Sivuca, que gravou seu primeiro disco aos 20 anos, era casado com a também compositora Glória Gadelha.

Biografia e Discografia de Sivuca no CliqueMusic


fonte:agência EFE

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Benza Deus!!! A natureza é divinal!!!







Rodrigo Santoro surfando em Sunset Beach

n.r.: e pensar que este ragazzo quase atropelou meu carro em Ipanema anos atrás e eu...desviei...ai, ai, ai...


fonte:Contigo

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Exposição - "Aqui Não Há Barbies"

É Natal! Vamos às compras!




Casa da Cultura dos Olivais

De 16 de Dezembro de 2006 a 10 de Janeiro de 2007


Criadores portugueses que divulgam a sua arte na net, juntam-se para mostrar que há mais bonecos para além das "Barbies".

Num mundo em que o design e o artesanato dão as mãos, peças únicas dão um saltinho até aos Olivais para encantar pequenos e graúdos de artistas como Ana Malha (Retrosaria dos sonhos), Carla Pessoa (Perlimpimpim), Carina Martine (Mundo ao Contrário), Ricardo Rodrigues (Wishes & Heroes), Rosa Pomar (A Ervilha Cor de Rosa),Rute Reimão (Oficina Artes e Ofícios de Avis), entre outros.

Aqui será possível ver trabalhos que a maioria só conhece no monitor do computador e que, feitos a partir de pano com muito carinho e dedicação, tornaram-se alvo de grandes paixões.


Casa da Cultura, rua Conselheiro Mariano de Carvalho, 68, 1800-147 Lisboa



Para mais informações contactar 218 53 85 27 ou claudia_m@jfsmo.pt

Coisa de 1º Mundo

Noruega decide que striptease é arte

Uma corte norueguesa de segunda instância decidiu que fazer striptease é arte e, portanto, deveria ser uma atividade isenta de impostos.

A decisão confirma um julgamento feito anteriormente por uma corte de primeira instância, no caso em que um clube noturno questionava os critérios das autoridades fiscais para taxar as apresentações de suas dançarinas.

Os proprietários do Diamond Go Go Bar, em Oslo, se recusavam a pagar o imposto de 25% sobre o bilhete de entrada, como as autoridades exigiam. O caso foi à Justiça. Advogados dos proprietários do clube argumentaram que as dançarinas de striptease são artistas de palco, como engolidores de espadas e comediantes, e mereciam o mesmo status.

"Todas as formas de dança ao vivo, de palco, são livres deste imposto", teria dito o advogado dos proprietários do clube, segundo a agência de notícias Reuters. A versão foi aceita pelo juiz, que escreveu, segundo a agência de notícias AFP: "Striptease, na forma como é praticado neste caso, é uma forma de dança combinada com atuação".

A determinação confirma um veredicto dado em maio de 2005 por uma corte de mais baixa instância. A justiça ordenou ainda que o governo cubra os custos legais dos proprietários do Diamond Go Go Bar.


fonte:BBC Brasil

Tesouro Afegão

A coleção exposta em Paris ilustra cerca de 2 mil anos da história afegã. À época da deposição do grupo extremista Talebã, pela invasão de tropas ocidentais em 2001, acreditava-se que muitos dos objetos haviam sido roubados ou destruídos.


Muitos dos objetos foram cuidadosamente restaurados, e deverão ser vistos por milhares de pessoas numa turnê que a exposição fará pelo mundo. Mas, por motivos de segurança, o tesouro não poderá ser exposto no Afeganistão.


Estes anéis estão entre os 220 objetos expostos no Musée Guimet. Muitas jóias e estátuas nunca haviam sido mostradas ao público antes. Estes objetos fazem parte do chamado tesouro de Tilya Tepe, uma região no norte do Afeganistão.



Tesouros históricos do Afeganistão - que as autoridades acreditavam estar desparecidos para sempre desde a época do regime do Talebã - estão expostos em um museu de Paris. (Todas as fotos são cortesia do Musée Guimet, exceto aquelas com crédito indicado).



fonte:BBC Brasil

Natal Alternativo - Mostra em Londres critica o consumismo

Mostra em Londres critica o consumismo



Situada em um dos pontos mais centrais de Londres, ela costuma atrair um grande pública dutante toda a semana.



Neste quadro de Banksy, mostra uma representação do cantor Michael Jackson tentando atrair crianças para a sua casa.



"Em 90% dos casos, as pessoas compram o seu trabalho porque vai combinar com a cor da cozinha ou do banheiro delas", diz Banksy.



Em seu sexto ano, a mostra se diz uma alternativa ao consumismo exagerado no Natal


fonte:BBC Brasil

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Fotografias de Domna Debska - S.Paulo

Imagem da paisagem da cidade de Mosque, Egito

A fotógrafa australiana Dominika Debska registrou o cotidiano das pessoas que vivem ao longo das férteis margens do rio Nilo, no lado oposto ao antigo centro comercial de Aswan. "Os Núbios no Nilo" busca promover uma reflexão sobre a tolerância e o entendimento.

Saudi & Mar-mar" (2005): imagem da paisagem de Aswan, Egito


Os Núbios no Nilo

» Onde: Pop - Livraria e Galeria de Arte
Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 297, Pinheiros, São Paulo
» Quando: Segunda a sexta, das 10h às 20h;
Sábado e domingo, das 11h às 18h.
» Informações: (11) 3081.7865



fonte:UOL

Censo revela a vida nas profundezas dos oceanos

Projeto internacional que reúne 80 países identificou 500 espécies em 2006


Pesquisadores encontraram camarões vivendo a 3 km de profundidade próximos de fontes hidrotermais, onde a temperatura é de 407ºC.


Graças ao projeto internacional Censo da Vida Marinha, os pesquisadores de 80 países, que estão envolvidos no projeto, conseguiram identificar 500 novas espécies, muitas delas vivendo nas profundezas dos oceanos. Uma das surpresas, segundo o balanço anual do projeto divulgado ontem, foi a captura de pequenos crustáceos a 5 km de profundidade no mar dos Sargaços, no meio do Atlântico. Esses anfípodes, como são chamados pelos pesquisadores, além de comer uns aos outros, alimentam-se também de flocos de matéria orgânica, que caem para as zonas mais profundas como se fossem neve.

Apenas desse grupo de organismos, as expedições que fazem parte do Censo da Vida Marinha coletaram 500 novas espécies em 2006. Os cientistas acreditam que 12 delas são totalmente novas. Ou seja, nunca haviam sido vistas pelo olho humano. As demais tiveram quase sempre sua distribuição geográfica ampliada.

Outro grupo de invertebrado que chamou a atenção dos pesquisadores que trabalham no gigantesco projeto é formado pelos camarões do oceano Atlântico. Os robôs subaquáticos conseguiram flagrar esses crustáceos a 3 quilômetros de profundidade.
Eles vivem em fontes hidrotermais. Nesses ambientes, a água que vem do interior da Terra é expelida a uma temperatura de 407ºC. O que significa que existe calor suficiente para derreter o chumbo. Esta, até agora, é a mais elevada temperatura marinha já registrada.

Segundo Chris German, do Centro de Oceanografia de Southampton, na Grã-Bretanha, "esse é um dos ambientes mais extremos que existe. E ele está repleto de vida".


fonte:Folha de S.Paulo

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006


Os infinitos íntimos


Não me cinjas
a voz
não me limites

não me queiras
assim
antecipado

Eu não existo
onde me pensas

Eu estou aqui
agora
é tudo
...


João Apolinário
foto:Geoffroy Demarquet

"Filhos da Esperança", com Clive Owen e Claire-Hope Ashitey

"Children of Men" é uma adaptação do livro de Phyllis Dorothy (P.D.) James, um drama futurista do cineasta mexicano Alfonso Cuarón ("Grandes Esperanças", "E Sua Mãe Também") e tem fotografia de Emmanuel Lubezki ("A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça").


Sinopse:
No futuro, a humanidade é varrida por um surto de infertilidade, onde as mulheres não mais engravidam, a humanidade corre o risco de extinção. Mas a aparição de uma jovem grávida, Kee (Claire-Hope Ashitey) faz com que ela seja protegida por um ex-ativista desiludido, um burocrata falido, Theodore Faron (um Clive Owen dolorido, de performance vigorosa) depois de um pedido de sua ex-mulher (Julianne Moore) e ele servirá de condutor ao último ventre cheio de vida do planeta até um lugar livre de tiros. O filme tem ainda Michael Caine e Chiwetel Ejiofor no elenco.



fonte:Jornal "O Globo" e Adoro Cinema

SOCORRO! HELP! Tirem-me daqui! Take me away from here!

Ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) sofre arrastão
na Linha Vermelha

Já começa pelo nome: Linha Vermelha, soa a limite, fronteira. O sangue também é rubro, encarnado, vermelho. A linha que separa, distorce a realidade.

O fato aconteceu, claro e infelizmente no Rio de Janeiro, a grande diferença desta vez, está no indivíduo assaltado, que não é mais um "joão qualquer coisa" como eu ou você que está aqui lendo o que escrevo. Dessa vez a vítima foi a Ministra Ellen Gracie Northfleet do STF, conhecidíssima de todos nós que estava acompanhada de outro mistro do Supremo, Gilmar Mendes.

O assalto ocorreu por volta das 21h45 de quinta (dia 7), nas proximidades da Linha Vermelha - via que liga o aeroporto Tom Jobim ao centro do Rio. Segundo testemunhas, os assaltantes usaram dois carros para bloquear a via e abordar os motoristas.

Gracie e Mendes haviam acabado de desembarcar no Rio. Os assaltantes obrigaram os ministros a descer do carro - um Zafira -, que foi levado. No veículo estavam documentos, roupas e objetos das vítimas. O carro foi localizado horas depois. Em nota, a PM afirma que os ministros estavam com acompanhamento de escolta de segurança armada em mais dois veículos, "que não intercederam no ato da ação criminosa".

Ocupantes de ao menos outros quatro veículos também foram assaltados. Segundo três vítimas - que estavam em um mesmo veículo e procuraram a Polícia Civil -, os criminosos levaram documentos, celulares, dinheiro e relógios, entre outros objetos. Não há confirmação sobre suspeitos presos.

n.r.: Hoje, a assessoria de imprensa da PM (Polícia Militar) confirmou no final da manhã desta sexta-feira que dois suspeitos de assaltar a presidente do STF, Ellen Gracie e o também ministro do Supremo Gilmar Mendes foram mortos durante confronto.
P.S.: alguém sabe de empregos para arquitetos longe do Rio de Janeiro? Hein? Hein? Alguém...?

fonte:Folha Online

Um Pedido de Desculpas

Antes de colocar hoje qualquer post, deixem-me pedir à todos, amigas, amigos, blogueiras e blogueiros amigos, um pedido de desculpas. Me desorganizei completamente. A desculpa vale também para quem passa apenas por aqui para dar uma espiadinha nas novidades e nada encontra.

Não tenho lido quase nada, estava "vivendo" num estado de "osmose", apenas absorvendo pelos outros as notícias do dia a dia. Mas sinto que estou melhor, voltei a me sentir indignada, o que é ótimo, e na próxima semana já estarei trancham - expressão de minha mama - para tudo e todos.

Por isso vos peço: tenham um pouco de paciência com esta editora que vos fala. :)

Valeu! Obrigada,



quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

"O Ilusionista" reagata mágicas do século passado

Filme de época ambientado na Viena de 1900, "O Ilusionista" é o filme baseado num conto do escritor ganhador do Prêmio Pulitzer Steven Millhauser e escrito e dirigido por Neil Burger.

Sinopse:
O famoso ilusionista Eisenheim (Edward Norton, de "Dragão Vermelho" e "A Última Noite") assombra as platéias de Viena com seu impressionante espetáculo de mágica. Suas apresentações despertam a curiosidade de um dos mais poderosos e céticos homens da Europa, o Príncipe Leopold (Rufus Sewell). Certo de que as mágicas não passam de fraudes, Leopold vai ao show de Eisenheim disposto a desmascará-lo. Quando Sophie (Jessica Biel, da série de TV "7th Heaven"), noiva de Leopold, é chamada ao palco para participar de um número, ela reconhece em Eisenheim uma paixão juvenil. Eles iniciam um romance clandestino e o príncipe delega a um inspetor de polícia (Paul Giamatti) a missão de expôr a verdade por trás do trabalho do mágico. Este, no entanto, prepara-se para executar a maior de suas ilusões.


"O Ilusionista" o segundo longa-metragem do diretor Neil Burger iniciou sua carreira criando e dirigindo a premiada campanha "Books: Feed Your Head" para a MTV americana. O jornal americano The New York Times elogiou o filme dizendo que as "façanhas surrais e espirituais" de Eisenheim parecem obras de arte. "As façanhas surreais e espiritualistas que Eisenheim executa, puras devido a óbvios embelezamentos cinematográficos, ainda geram um efeito de deslumbramento na tela porque possuem uma elegância estética que transcende a trapaça", afirma a publicação.



fonte:UOL e Cinema Com Rapadura

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006


Amor e medo


Estou te amando e não percebo,
porque, certo, tenho medo.
Estou te amando, sim, concedo,
mas te amando tanto
que nem a mim mesmo
revelo este segredo.



Affonso Romano de Sant'Anna
foto:Christian Coigny

Os Poemas


Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...



Mario Quintana
foto:Christian Coigny

Discurso


E aqui estou, cantando.

Um poeta é sempre irmão do vento e da água:
deixa seu ritmo por onde passa.

Venho de longe e vou para longe:
mas procurei pelo chão os sinais do meu caminho
e não vi nada, porque as ervas cresceram e as serpentes andaram.

Também procurei no céu a indicação de uma trajetória,
mas houve sempre muitas nuvens.
E suicidaram-se os operários de Babel.

Pois aqui estou, cantando.

Se eu nem sei onde estou,
como posso esperar que algum ouvido me escute?

Ah! Se eu nem sei quem sou,
como posso esperar que venha alguém gostar de mim?



Cecília Meirelles
foto:Christian Coigny

Crise nos cofres públicos da França

Governo francês se desfaz de propriedades históricas

A França está vendendo dezenas de propriedades históricas em Paris e nas províncias, usando a receita para mudar os burocratas do governo para propriedades menos caras e ajudar a pagar a dívida nacional. Até o momento ela já se desfez de dezenas de chateaux, villas e "hotels particuliers", as mansões de pedra da idade de ouro de Paris.



Em breve à venda: o Hotel Majestic, antes um imenso hotel de luxo no centro de Paris que Hitler tomou como sede de seu governo militar na França ocupada. O Ministério das Relações Exteriores da França ocupou o prédio após a guerra e o usou para diplomacia: o Acordo de Paz de Paris que acabou com a Guerra do Vietnã foi assinado em seu salão de baile com candelabros.

A França está sobrecarregada com seu patrimônio opulento. O Estado tem mais castelos, mansões e prédios monumentais do que sabe o que fazer com eles, e mal consegue arcar com os custos para mantê-los. O país já gasta entre 2 bilhões e 3 bilhões de euros (US$ 2,65 milhões a US$ 4 bilhões) por ano para manter suas propriedades.

O Estado já transferiu algumas propriedades para os governos provinciais, juntamente com a dor de cabeça de mantê-las. O trabalho em centenas de outras propriedades foi suspenso por falta de fundos.

A gótica Torre Saint-Jacques no 4º Arrondissement de Paris está coberta de andaimes e telas de proteção há anos, em parte aguardando dinheiro para conclusão de sua reforma. Outros prédios recebem manutenção na parte externa mas estão arruinados por dentro. "Há castelos no Loire que estão praticamente em ruínas", disse Jean-Louis Dumont, um membro socialista do Parlamento.

Tão grave é a crise que, em setembro, o primeiro-ministro da França, Dominique de Villepin, prometeu 70 milhões de euros (US$ 92 milhões) por ano em fundos de emergência para ajudar a cobrir as obras mais críticas de manutenção do patrimônio histórico.

Enquanto isso, o governo embarcou em um programa para vender parte dos prédios usados pelos seus ministérios. Segundo um estudo de 2006 do governo, o Estado possui mais de US$ 50 bilhões em propriedades, sem incluir os prédios considerados inestimáveis, como Notre Dame. Cerca de US$ 20 bilhões em propriedades do Estado são usados como repartições do governo. O Ministério das Finanças reconhece que sua avaliação das propriedades pode estar "ligeiramente abaixo do valor de mercado".

Ele já vendeu prédios no valor de mais de US$ 1,6 bilhão, incluindo mais de US$ 800 milhões no ano passado. Daniel Dubost, o funcionário do Ministério das Finanças que está supervisionando as vendas dos imóveis, espera que o programa continue no atual ritmo por anos. "No final nós chegaremos a um ritmo mais normal", disse em seu escritório no prédio moderno e austero do Ministério no pouco valorizado 12º Arrondissement, nos limites de Paris. "Mas não estamos prontos para deter o ritmo de pelo menos 500 milhões de euros por ano."

Grande parte do dinheiro das vendas reverte ao ministério que antes tinha o controle do imóvel, mas 15% do valor arrecadado vai para o Estado para ajudar no pagamento da dívida nacional da França. Alguns críticos dizem que o governo não oferece informação suficiente nem anuncia o bastante para obter o melhor preço.

E nem todos estão contentes com as vendas. O Institut Montaigne, um centro de estudos francês, criticou o programa no ano passado em um relatório, que disse que o Estado estava vendendo "ao capricho do mercado, sem uma visão de médio ou longo prazo da administração de seu patrimônio".

Políticos da oposição temem a forma como o dinheiro arrecadado será gasto. "São jóias de família que, assim que são vendidas, não há mais volta", alertou Dumont. "Nós temos que ser rigorosos em nos certificarmos que o dinheiro apurado seja usado de forma eficaz."

O Estado vendeu 10 hotel particuliers parisienses, as mansões do século 18 e 19 que antes pertenciam à aristocracia francesa, nos últimos dois anos -um ritmo veloz incomum para propriedades que normalmente são vendidas no máximo uma ou duas por ano.

Apenas poucas propriedades foram vendidas para indivíduos. O bilionário francês Vincent Bollore pagou 10 milhões de euros por uma casa com vista para o Bois de Boulogne que antes pertencia à aristocrática família Noailles. Algumas poucas villas na Cote d'Azur deverão ser vendidas para bilionários russos.

Mas os maiores compradores são empresas de investimento e fundos de pensão estrangeiros, em busca de investimentos sólidos de longo prazo ou talvez algum ganho de capital de curto prazo. Muitos investidores compram apenas com uma vaga idéia de como usarão a propriedade e o Ministério das Finanças diz que o governo não se importa. "Eles não têm o direito de destruí-las, pintá-las de vermelho ou construir uma torre no jardim", disse um funcionário do Ministério, que não pode ser identificado devido às regras do Ministério. "Mas podem usá-las como bordel desde que respeitem as leis de zoneamento."

Assim que um prédio é vendido, o ministério envolvido tem três anos para se mudar, período durante o qual deve pagar aluguel ao novo proprietário. A equipe de Dubost escolhe as propriedades para vender que são valiosas demais para justificar seu uso atual ou que são incompatíveis com sua função.

Um dos maiores exemplos, ele disse, é a Direção de Música, Dança, Teatro e Espetáculos do Ministério da Cultura, que ocupa um hotel particulier esplêndido no 7º Arrondissement. A mansão, registrada como um monumento histórico, é uma das sete propriedades que o Parlamento tentou fazer com que o Ministério da Cultura abrisse mão. Ela foi construída em 1770 e foi de propriedade de uma aristocrata húngara, Marie Leopoldine Palffy, conhecida por seu título de Princesa Kinsky. Ela foi amante do poderoso ministro do Exterior de Luís 15, o duque de Choiseul, que viveu na mansão até a morte dela em 1794 - um ano após sua jovem amiga Maria Antonieta ter perdido a cabeça na guilhotina.

A propriedade passou por várias mãos de prestígio depois disso até ser
comprada por um banqueiro, Louis Louis-Dreyfus (tio-bisavô da atriz Julia Louis-Dreyfus, da antiga série "Seinfeld").

Juntamente com muitas propriedades dos judeus, o Hotel Kinsky, como passou a ser chamado, foi tomado pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. O Estado francês se tornou seu proprietário depois da guerra e o escritor André Malraux assumiu o controle do prédio quando se tornou ministro da Cultura nos anos 60.

O burocrata ministerial encarregado do prédio ocupa um gabinete imenso no térreo, com um grande piano e portas francesas dando abertura para um terraço e gramado que termina em uma fonte e árvores. O retrato da Princesa Kinsky ainda pode ser visto em um rico afresco que adorna o teto do gabinete.

Mas grande parte do prédio está degradada. Um carpete industrial vermelho e sujo cobre o saguão e os corredores. Os burocratas não estão contentes em deixar seu lar ilustre. "Por 15 dias você tem mandado advogados, arquitetos e emires sauditas", esbravejou um homem em terno preto no saguão da mansão quando um funcionário do Ministério das Finanças chegou acompanhado de um repórter. "Basta."

Há rumores de que o comprador é um membro da família real saudita.

n.r.: enquanto isso, tivemos dinheiro para o aero-Lula, mas o Brasil é um país rico.



fonte:New York Times
tradução:George El Khouri Andolfato

quinta-feira, 30 de novembro de 2006


Poema sobre a recusa


Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.

Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.


Maria Teresa Horta
foto:Christian Coigny

Apagar-me


Apagar-me
diluir-me
desmanchar-me
até que depois
de mim
de nós
de tudo
não reste mais
que o charme.



Paulo Lmeminski
foto:Nikola Novotny

A ti e ao vento


As mãos
tocaram as bordas finas
dos teus lábios
teu corpo inteiro – percorri;
a salinidade do teu suor e lágrimas
e a doçura do vinho que é a tua saliva
junto com o fruto proibido:
essa vontade de te cobiçar;
delírio pleno – devorador;
é estar contigo por te conter...

Tuas carícias/ toques de cetim
tomam minha calma
e todo o amor do mundo
dedicado a ti,
e ao Vento;
que leva a minha saudade;
e te traz à tona
a mim...



Ana Cristina Souto
foto:Christian Harkness

iF Design 2007

Anunciados os projetos brasileiros vencedores do selo 2007

Cachaça Canabacana, da DIA IF design, associação alemã que concede anualmente, desde 1954, um selo de distinção a objetos de design em todo o mundo, divulgou a lista dos vencedores deste ano, que serão convidados a participar da tradicional exposição da instituição em Hannover em março de 2007.


Das 150 inscrições enviadas pelo Brasil, foram selecionadas 19 pelo júri do evento. As inscrições brasileiras são feitas em parceria com a Design Excellence Brazil, organização associada ao Ministério do Desenvolvimento do Brasil, à Apex (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos) e à Câmara de Comércio Brasil-Alemanha.

Cuba Quadrada, da Facilities do Brasil


Os premiados de 2007 foram: HB Adornos, Faro Design, Decameron Design, DI Planejamento Visual, Facilities do Brasil, Marton, Termolar, Fernando Prado, DI Planejamento Visual, GAD Design, Studio Lumen, Questto Design, Sincro Design e Vanessa Espínola & Dayane Queiroz.


Luminária Bossa de Fernando Prado da Lumini

O iF Design é uma das mais reconhecidas premiações do design industrial do mundo e tem cinco grandes categorias: Marca, Materiais, Comunicação, Produtos e um segmento voltado especificamente para a China. Dentro da categoria de produtos, em que estão 18 dos vencedores brasileiros, há 12 subcategorias, entre as quais Iluminação, Escritório, Computadores, Medicina, Design Público e de Interiores, Utilidades domésticas e residenciais e Embalagem.

Chaise Paulistana da Flávia Pagotti, da Decameron



fonte:UOL

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Oswaldo Guayasamín na Caixa Cultural - RJ



Talento revelado aos 8 anos, aos 13 ele ingressou na Escola de Belas Artes de Quito. Tornou-se um mestre da pintura latino-americana, admirado pelo poeta chileno Pablo Neruda. A obra do artista equatoriano Oswaldo Guayasamín (1919-1999) ocupa a mostra na Caixa Cultural Rio desde esta terça-feira, dia 28.

Guayasamín – Uma América Pintada
exibe cinqüenta telas de grandes dimensões, além de trinta desenhos, vídeos e livros sobre o artista, selecionados pelo curador espanhol Adolfo Montejo Navas no acervo da fundação que leva o nome do pintor.



Guayasamín – Uma América Pintada
» Onde:
Caixa Cultural Rio
Avenida Almirante Barroso, 25, Centro

» Quando:Ter. a dom., das 10h às 22h.
» Quanto:grátis
» Informações:(21)2262-5483


fonte:Veja Rio on-line

"Albergue Espanhol" - selva Amazônica

Mamori Art Lab




No coração da selva Amazônica e criado por espanhóis, o Marmori Art Lab inventa uma nova forma de ensinar arte formando uma "tribo" composta por estudantes do mundo todo.

O "albergue do espanhol" é como ficou conhecido pela comunidade do Lago Mamori o "Albergue Espanhol" situado num ponto longíquo, a oito horas de Manaus. O "Albergue" pertence a Cédric Klapisch e reúne passaportes de todas as nacionalidades e idades que convivem debaixo do mesmo teto enquanto estudam.

A sede do Mamori Art Lab não é apenas uma casa de madeira na floresta que mantém durante a noite inteira o gerador ligado, hábito incomum na comunidade local que vive da pesca e cultivo da mandioca. Há dois anos, ou há dois verões (europeus) - como descreve a jornalista Luciana Stein, autora da matéria - estudantes e profissionais da música, design, fotografia, arquitetura e cinema do mundo todo criam projetos inspirados na natureza da Amazônia.

O albergue é uma casa verde com teto de palha que se confunde com a mata, nela, grupos de sete a doze alunos dormem, comem e produzem composições com sons da selva, objetos com design inspirados na arquitetura da natureza e projetam abrigos e casas com materiais locais. Entre as décadas de 1960 e 1980, universitários brasileiros participaram do Projeto Rondon - plano criado pelo governo militar que levou centenas de voluntários a regiões carentes do país durante as férias. O Mamori Art Lab lembra essa jornada ao interior da Amazônia - mas é paga em euros (cerca de 650) e tem o objetivo de gerar produtos culturais.

A iniciativa mais parece a Fabrica, escola criada pela Benetton no norte da Itália para estimular a criatividade de seus participantes. Ao contrário da experiência italiana, no entanto, o Mamori Art Lab não restringe a participação a estudantes de até 25 anos - algo fundamental, em se tratando de liberdade de criação. Entre os 36 participantes dos workshops estão desde jovens em curso universitário até um sessentão com vasta experiência na construção de telhados com a palha da área.

Interessados? Veja mais sobre a matéria no link do título e faça parte do grupo na selva.



fonte:Revista Trip

Calder no Brasil - RJ

Depois da temporada na Pinacoteca do Estado, em São Paulo, chega ao Rio de Janeiro a exposição "Calder no Brasil", em cartaz no Paço Imperial até 11/2/2007, com 50 obras do artista plástico norte-americano Alexander Calder (1898-1976).

Sob curadoria de Roberta Saraiva, historiadora e diretora do Museu Lasar Segall (SP), a exposição apresenta pinturas, desenhos, estudos e as famosas esculturas móveis - móbiles, segundo denominação dada por Marcel Duchamp -, obras que colocaram Calder como um dos maiores artistas plásticos do século XX.

A mostra também revela a relação do artista com o Brasil, país que visitou diversas vezes e que nos anos 50 participou de duas edições da Bienal de São Paulo (1951 e 1953), além da coletiva inaugural do MAM-SP e e de exposição individual no MAM-RJ, entre outros eventos.

CALDER NO BRASIL
» Onde: Paço Imperial
(Praça XV de Novembro, 48. Centro.
Informações: 21 2533-4407)
» Quando: de 28/11 a 11/2/2007
Terça a domingo, das 12 às 18h.
» Quanto: Grátis


fonte:UOL

segunda-feira, 27 de novembro de 2006


Sonho



Não sei se as tuas mãos me tocaram
Tão leves as tuas mãos que nenhuma marca ficou
Tão leves que certamente só me sonharam
Ou as sonhei porque as queria na minha pele
Árida de carícias
Ávida das tuas mãos.
Não sei se foste tu que escreveste com saliva poemas no meu corpo
Poemas rios que me molharam e segredaram
Palavras por ti nunca antes ditas
Não sei se senti rios e pensei poemas
Deserta que estava de palavras e saliva.
Não sei se no meu corpo o teu mora
Tão tênue teu corpo
Tão breve sonhar.



Encandescente
foto: Peggy Washburn

Três autores que desisti de ler

Recebi uma tarefa blogueira do Eduardo Tetera (http://inconscientecoletivo.blogspot.com), que por sua vez recebeu do João Áquila(http://joaoaquila.zip.net) , que havia recebido a incubêmcia das mãos da Cris(http://crisb.zip.net) . A tarefa consiste em escrever sobre três autores que desisti de ler. Dizer quais é fácil, mas o porque é a parte mais difícil.
Comecei desistindo de Jorge Amado. Pois é. Grande e internacionalmente reconhecido escritor brasileiro, baiano, cheio de cores e cheiros; talvez por tantas cores e tantos cheiros durante tanto tempo, apenas através dos livros, acabaram me deixando empanturrada. Lembro que meu "assunto" com o Jorge Amado terminou em Farda, Fardão , Camisola de Dormir, o primeiro capítulo foi difícil, acho que pensei que estava crescida e precisava conhecer novos mundos (leio Jorge desde os 10 anos - trabalho escolar).

Percebo a mesma situação com Agatha Christie, sempre devorei compulsivamente sua obra - adorava ler policiais e suspense - assim como devorava incansavelmente Maurice LeBlanc, eu me apaixonei por Arsène Lupin, o ladrão de casaca, será que alguém se lembra do livro A Condessa de Cagliostro? Envolvente, certamente. E como depois de crescida percebi que fidelidade literária é uma grande bobagem, passei a seguir minha intuição e foi assim que já há 2 livros, não leio Paulo Coelho, já não me susrpreende, não me instiga, gosto do que já li dele e mantenho a boa lembrança dos seus textos, mas viver bem é andar para a frente sem olhar para trás e isso é válido para a literatura. Para mim, o melhor livro é o próximo.

domingo, 26 de novembro de 2006

Sabor português

Ana Cristina Reis é editora do caderno Ela, do jornal O Globo, onde escreve todos os sábados. Adoro. E Ana Cristina andou, há um tempo, em férias por terras lusas e tem escritos textos interessantíssimos sobre sua viagem, mas o de ontem tem um sabor diferente, um algo mais delicioso.
Não escondo a minha paixão, ou amor (tenho sentimentos calmos e intensos ao mesmo tempo) pelo Porto. Porque é cinza, porque é hospitaleira, porque come-se e bebe-se muito bem por lá, porque parte da minha família é de lá e porque morei lá muitos anos e fiz amigos. Não faltam motivos para eu gostar de Portugal e do Porto. O texto da jornalista é saboroso e remete a saudades, conheço todos estes cantinhos da cidade e essa gente maravilhosa. Para quem não conhece, vale a pena o encanto da turista.



Exageros em Portugal

Estava no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, esperando a hora de embarque para o Brasil, quando soube do regulamento europeu de bagagem de mão. Um repórter fazia entrevistas no saguão. Dona Maria Alcina Almeida, moradora de Ruivães, em Vila Nova de Famalicão (não faço idéia de onde fica, mas não perderia a chance de escrever Vila Nova de Famalicão), ia visitar o filho que mora em Paris.

Previdente, foi com o marido antes à agência de viagens, para se informar sobre as restrições. Nada de líquido, gel, pasta loção, aerosol e afins. Mas não avisaram o casal que havia limite para a bagagem de mão.
- Levo uns frangos e um bacalhau para o meu filho em Paris. Tive de pagar 98 euros por quatro quilos a mais. Tudo isso é um exagero! - reclamou dona Maria Alcina.

Carlos zevedo, embarcaria para Palma de Maiorca, também não estava gostando nada daquela história.
- Tem alguma coisa a ver com terrorismo levar umas sandes (sanduíches, em português de Portugal) para comer? É um exagero!

Quando o assunto é comida, os portugueses não são exagerados, são exageradíssimos.

Dias antes, eu jantava com amigos no Porto. Era na Ribeira, com vista para Vila Nova de Gaia e para o Rio Douro pontilhado com reflexos da Lua. Na verdade, eram as luzes da cidade, mas lembrança que se preza é sempre mais romântica.
- Por favor, esta sobremesa tem ovo?
- Ora, pois! Não tem um: tem 20, 30 ovos.
E extravagantemente detalhistas quanto ao alcance, entorno e consequência das refeições. Ninguém me contou; eu vi. O homem parecia um anúncio de Ralph Lauren: ondulados cabelos castanhos, olhos azuis, calça jeans desbotada, jaqueta de camurça cor de camelo e relógio cromado - o pacote completo. O restaurante era o Cafeína, na Foz (a Ipanema do Porto). O homem era primo de uma amiga brasileira.

Pensando na boa vizinhança das relações Brasil-Portugal - não queria ser óbvia, pedindo bacalhau - perguntei se ele me sugeriria um prato.
- Gosto imenso do bacalhau - respondeu o primo.
Com razão. O bacalhau com broa, brócolis e alho me apeteceu imenso. E ainda pensava nele, quando, no carro, o primo me ofereceu uma pastilha de hortelã.
- É por causa do alho. O ideal seria um grão de café, que elimina por completo o cheiro, mas não temos café aqui.

O português é deliciosamente exagerado quando é anfitrião. Como foi o doutor Eugénio Branco, dono da vinícola Quinta do Portal, e um fidalgo do Porto - uma redundância, porque nove entre dez portuenses são cavalheiros.
Doutor Eugénio nos recebeu com lombo de pescada branca, linguadinhos fritos, gambas (camarões, em português de Portugal), percebes (o mais feio crustáceo, parece um pé sujo e enrugado, mas o gosto é de mar limpo), sapateiras e santolas.

Sapateiras e santolas são aparentadas. A diferença entre esses tipos de caranguejos é, adivinhe?, exageradamente sutil. Mas sutilezas não floresciam entre os brasileiros naquele jantar. Embalados por vinhos, disputávamos lugares-comuns para descrever a diferença de sabores.
- A sapateira é fresca, gloriosa, tenra.
- A santola é mais acentuada, mais doce.
- A santola é onírica.
- Se não fosse estragá-la, comeria a sapateira com lágrima nos olhos.
- A santola é igual a beijo na boca.
- Ah, é? Pois a sapateira é um orgasmo!
- Não exagera!

Se é beijo ou orgasmo, você decide. Porque tenho alma generosa, divulgo aqui o endereço onde são servidas as melhores sapateiras portuguesas do mundo. É no Restaurante Rosinha: Avenida Serpa Pinto, 731, em Matosinhos. Telefone:229378281.

email: ana.reis@globo.com.br



n.r.:eu já sabia da proibição, mas não tinha pensado nos detalhes. Bacalhau, não digo, mas... uns queijitos da Serra e umas garrafinhas de azeite? É problema? Se for, mal, isto está muito mal, não tem graça nenhuma. Gente, será que diminuíram o peso da bagagem de mão?
Ah! E vale a pena dizer, que no Porto comemos muito bem e nem por isso somos todos gorduchos! E como há gente bonita...ai ai :)


fonte: Jornal O Globo
foto: a Ribeira, no Porto com a vista de Gaia.

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Corram, "V" de Vingança

Dica fumegante

Li no Blog dos Quadrinhos que neste sábado às 16 hs, o desenhista da minissérie "V de Vingança", David Lloyd, dará duas palestras em S.Paulo, sendo a primeira na Fnac Pinheiros, na av. Pedroso de Moraes, 858. Paulo Ramos, o autor do Blog é o mediador do debate.

A segunda palestra corre na próxima segunda-feira, às 20h, na Universidade Mackenzie, rua da Consolação, 930. O evento será conduzido por Octavio Cariello, desenhista e professor da Quanta Academia, que organiza a palestra com a editora Casa 21. As duas palestras são gratuitas.

O inglês David Lloyd chegou ao Brasil no fim da semana passada. Ele vai desenhar a capital paulista para a série "Cidades Ilustradas", da editora Casa 21. Já foram publicados seis volumes da coleção, que mostra as cidades brasileiras sob o traço de diferentes ilustradores.


fonte:Blog dos Quadrinhos

Lei 8.547 - Incentivo a doação de sangue

O texto que se segue é da autoria do Carlos, Beco dos Bytes e anuncia uma lei bacana para incentivar a doação de sangue.

"Neste nosso querido Brasil, dia após dia surgem leis e projetos de leis que parecem verdadeiras piadas de humor negro. Mas de vez em quando, também surgem leis muito bacanas. Um exemplo é a lei 8.547 que foi publicada no Diário Oficial no dia 29 de Agosto e que prevê o direito de pagar meia entrada em teatros, museus, cinemas, parques, estádios e outros para os doadores regulares de sangue. O doador regular de sangue, segundo a lei, é aquele que está registrado no hemocentro de seu estado ou nos bancos de sangue dos hospitais.

Essa é uma lei muito bacana pois dá um incentivo a mais para as pessoas ajudarem a quem possa precisar. Nunca sabemos se um dia vamos precisar de uma transfusão, mas com certeza, vamos gostar de poder recebê-la caso seja necessário, assim como qualquer outra pessoa. Doar sangue não dói, ajuda alguém num momento difícil e ainda vai te dar um copo de refresco com biscoito no final e a dispensa desse dia no trabalho. Tá esperando o que para ir lá doar?"

DOE SANGUE. TÁ ESPERANDO O QUE?


fonte:Beco dos Bytes

quinta-feira, 23 de novembro de 2006


Frase do dia:


"A inveja é uma merda!"


n.r.:que os mais sensíveis me perdoem a má palavra.



foto: envy, the green-eyed monster

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

O Brasil de Marc Ferrez

Marc Ferrez nasceu no Rio de Janeiro em 1843, apenas quatro anos após a fotografia ser inventada oficialmente por Louis Daguerre, na França. No início da década de 1860 começou a fotografar. Em 1867, abriu seu próprio estabelecimento, no Rio. Em 1870, se tornou fotógrafo da Marinha Imperial.



A exposição "O Brasil de Marc Ferrez", na Galeria de Arte do Sesi, recupera um pouco da esquecida e trepidante atmosfera da segunda metade do século 19. A mostra foi revista e ampliada após passar por Rio, Poços de Caldas, Porto Alegre e Paris e reserva um de seus módulos justamente para as fotos de vapores, cruzados e veleiros.

A produção de Ferrez se torna histórica e mais intensa a partir de 1875, quando passa a trabalhar na Comissão Geológica do Império, o que o leva a viajar pelo Brasil. Ferrez constitui a partir daí o acervo mais rico de imagens do Brasil, sem paralelo com outros fotógrafos.

Cascata, floresta da Tijuca (RJ), c. 1875. Negativo original em vidro. Colódio 18 x 24cm

O fotógrafo também ficou conhecido pelo grande rigor na forma de elaborar suas composições, além de pesquisar novas soluções técnicas que o levaram a obter, por exemplo, negativos em chapa de vidro com a incrível dimensão de 1,10 metros.

O Brasil de Marc Ferrez
» Onde: Galeria de Arte do Sesi
Av. Paulista, 1313, tel. 0/xx/11 3146-7405)
» Quando: de ter. a sáb., das 10h às 20h;
dom. das 10h às 19h; até 4/3
» Quanto: entrada franca
» Informações: (11) 3146-7405


n.r.:vale a pena dar uma conferida.


fonte:Folha Online
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