domingo, 28 de dezembro de 2014

Handle with care





Certamente você já leu a frase que acompanha o aviso “Fragile” em embalagens que chegam do Exterior. Duas mãos espalmadas circundam uma caixinha e a etiqueta diz: Handle with care. Manuseie com cuidado.

Uma querida amiga que mora na Suécia me mandou um e-mail nesta semana dizendo que muitas pessoas deveriam ter esse adesivo grudado no próprio corpo. Eu diria que não apenas muitas: todas. Afinal, nada mais frágil do que um ser humano.

Costumamos tratar com delicadeza as crianças, por seu tamanho e inocência, e os idosos, por sua vulnerabilidade física e por respeito, mas quando se trata da vastíssima parcela da população que se situa entre esses dois extremos, passamos por cima feito um trator desgovernado. A ideia geral é: adultos sabem se defender.

Alguns sabem, outros menos. Todos nós recebemos vários trancos da vida e acabamos desenvolvendo alguma resiliência e capacidade de nos regenerar, mas isso não quer dizer que não há dentro de nós algo que possa quebrar de forma irreversível. E quebra mesmo. Espatifa de forma a impedir a colagem dos cacos. Handle with care.

Há por aí campanhas pregando mais gentileza e mais educação, e assino embaixo, naturalmente. Mas elas têm um caráter superficial, induzem apenas a gestos e atitudes corteses, como esperar alguém sair do elevador antes de a gente entrar, dar bom-dia a quem cruza por nós, desejar feliz Natal e boas festas. Isso é tratar bem, não tratar com cuidado.


Tratar com cuidado significa colocar-se no lugar do outro e dimensionar o quanto uma estupidez pode machucar. Significa levar em consideração as dificuldades de alguém a fim de não exigir demais de seus sentimentos e posicionamentos. Significa compreender que a comunicação é fundamental para o entendimento e a paz e que atitudes bruscas podem ser mal interpretadas. Significa honrar o laço construído e não colocar na intimidade a desculpa para agredir — agressões não podem virar hábito da casa.

O que cada pessoa leva dentro? Sonhos que podem parecer bobagem para os outros, mas que são sagrados para ela. Traumas que ainda não foram superados e que doem a cada vez que são lembrados. Vergonhas inconfessas. Feridas que custaram a cicatrizar e que basta um cutucãozinho para reabrirem. Desejos que não merecem ser ridicularizados. Necessidade de ser amado e aceito. Uma parte da infância que nunca se perdeu.

As pessoas gritam e rugem umas para as outras, quando não fazem pior: ignoram umas às outras, como se todos fossem feitos de pedra, como se todos estivessem protegidos por plásticos-bolha, como se a blindagem fosse geral: é só mirar e atirar que não dá nada.

Dá sim. Pode não parecer, mas todo ser humano é um cristal.

texto: Martha Medeiros

Por um Novo Ano com mais compaixão e carinho. Feliz 2015 a todos!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Liga dos Campeões



Você é aquele brasileiro/a que reclama de tudo que acontece no Brasil e ainda diz: "Isso é Brasil" no sentido pejorativo? Você é aquele/a que acha que apenas brasileiro joga lixo no chão em eventos gigantescos e reclamou da sujeira quando do Réveillon e da Jornada da Juventude e disse que só o povo brasileiro é mal educado?

Pois bem, a foto abaixo, de Tiago Neves, é de Lisboa, após o jogo da Liga dos Campeões, entre Atlético de Madri e Real Madri. A cidade foi invadida por madrilenos para assistir a final. Pois é, espanhóis, aquele povo europeu, melhor que brasileiro, mais culto e mais educado... aliás, aquele povo mais tudo só porque é europeu, coisa de Primeiro Mundo.







Agora sim... Inté, saio de férias e depois vou curtir muito a Copa e torcer muito pela seleção porque amo o país onde nasci, com todos os problemas que tem. Volto qualquer dia, ou não... não sei se volto ao blog, mas precisava publicar esta foto hoje.

Inté!







sexta-feira, 23 de maio de 2014

terça-feira, 20 de maio de 2014

Li na coluna do Ancelmo Goes

Deve ser terrível...


Olivia Byington, a cantora, foi furtada, ontem, em Paris. Em sua página no Facebook, ela contou que foi a uma delegacia registrar o caso, e um policial lhe disse:
- Será preciso esperar uma hora e meia porque há 5 pessoas na frente para reclamar de casos semelhantes.


n.r.: Deve ser terrível viver num país assim. E de hoje em diante, sempre que me der de cara com notícias desse tipo, publicarei aqui no Nuvens, estou bastante cansada do complexo de vira-lata que se instalou no Brasil. Ando com um certo mau humor com relação a pessoas que acreditam que não existem problemas em lugar algum e eles estão todos no Brasil. Se ao invés de apenas criticarem, apresentassem soluções, não me irritaria tanto.

fonte:Ancelmo Goes

Let It Go




Além de linda, canta que se farta essa minha amiga.





domingo, 18 de maio de 2014

O que quer dizer






O que quer dizer diz.
Não fica fazendo
o que, um dia, eu sempre fiz.
Não fica só querendo, querendo,
coisa que eu nunca quis.
O que quer dizer, diz.
Só se dizendo num outro
o que, um dia, se disse,
um dia, vai ser feliz.



Paulo Leminski

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Bom finds!



Meu Sasha adorava ir à praia, voltava para casa parecendo um bife à milanesa, principalmente quando encontrava uma amiguinha que o adorava. Mas nunca conheceu uma praia no Rio de Janeiro, aqui é proibido levar cães à praia, o que acho uma pena. Enfim... Sasha, enquanto viveu em Portugal, certamente foi feliz.


Bom Fim de Semana!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Apresentando...

Suricato


´

terça-feira, 6 de maio de 2014

Racismo



Vou reforçar a mensagem porque após a atitude do Daniel Alves pude perceber que ainda há muitas pessoas que acham um exagero dar ênfase ao que aconteceu, como se o racismo fosse algo que não exige mais do que um minuto de atenção, coisa pequena. Para mim não é.


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Adoraria partilhar essa música com você...




Levaram a bicicleta



Em plena manhã ensolarada do domingo, os pais de Sophie, uma menina de 3 anos, prenderam a bicicletinha dela com cadeado, numa cerca, e foram à minifazendinha do lugar. Na volta, tinham roubado a bicicleta.


Foi no Volkspark Hasenheide, em Berlim. Deve ser terrível... você sabe. 





Eu termino a frase: Deve ser terrível viver num país assim...



fonte:Ancelmo Goes
foto: Pra quem pedala

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Sentimento



Lindo, não é?



imagem:Com Açúcar e Com Afeto

terça-feira, 29 de abril de 2014

Oui, c'est ça!




Aqui ou lá, sinto lonjuras.






9 Coisas para interiorizar




1. Trabalhar dá trabalho. Estudar dá trabalho. Fazer uma coisa bem feita dá trabalho.


2. É estúpido tentar agradar a toda a gente. É impossível forçar alguém a gostar de nós, muito menos com frases feitas e poses estudadas.


3. É impossível não errar. Sempre que fazemos uma coisa nova, vamos começar por fazê-la mal.


4. Ter medo é normal. Não há problema em sentir medo, desde que façamos o que temos a fazer, apesar do medo.


5. Não há pessoas perfeitas. Se alguém que admirávamos nos desilude, é porque estávamos iludidos. (Esta me encaixou como uma luva, preciso mudar)


6. Somos mais do que as coisas que fazemos. É possível ter feito asneirada e continuar a ser boa gente.


7. As relações não são como nos filmes. Estar casado não é um mar de rosas e ninguém está sempre apaixonado. Amar uma pessoa a sério dá muito trabalho. Mas vale a pena.


8. Há coisas que não mudam. Há situações e pessoas que não vão mudar, mas a nossa forma de lidar com isso pode sempre mudar. 


9. Há listas de bons conselhos que não servem de nada, porque há coisas que só se aprendem se forem vividas. (Outra que me encaixa como luva, prefiro quebrar a cara - e quebro muito - do que ficar na dúvida)



fonte:Caxi Burnay Lencastre

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Happy




Para começar bem a semana que é curta.





Somos Todos Macacos





Eu já adorava o futebol do Daniel Alves, agora eu o admiro como pessoa.



"Se todos os cretinos voassem jamais veríamos o sol.

Mas, de quando em quando, volto a ter esperança na espécie humana. Isso acontece quando a ironia substitui a violência. De um animal agredido podemos esperar uma patada mas só do homem pode vir o deboche.

O gesto do jogador de futebol Daniel Alves comendo a banana que lhe foi atirada por um racista teve leitura planetária instantânea. Foram segundos mais fortes do que muitos seminários, simpósios, estudos científicos, campanhas de mobilização contra o racismo. Na leveza e simplicidade da atitude do atleta nos revemos todos nós que acreditamos que há várias maneiras de dar a outra face sem, por isso, levar dois estalos.

Daniel Alves deveria por isso ganhar o título de publicitário do ano. A sua dentada na banana associada a frase “Somos Todos Macacos” tornou-se numa das mais bem conseguidas acções de propaganda que tenho memória. E uma prova de que as redes sociais servem para mais coisas além de serem território livre para atrasados mentais destiladores de ódio.

Ou como diria o meu Tio Olavo: “Incluindo o Tarzan, somos todos macacos”." Edson Athayde





foto: Globo Esporte

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Fui!

Feriadão: Páscoa, Tiradentes, São Jorge e vou aproveitar para escapar-me daqui. Eu volto, um dia.


terça-feira, 15 de abril de 2014

segunda-feira, 14 de abril de 2014

E falando sobre relacionamento...



Vivemos uma época em que tememos a solidão. A condição de estar só virou o “mal” do século XXI, o bicho papão do nosso tempo. Numa era em que a cada segundo uma nova tecnologia é inventada para encurtar distâncias e – teoricamente – aproximar as pessoas, o que não vale é se sentir esquecido.

Esse temor de ficar sozinho desenvolveu até aquele tipo de pessoa que sempre está namorando. Não consegue ficar sozinha, talvez por medo ou insegurança, confunda sentimentos em troca de ter alguém ao seu lado. Termina um relacionamento e já engata em outro, não dá nem tempo de curar as cicatrizes do último amor, de se preparar pra respirar fundo outra vez, e ela já muda o status de relacionamento do Facebook num piscar de olhos.

Parece que é impossível ser feliz sem uma metade pra te completar. Mas o que os outros esquecem é que antes de tudo vem o amor próprio, e é por isso que temos que amar também a nossa solidão. É preciso muito discernimento para não confundir amor com carência, é preciso muita coragem para não se afundar num poço de dependência emocional. É preciso estar atento para encontrar pessoas que combinem conosco, nos compreendam e, acima de tudo, acolham a nossa solidão, para aí partilhar a solidão um com o outro.

(Laís Montagnana)






Eu acho que as pessoas estão muito carentes. Em um mês e meio estão amando perdidamente, passa mais um mês terminam e logo a seguir estão em busca do próximo amor testando seu sex appeal na balada, e novamente estarão amando perdidamente o próximo. Eu não entendo essa gente...

fonte: Desiludindo

domingo, 13 de abril de 2014

Desejos de boa leitura...

Boa Semana!






José Mauro de Vasconcelos in Meu Pé de Laranja Lima


fonte:Revista Bula

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Pra ser sincero







"Um dia desses, num desses encontros casuais, talvez a gente se encontre, talvez a gente encontre explicação."

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Não te apaixones...







Não te apaixones por uma mulher que lê,
por uma mulher que tem sentimentos,
por uma mulher que escreve.
Não te apaixones por uma mulher culta,
delirante, louca.
Não te apaixones por uma mulher que pensa,
que sabe o que sabe
e também sabe voar,
uma mulher confiante em si mesma.
Não te apaixones por uma mulher que ri ou chora
quando faz amor,
que sabe transformar a carne em espírito;
e muito menos te apaixones
por uma mulher que não é capaz de viver sem música.
Não te apaixones por uma mulher
que está interessada em política,
que é rebelde e sente um enorme horror pelas injustiças.
Não te apaixones por uma mulher
que não gosta de assistir televisão.
Nem de uma mulher que é bonita,
mas, que não se importa com as características
de seu rosto e de seu corpo.
Não te apaixones por uma mulher intensa,
brincalhona, lúcida e irreverente.
Não queiras te apaixonar por uma mulher assim.
Porque quando te apaixonares
por uma mulher como esta,
se ela vai ficar contigo ou não,
se ela te ama ou não,
de uma mulher assim,
jamais conseguirás ficar livre.


Martha Rivera Garrido

terça-feira, 8 de abril de 2014

50 Receitas



Comportamento Ético

Fica a Dica:





• A compaixão, relacionada com a ajuda ao próximo;
• A não-maleficência, que trata de evitar a imposição de sofrimento ou
privação ao próximo;
• A beneficência, que procura prevenir e combater o sofrimento do próximo,
promover a felicidade do próximo, e com natural e maior intensidade à
nossa família e amigos;
• A imparcialidade: tratar as pessoas da forma como merecem ser tratadas,
tendo direitos iguais até que o mérito ou necessidades justifiquem
tratamento especial;
• A coragem para se opor a injustiças, mesmo que em prejuízo próprio;
• O respeito à autonomia individual: não manipular ou induzir o pensamento
das pessoas, mesmo que para o próprio bem delas;
• A honestidade: não enganar as pessoas. A mentira é um vício, especialmente
quanto à supervalorização das próprias capacidades. Acostume-se
a saber que as pessoas merecem saber a verdade;
• Não fazer promessas que não pretende ou que sabe que dificilmente
conseguirá cumprir;
• Integridade: cumprir com as obrigações, mesmo que a despeito de
inconveniência pessoal.
• Consistência. Pode-se medir o valor moral de um ser humano pela
consistência de suas ações. 

Cada vez mais me interesso por pessoas éticas e me afasto das que não são, e não me arrependo.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

domingo, 6 de abril de 2014

segunda-feira, 31 de março de 2014

Perfeito







domingo, 30 de março de 2014

Saudades



Tenho uma amiga que diz que é pra desgraça, vamos com tudo. Então toma lá Saudade.

Saudades




Eu não sei explicar como ela acontece, só que as vezes bate de um jeito que me coloca do avesso, o coração aperta de um jeito, que sem esforço algum me sinto lá longe, posso sentir até os cheiros do Porto. Não sei se foi porque os primos telefonaram no fim de semana, não sei, só sei que quando ela vem me aperta inteira.


quinta-feira, 27 de março de 2014

Paixão


Tenho uma paixão por esta senhora, ...eu ainda era adolescente quando ouvi Años pela primeira vez através de uma amiga do Colégio Princesa Isabel. A família dela havia sido perseguida durante a Ditadura, portanto Mercedes Sosa e outros tantos faziam parte da sua discoteca. Sim, sou da época do disco, depois veio o CD, DVD...







segunda-feira, 24 de março de 2014

Anjo



Não tenho a menor dúvida que meu Sasha era um anjo.




sábado, 22 de março de 2014

Vamos falar de coisa séria?



Não sou de vir ao Nuvens no fim de semana, mas hoje o dia merece um registro. 


Por mais estapafúrdio que pareça, no dia de hoje foi marcada uma manifestação em todo o Brasil, a "Marcha das Famílias com Deus pela Liberdade", um revival da mesma marcha que ocorreu em 1964, que antecedeu ao Golpe Militar. 

A marcha que foi uma resposta à "ameaça comunista" na época. Sim, pasmem, existem pessoas no Brasil que acreditam que vivemos sob ameaça comunista, há quem creia que vivemos numa Ditadura de Esquerda e há quem creia que uma intervenção militar é a solução para todos esses males que estaríamos vivendo no Brasil.

Este tipo de pensamento beira a linha tênue entre o horror e o patético. Eu fico imaginando que apenas viúvas da Ditadura e elementos da mesma é que podem sentir saudades daquela época.

Bem, de qualquer maneira, venho informar que a adesão foi ridícula, e que Deus não compareceria a uma manifestação em prol de torturadores e assassinos. No Rio de Janeiro, compareceram umas 100 pessoas, 200 em São Paulo, 40 em Brasília, 3 em Florianópolis e por aí vai. Abaixo segue o oportuno texto que Zuenir Ventura escreveu para o jornal O Globo, com relação à tal marcha e não só.

E só para complementar. foi muito bom descobrir que a imbecilidade não assola a grande maioria do povo brasileiro.


OS LIMITES DO PERMITIDO
, por Zuenir Ventura


Está marcada para hoje em SP a reedição da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, organizada pelos que, insatisfeitos com o presente, acham que a solução é a volta dos militares ao poder. Muita gente considera o ato uma provocação, no momento em que são reveladas as atrocidades cometidas pela ditadura implantada no país há meio século.

Como contrapartida, também está sendo convocada a Marcha Antifascista. São manifestações que fazem parte do jogo democrático, desde que realizadas dentro da ordem. No primeiro caso, ressalte-se a curiosa contradição: vão pedir o retorno de um regime que se caracterizou justamente pela proibição de protestar. É usar a democracia para tentar acabar com ela.

O pretexto é o mesmo do passado: temor de um golpe comunista, num país em que foi mais fácil pôr fim ao comunismo do que ao eterno anticomunismo. Há dias, o ex-ministro José Serra, presidente da UNE em 1964, escreveu que “nada mais fantasioso do que supor que o Brasil pudesse virar uma Cuba ou que a esquerda, em 63-64, estivesse armada”.

O mesmo poderia ser dito hoje. Mas, nas palestras e debates desse concorrido ciclo sobre os 50 anos do golpe, a democracia tem sido muito questionada, principalmente pelos jovens.

Há uma certa nostalgia de um tempo idealizado, não vivido, estimulada por aqueles mais velhos que acham que tudo piorou: a corrupção, a impunidade, a violência urbana, o crime organizado, a lentidão da Justiça, a banda podre da polícia, a inoperância enfim das instituições. Será que isso já não existia naquela época?

De uma maneira ou de outra, claro que sim, só que a opinião pública não sabia, a censura não deixava. Com a liberdade de imprensa e a disputa de mercado, sabe-se tudo. Se um veículo não publica, o concorrente escancara. E assim temos um país que às vezes cheira mal, tem aspecto ruim, mas é um nervo completamente exposto.

Essa superexposição, porém, não pode servir de álibi para não se corrigir as mazelas de um sistema imperfeito com cara de impotente. Não basta expor os defeitos, é preciso corrigi-los. Uma indignação resignada, feita de críticas e denúncias, está criando uma espécie de inconformismo conformado, sem poder de transformação.

Na política, a hipocrisia, em que se finge ser o que não se é, foi substituída pelo cinismo, em que se assume o que se é, mas trocando os sinais. O vício vira virtude e o culpado posa de vítima, como no caso dos mensaleiros.

A verdade é que há limites de permissividade sendo testados. Protestos rotineiros com ônibus incendiados e quebra-quebra por qualquer motivação são apenas um exemplo. O mais grave, no entanto, é a prática da justiça pelas próprias mãos. Num momento de confusão como o atual, é preciso ficar claro que democracia é tolerância, mas não leniência, é liberdade com lei, não anarquia.


sexta-feira, 21 de março de 2014

Dia Mundial da Poesia



E acho que Vivaldi pode representar este dia muito bem.




quinta-feira, 20 de março de 2014

Happy / We are Rio




Pois é, é esse o jeitinho Carioca de ser: Happy! Perante todos os problemas e dificuldades: Happy! Só quem é do Rio sabe como é se sentir assim. Beijinho no ombro.


terça-feira, 18 de março de 2014

domingo, 16 de março de 2014

sexta-feira, 14 de março de 2014

quinta-feira, 13 de março de 2014

Ansiedade






terça-feira, 11 de março de 2014

First Kiss



Eu não sei se é a seleção de músicas ou porque o vídeo está em preto e branco ou é o fato de que toda a gente neste vídeo é muito atraente, mas o que começou como incrivelmente estranho: ver dois estranhos se encontrarem e se beijarem transforma o acontecimento em algo incrivelmente bonito. O vídeo, chamado de "First Kiss" e dirigido por Tatia Pilieva, tinha como objetivo conseguir 20 estranhos e fazer com que se beijassem pela primeira vez.

É bonito ver os estranhos hesitantes no início. Mas a partir do momento que o beijo começa é como assistir a fogos de artifício. Enfim. Beijos para todos!





fonte:Sploid
tradução: Minha e livre
n.e.: Achei lindo, sorri do início ao fim

domingo, 9 de março de 2014

Lepo, Lepo



Ouvi "Lepo, Lepo" hoje pela primeira vez e não entendi a implicância, é apenas uma música boba, tão boba como a "Maria Sapatão", também criada no Carnaval, por Chacrinha, mas que não sofreu a implicância dos chatos de plantão. Outros tempos, hoje ninguém leva mais nada com bom humor e se importam com o que não tem a menor importância.

Não gosta, não compre e não ouça, mas associar uma música boba ao decréscimo da qualidade da música brasileira é demais para os meus neurônios loiros.

"Lepo, Lepo" foi sucesso no Carnaval da Bahia neste Carnaval, aliás, o refrão foi um sucessão. Não é pra entender, foi Carnaval, acontece.







sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Bom Carnaval!

É Carnaval e como não sei se passarei aqui durante a Folia de Momo, vou deixando meus desejos de um bom Carnaval a quem passar por aqui. Esqueçam o mau humor, os problemas, só por um breve momento. Embora as más línguas falem que Carnaval é alienação, blá, blá, blá, não é, né gente? Os problemas não vão embora, só se suavizam perante o intervalo de momentos mais felizes. Mas não é assim que devemos levar a vida? Aproveitando os bons momentos que ela nos oferece para superarmos os menos bons? Além disso o ano NÃO começa depois do Carnaval, não estou em férias, nem eu e nem um montão de gente, estamos trabalhando e vamos descansar por uns dias. Xô mau humor por que o momento é de festa!






quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

1º ônibus elétrico a baterias do Brasil

Quando é para falar mal, eu grito, mas quando é para falar bem eu fico bem mais feliz.

Começou a circular este mês em São Paulo, em fase experimental, o 1º ônibus elétrico brasileiro 100% movido a baterias. O E-bus tem autonomia de 200km, um sistema de recarga rápida, e vai fazer o transporte de passageiros no Corredor ABD, administrado pela Metra. A tecnologia das baterias e das estações é da Mitsubishi Heavy Industries. Já o chassi, carroceria e todo o sistema elétrico de tração são fabricados no Brasil, semelhantes aos trólebus desenvolvidos pela empresa Eletra.




fonte:Revista Exame

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Tai Chi Flsh Mob, em Niterói - Rio de Janeiro




Pois é... no Rio de Janeiro tem umas iniciativas que nos fazem sorrir de orelha a orelha.





terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Mobilidade urbana








Às vezes sou obrigada a fazer fisioterapia por conta da minha coluna e braços, mas a minha visão sobre quem a frequenta sempre foi muito restrita, era chegar e me enfiar num cubículo e depois ir embora.
Mas aí aconteceu algo diferente: como minha mãe estava com labirintite, foi necessário eu dispensar algumas horas do meu dia para acompanhá-la e aí a forma de enxergar a fisioterapia se alterou.
Sendo apenas uma acompanhante eu vi quem chegava e partia durante meia hora no ambiente de um Centro de Fisioterapia, e agradeci a Deus pela minha saúde e pedi desculpas pelas vezes que reclamei da vida.
A quantidade de cadeirantes que vi sem pernas, sem partes de pernas e sem pés foi um número imenso, sem contar as que precisavam se amparar em muletas.
Ao mesmo tempo eu pensei em como há coisas tão injustas, já que não ver essas pessoas no meu dia-a-dia é, certamente, pela falta de acessibilidade da cidade onde moro.
Já temos rampas nas calçadas, mas adianta pouco se o cidadão estaciona na saída delas impedindo o acesso. Elevadores em ônibus também, mas é preciso que tenha em todos. É preciso mais, mas muito mais para que quem tem alguma deficiência em locomoção possa ser tão independente quanto eu e você que podemos nos deslocar sem problemas.



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Bora transgredir um pouquinho?

Coral da Faculdade de Direito da USP canta ‘Beijinho no Ombro’, de Valesca Popozuda



O que esperar de um coral? Músicas eruditas, arranjos clássicos à capela ou, quem sabe, Valesca Popozuda. Sim. O CoralUSP XI de Agosto surpreendeu a todos na última quinta-feira, 21, ao cantar o hit Beijinho no Ombro durante a cerimônia de recepção dos calouros da Faculdade de Direito da USP. O evento foi realizado no Salão Nobre da faculdade, no Largo São Francisco. Um vídeo com a performance inusitada circulou pela internet e caiu nas graças da funkeira, que elogiou a performance: ”coral maravilhoso!’








fonte:Estadão

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Fica a dica!








11 dicas para ler notícias sem enlouquecer



Os leitores estão enlouquecendo. Faça uma visita às caixas de comentários de qualquer grande portal e você verá o quanto são raras as demonstrações de bom senso. O caps lock parece ser a tecla da moda. Há xingamentos para todos: o autor da reportagem, os entrevistados, os outros comentaristas e as famílias de todos os envolvidos. Teorias da conspiração abundam. Um acidente de carro na Grã-Bretanha ou a alta no preço dos sanduíches no Rio de Janeiro podem ser culpa da Dilma, do PSDB, da imprensa, do imperialismo americano ou de todos eles juntos, dependendo de quem for o leitor.

Antes que alguém se aventure a buscar uma explicação na política nacional, convém lembrar que esse fenômeno se repete no mundo inteiro. Mudam os nomes dos partidos, os políticos execrados e o idioma dos palavrões. A atitude continua igual. O lado bom é que, salvo algumas infelizes exceções, ainda não estamos discutindo aos berros no meio da rua e pulando no pescoço alheio. Reservamos esse comportamento para as caixas de comentários de notícias. Porque são elas as responsáveis por nossa loucura.

Começamos a consumir informações em tempo real há algumas décadas, mas raramente paramos para pensar se isso é saudável. Já escrevi aqui sobre as vantagens de largar as notícias de vez em quando e reservar tempo para leituras mais nutritivas – reportagens mais longas, ensaios e, sobretudo, livros. Abandonar as notícias permanentemente não é uma opção, ao menos para a maioria de nós. Manter-se desinformado por algumas horas pode ser um prazer, mas a desinformação por um período prolongado logo se transforma em ignorância.

Se as notícias são necessárias, precisamos encontrar uma forma saudável de consumi-las. O livro recém-lançado The news: A user's manual (Notícias: Um manual do usuário), do filósofo suíço Alain de Botton, traz sugestões para os leitores que querem aproveitar o que as notícias têm de bom sem cair em suas armadilhas. Reuni 11 das principais dicas do autor nos itens a seguir.

1. Tenha um motivo para ler

Com muita frequência, clicamos em notícias nas redes sociais ou nas páginas de grandes portais simplesmente porque não estamos fazendo nada. "As notícias não vêm com manual de instruções porque lê-las é teoricamente uma das atividades mais fáceis e óbvias do mundo, como piscar os olhos e respirar", afirma Botton. Quando ler notícias se transforma num passatempo, porém, deixamos de pensar sobre as informações que recebemos e aproveitamos muito pouco do que lemos. Antes de ler uma notícia, faça duas perguntas simples para você mesmo: o que você quer saber e por quê? Essas duas respostas tornarão sua leitura muito mais proveitosa.

2. Enfrente seu tédio


"Caetano Veloso estaciona no Leblon" é uma informação que absorvemos instantaneamente. "ONU acusa Coreia do Norte de crimes contra a humanidade" exige algum esforço. As notícias mais relevantes são, na maioria das vezes, as mais monótonas. A culpa nem sempre é do repórter. Alguns assuntos são naturalmente mais áridos do que os outros. Cabe ao leitor perseverar. Se você só der atenção às reportagens fáceis de ler, continuará desinformado mesmo depois de horas dedicadas às notícias.

3. Tente aprender algo

Se você somar todo o tempo que gasta lendo notícias ao longo de um ano, perceberá que essa atividade toma semanas ou até meses inteiros. O que ganhamos em troca do tempo investido? A resposta depende muito do tipo de notícia que lemos e da maneira como encaramos essa leitura. Um mês dedicado a acessar centenas de notícias de política diariamente para ofender candidatos nos comentários é um mês desperdiçado. O mesmo tempo pode ser muito bem aproveitado se lermos reportagens mais aprofundadas sobre os problemas e conquistas do país, entendermos o ponto de vista de cada candidato e nos tornarmos eleitores (e cidadãos) melhores. Depois de ler uma notícia, pergunte-se se aprendeu algo com ela. Se a resposta for "não" na maioria das vezes, é um sinal de que você está lendo as notícias erradas ou dando pouca atenção a elas.

4. Seja seu próprio editor


Diariamente, editores enfrentam a tarefa de escolher quais são os fatos mais importantes para os leitores. A tarefa é difícil e a margem de erro é enorme. O que importa para um leitor pode ser absolutamente irrelevante para outro. Há notícias que todos devem ler, mas a maioria dos nossos interesses é pessoal. Talvez a informação mais importante do dia para você não esteja na manchete, mas sim no pé da página, ou até mesmo em outro site. Busque-a. Você é o único responsável por encontrar o conteúdo que você quer ler.

5. Acompanhe as grandes histórias

Muitas das notícias que lemos são apenas pequenas partes de narrativas muito maiores, que só serão compiladas por historiadores daqui a alguns anos. Notícias como "Batistas abrem espaço para que mulheres sejam pastoras" ou "Lupi voltou a negociar com Eduardo Campos" tornam-se muito mais interessantes quando as enxergamos como peças num quebra-cabeça, e não como fatos que se encerram em si. Acompanhar as notícias diariamente é como ler, ao mesmo tempo, dezenas de livros que ainda estão sendo escritos. Quem se dá conta disso consegue aproveitá-las muito mais.

6. Pense como um estatístico


Diariamente, centenas de milhões de fatos triviais acontecem sem registro nos jornais, revistas ou sites noticiosos. O noticiário privilegia, por princípio, acontecimentos incomuns. Uma desvantagem disso é que, se formarmos nossa visão de mundo com base no jornalismo, teremos a impressão de que fatos atípicos são muito mais frequentes do que parecem. A maioria dos aviões não cai. A maioria dos motoristas não se envolve em acidentes graves. A maioria das pessoas que caminham na rua à noite não é assaltada. Há motivos para termos cuidado, mas o mundo não é tão perigoso quanto os jornais nos dizem.

7. Busque bons exemplos


Por mais que as notícias ruins chamem atenção, quem tiver paciência para procurar algo construtivo em meio ao noticiário será recompensado. As notícias nos mostram o que pensam e como vivem algumas das pessoas mais importantes e bem-sucedidas de nossa geração. É possível encontrar bons exemplos nas páginas de política, economia, cultura, esportes e celebridades. Ler sobre eles pode nos ensinar a viver melhor.

8. Não seja uma máquina de indignação


A raiva é a reação natural a muita das notícias que lemos. Crimes, denúncias de corrupção e declarações impensadas em entrevistas nos deixam instantaneamente indignados. Isso é, a princípio, algo bom. A indignação é fundamental para que busquemos melhorar a sociedade. O risco é nos transformarmos em máquinas de indignação em série, sentindo raiva de uma notícia diferente a cada dia sem fazer nada a respeito disso. “As notícias deveriam nos ajudar a ter raiva pelos motivos certos, e a transformá-la em algum projeto construtivo”, afirma Botton.

9. Lembre-se das notícias de ontem


O jornalismo é obcecado pela novidade. Histórias que são importantíssimas hoje podem desaparecer das páginas dos sites e jornais amanhã ou na semana que vem, a não ser que algo novo seja descoberto. Isso não as torna menos importantes. Muitas vezes esquecemos denúncias de corrupção publicadas há meses ou anos apenas porque não há nada de novo no caso. Será que o que era suficiente para nos indignar ontem merece ser completamente esquecido hoje?

10. Não terceirize suas opiniões


Basta abrir um jornal ou acessar um site de notícias e você encontrará dezenas de pessoas dispostas a pensar por você. "Flaubert odiava as notícias por acreditar que elas impediam os leitores de pensar por contra própria", afirma Botton. As redes sociais tornaram isso ainda pior. Quem quiser abrir mão do direito de formar sua opinião precisa apenas clicar em curtir ou compartilhar. Alguns chegam ao absurdo de "limpar" a timeline quando deparam com um ou outro amigo discorda de sua opinião. Ouvir quem discorda de nós é fundamental para que aprimoremos nossas ideias. Leia as opiniões favoráveis e contrárias à sua. Abra jornais, revistas e sites diferentes. Quanto mais opiniões você ler sobre algum assunto, mais ponderada e instruída será a sua.

11. Saiba quando se desconectar

"Para ter uma vida fértil, é necessário reconhecer os momentos em que as notícias não têm nada importante ou original para nos ensinar", diz Botton. Se as notícias do dia começarem a te entediar ou irritar, resista à tentação de abrir a caixa dos comentários para descontar a raiva. É muito mais produtivo esquecer as notícias por algum tempo e procurar algo melhor para ler. Experimente o prazer de ser desinformado por algumas horas. Não há mente sã que resista a uma overdose de notícias.


n.e.: Tenho pena dos estagiários dos jornais nas redes sociais, sempre são xingados, no mínimo de manipuladores, mas já li coisa pior. O usual, e também mais light, é alguém comentar com a frase que já é típica: "essa notícia mudou minha vida." E eu não entendo por quê o ser humano tem esse tipo de comportamento, por que são agressivos com quem apenas publica uma determinada matéria, acho que tem muita gente precisando urgentemente de terapia.


 

fonte: Danilo Venticinque, in Época.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Do Amor e Outras Coisas







fonte:Objetos Inanimados

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O atentado



Não foi um acidente, uma fatalidade, um acaso. Foi um atentado. Com tanta gente àquela hora por ali durante uma manifestação, o rojão aceso disparado do chão teria que atingir alguém — alguém que estivesse passando, parado ou trabalhando, como o cinegrafista Santiago Andrade. O acaso foi a forte carga explosiva estourar “apenas” uma cabeça e não muitas. Os dois autores sabiam o que estavam fazendo, queriam provavelmente acertar de preferência um policial, mas também servia outro inimigo, um membro da mídia tradicional que tanto odeiam. Eles pertencem ao grupo de vândalos e arruaceiros mascarados — black blocs, anonymous — que se infiltram nas manifestações populares para promover quebra-quebra de vitrines de lojas e bancos, achando que assim estão destruindo o capitalismo. Só não esperavam que o ato terrorista de agora fosse tão documentado por imagens de TV. Aliás, o tatuador Fábio Raposo, de 22 anos, um reincidente (já foi detido antes duas vezes por agitação), disse que só se entregou por causa da ampla divulgação de sua foto, já que seria logo descoberto. Mesmo orientado pelo advogado de defesa, o seu depoimento decorado foi marcado por afirmações cínicas, contradições e mentiras, algumas até ingênuas, como a de que não sabia que o “negócio preto” que pegou no chão era uma bomba e que não conhecia o colega a quem passou o artefato, embora aparecessem juntos nas imagens, e cuja identidade ajudou a descobrir: Caio Silva de Souza, de 23 anos.

Na sua comovente despedida do marido, Arlita Andrade apelou para o fim da violência e lamentou que esses rapazes não tivessem tido os ensinamentos que ela deu a seus filhos: “O que falta a eles é o amor pelas pessoas.” Ela tem razão. Eles vão para a rua protestar contra abusos do governo, falam em defesa de direitos humanos, mas na prática têm solene desprezo pela vida do próximo.

Um desfecho como esse estava mais ou menos previsto, porque, enquanto sempre se destinou rigor crítico à ação da polícia, tratou-se com muita leniência os agitadores. Intelectuais apoiaram seus atos sem querer saber a serviço de quê e de quem agiam, quais os mentores e patrocinadores. Advogados, ONGs e políticos preferiam dar-lhes cobertura para que não fossem ou ficassem presos quando flagrados em graves delitos durante os protestos.

Ainda no começo, no dia 22 de junho passado, escrevi aqui que se alguma providência não fosse tomada com urgência para impedir a infiltração dos vândalos mascarados as legítimas manifestações populares iam perder o que haviam conquistado: “o apoio entusiasmado da opinião pública.” Aos que alegavam que os marginais predadores constituíam uma minoria, foi dito: “mas é uma minoria disposta a só produzir estragos.” E, como se viu agora, não só estragos, mas também morte.

Zuenir Ventura


n.e.: Pois é, a tragédia era anunciada. Em conversa em casa, falávamos que só iriam tomar providências quando o pior acontecesse e aconteceu. Sinto um cansaço que vem de uma tristeza por que é possível prever certo tipos de acontecimentos e mesmo assim ninguém faz nada, ninguém se importa, aliás, só se importam depois que mortes acontecem. É tudo tão triste, o descaso é triste, seja pelo Estado, seja pelo ser humano que não se importa em ferir outro ser humano.






segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Depois da morte de cinegrafista, Senado pode votar urgência de projeto que tipifica terrorismo



O senador Jorge Viana (PT-AC) ocupou nessa tarde a tribuna do plenário para defender a aprovação do regime de urgência para o projeto que tipifica o ato de terrorismo no Brasil. Para o senador, a morte do cinegrafista Santiago Andrade, da Band, foi exatamente isso: consequência de um ato terrorista.

O projeto de lei 499/2013 da Comissão Mista do Congresso para a Consolidação da Legislação Federal e Regulamentação de Dispositivos da Constituição Federal institui e tipifica o crime de terrorismo no Brasil. Ele está pronto desde o ano passado para ser votado pelo plenário do Senado, mas precisa que seu regime de urgência seja aprovado.

“Foi usado um explosivo. Não é um rojão de festa junina. Foi usada uma bomba. Muitas pessoas poderiam ter morrido. E aí dizem: não, foi um rojão; era uma coisa… Não. É uma bomba feita com pólvora e com detonador, que, se acendida e apontada para um grupo de pessoas, mata muitas pessoas. E ela foi colocada nas costas do jornalista para matar, para causar danos. Foi, sim, uma ação terrorista o que nós vimos na manifestação. Aliás, tem-se repetido. É uma manifestação terrorista quando o jornalista não pode trabalhar cobrindo uma manifestação, quando alguém encapuzado, com máscara, proíbe que o jornalista trabalhe. Isso é uma ação terrorista. Isso não está previsto em nenhuma lei deste País”, afirmou Viana no discurso.

Como o Senado hoje praticamente apenas discutiu em plenário a morte de Santiago, é possível que esse clima facilite a tramitação e aprovação do projeto do terrorismo.


n.e.: A que ponto chegamos... impensável que algum dia eu pensaria que o Brasil passasse por um momento tão crítico, um país que era reconhecido por um povo pacífico (não confundir pacífico com passivo). Fomos revolucionários em 68, fomos revolucionários em 92 com o impeachment de Collor e hoje vândalos queimam carros de reportagem, agridem jornalistas e matam cinegrafistas. É hora de darmos um basta a essa violência, temos o direito de nos manifestarmos na rua, sem medo.

fonte:por Marcelo de Moraes in O Estadão

domingo, 9 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

É França, Brasil!



Tomara que ele leve a medalha pela França, mas a malemolência é pura genética brasileira. Você sai do Brasil, mas o Brasil não sai de você.





Os Jogos de Sochi começam nesta quinta-feira com a apresentação de um brasileiro que não está entre os 12 integrantes da delegação enviada pelo COB. Isso porque ele vai defender as cores da França. Florent Amodio, de 23 anos, foi entregue pela mãe biológica em Sobral (Ceará), quando ainda era criança, para ser adotado por pais franceses. Na Rússia, chegará à disputa da patinação artística com três medalhas em Campeonatos Europeus no currículo e defendendo uma enorme tradição da França na prova.

Amodio nunca pensou em competir pelo Brasil. ”O Brasil é o meu país, onde nasci, e permanecerá para sempre no meu coração. Mas vivo na França. Passei a minha vida na França, e, portanto, estou competindo para a França “, explicou ele em uma entrevista para o Golden Skate, principal site especializado em patinação artística no gelo.

O garoto de 23 anos foi adotado quando era ainda um bebê e se chamava Francisco Thiago dos Santos. “Eu era mãe solteira, que não trabalhava e que dependia da irmã. Tinha outros dois filhos. Uma ainda mamava e outro já estava mais grandinho, forte. E o Thiago era o que mais precisava de uma vida melhor. A única saída foi entregá-lo para alguém criar“, contou Delfina Antônia dos Santos, mãe biológica de Amodio, em entrevista ao jornal O Povo, de Fortaleza.

Amodio só retornou ao Brasil em 2008, quando já era patinador. “Foi uma grande experiência para mim, porque eu vi tudo de verdade pela primeira vez. Descobri meu país e isso foi ótimo para mim”. Depois, participou de uma reportagem da TV Record em que viu a mãe biológica pela primeira vez, pela televisão. A emissora desejava promover o encontro dos dois, mas a história não foi para frente.

ATLETA DE SUCESSO – Amodio começou a ter destaque na patinação artística cedo, tendo sido campeão da etapa final do Circuito Mundial Júnior de 2008/2009. Naquela mesma temporada, porém, frustrou ao ser apenas o 15.º no Mundial da categoria.

Quando ainda tinha 20 anos, ganhou o Campeonato Europeu de 2011, um ano depois de se sagrar campeão nacional pela primeira vez. Nos anos seguintes, acumulou um bronze e uma prata no continental, além de outros dois títulos e dois vice-campeonatos no Francês.

Em junho do ano passado, porém, sua carreira passou por problemas, segundo relatou a AP. Ele voltou aos prantos de um treino nos Estados Unidos, largou o treinador de toda sua carreira adulta, o russo Nikolai Morozov, e passou a treinar sozinho. Depois de dois meses, fechou com Katia Krier e Shanetta Folle: “Eles me treinam de um jeito quase militar. Tenho um pouco de artista e preciso de algum limite”, explicou. Depois, foi apenas o 13.º no Europeu, com “Memórias de Sobral” (assista ao vídeo).

Em Sochi, o franco-brasileiro vai disputar sua segunda Olimpíada. Em Vancouver/2010, foi o 12.º colocado. Agora, na Rússia, estreia já nesta quinta-feira, na apresentação por equipes no masculino. Pela programação, a prova começa às 13h30 de Brasília e Amodio é o oitavo a se apresentar.

Ele deve se apresentar no programa curto (quinta por equipes, dia 13 individual) com a música La Cumparsita. No programa livre (domingo e dia 14), com La vie en Rose. Ambas são composições de Sebastien Damiani e Faf Larage. No encerramento da patinação artística, dia 22, há uma “cerimônia de gala”. Nela, o franco-brasileiro deve realizar a apresentação no vídeo lá do começo do texto.




fonte:Estadão

Tentação



Eu sempre tenho duas opções: ou não como em hipótese alguma ou como sem culpa. Mas pizza inteira de que tamanho? Uma pequena eu abato facim, facim.




fonte:Literatortura

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Eu apóio!

Proibido de usar bermuda, homem vai ao trabalho de saia no Rio





Proibido de entrar de bermuda no prédio onde trabalha, no centro do Rio, o ilustrador André Amaral Silva, de 41 anos, foi hoje ao trabalho vestindo saia. Segundo Silva narrou pela internet, o prédio permite o ingresso de mulheres trajando bermuda, mas a mesma peça é proibida para homens.

Silva contou que, quando chegou ao prédio, o porteiro ficou em dúvida se autorizava ou não a entrada dele e consultou o administrador do edifício, um policial militar. O PM liberou o acesso ao imóvel.

"Depois de dois anos trabalhando sem ar condicionado em meu prédio e após ter tentado buscar uma solução com os administradores durante todo esse tempo, sem sucesso, resolvi vir trabalhar de saia. O rapaz da portaria quis me barrar, surpreso e constrangido, e pediu que me dirigisse ao coronel PM que administra o prédio. Expliquei para ele a situação e o mesmo, muito gentil e cordato e sem a mínima surpresa, orientou o porteiro dizendo a ele: 'Pô, de saia pode deixar entrar'. E viva o verão e o esclarecimento, por que é que eu nunca fiz isso antes é que não sei", postou André.

O episódio narrado no Facebook causou grande repercussão no site de relacionamentos, sendo curtido e compartilhado por mais de 4 mil pessoas em poucas horas.

Calor. Esta terça-feira foi o dia mais quente do ano no Rio: o Instituto Nacional de Meteorologia registrou 40,8°C na estação de Santa Cruz, na zona oeste. Foi o segundo dia de recorde: na segunda, a temperatura havia chegado a 40,6°C, até então a maior de 2014. O recorde de 2013 foi de 40,9°C, em 8 de janeiro.



fonte:Estadão

Quase Carnaval...



E o Bloco Gigantes da Lira já começou a dar ares de sua graça, em Laranjeiras. Foi sábado passado, para alegria da criançada, e não só. Bora tirar uma foto?





domingo, 2 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Dúvidas








n.e.: só achei engraçado...

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Campanha denuncia casos de discriminação e xenofobia



Eu sou daquelas que sempre espera de pessoas com um certo nível de instrução um comportamento diferente ao de pessoas ignorantes. É muito triste ter ainda notícias de preconceito e xenofobia, e pior ainda, vindo de universitários e professores. Muito triste mesmo... Obviamente sofri preconceito em Portugal, por ser brasileira e mulher, mas acreditava que isso tivesse mudado, afinal de contas, muitos anos se passaram, mas enfim, pelo visto, pouco ou nada mudou. É mesmo triste...




"Os brasileiros e negros deviam todos morrer". A frase, segundo o cartaz, estaria escrita em uma carteira da Fluc (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), em Portugal.



"'O que é isso' nada! Calas a boca ou levas umas bofetadas". A frase, segundo o cartaz, foi dita por um jovem português, depois de cuspir no rosto da mulher que segura o cartaz.



"Burro! Aprenda a falar/escrever o português direito. Tudo isso porque sou brasileiro".



'Mas você é brasileira!' Quando recusei uma investida sexual".




"Sabe o que brasileira fala quando vai tirar foto? Pênis. Depois ele sorriu ironicamente".


As frases expostas nos cartazes fazem parte de uma campanha de denúncias de casos de discriminação e xenofobia surgidas durante as eleições para a Associação Acadêmica de Coimbra, da Universidade de Coimbra, em Portugal, em novembro de 2013. A chapa Lista R - AAC, composta por estudantes portugueses e brasileiros, que tinha como principal bandeira a luta contra discriminações dentro e fora da Universidade de Coimbra. "O objetivo era fazer com que as pessoas, ao lerem os cartazes, se dessem conta do quanto alguns comentários, que às vezes não passam de brincadeiras, são ofensivos e refletem o quanto os preconceitos estão enraizados na cultura", informou a chapa.

Acho ingênuo demais chegar à hipótese de dizer que esse tipo de comentários são ditos em tom de brincadeira, só por que a agressão vem acompanhada de um sorriso? Tenha dó! Ainda bem que alguns acordaram para a existência do preconceito nesta Universidade. E em quantas mais não existirá, não é mesmo?




fonte:UOL

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Superman





Se o Papa é o Superman não sei, só sei que ele tem demonstrado vontade em operar mudanças dentro da Igreja Católica, e isto pode ser comprovado tanto em suas atitudes quanto em seu discurso. Ao mesmo tempo acredito que ele deve estar tirando o sono de muita gente, o que eu acho ótimo!



segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Há coisas tão bonitas...




Lisboa e Tejo e Tudo



Antes de mais nada deixo aqui um dos comentários a respeito do texto de Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa, feito nesta publicação do Blog do Noblat: "O eleitorado do PT não lê. Quem se informa fica sapateando de raiva, mas inutilmente. A Dilma sabe disso, por isso não está nem aí."

por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa, para o Blog do Noblat:


Como é possível que uma senhora que já não é mais criança, ocupante do mais alto cargo de uma Nação cheia de problemas, se comporte como uma Maria-Chuteira que não sabe mais nem em quê gastar de tanto que seu marido ganha?

À menina que sai da periferia de qualquer de nossas cidades e vai parar em Barcelona ou Madrid e fica extasiada com as purpurinas de sua nova vida, dá-se um desconto: é natural que queira pavonear-se para os da sua turma.

Mas dona Dilma ir se exibir em Lisboa e nos fazer passar pelo vexame de mostrar que no fundo ainda somos os mesmos tupinambás boquiabertos com os espelhos e as miçangas?

Será que ela porventura acha que os grandes empresários do mundo não vão pôr num prato da balança a estadista e seu discurso em Davos e no outro a deslumbrada sem limites?

Será que ela por um átimo de segundo achou que esse piquenique às margens do Tejo ia passar despercebido e que não ia ser comparado com o rastilho de pólvora que começa a unir nossas cidades?






Eu mesma respondo. Acho que ela está convencida que nós, os trouxas absolutos, não faremos nada e que ela, retroalimentada pelo PT e seu dono, pode mesmo tudo e que nada de mau lhe acontecerá, a não ser a reeleição e aí...

Bem, aí entra a Carta do Leitor de O Globo, que copio:

“Estou cansado de ver oportunistas manipularem pessoas, usando a religião e a política para ganhar dinheiro fácil e poder. De ver tantas mortes e acidentes em estradas esburacadas, perigosas e mal conservadas. De ver políticos jogando pretos contra brancos, empregados contra patrões, pobres contra ricos, incentivando o preconceito e botando lenha na fogueira da luta de classes. De ver ministérios inúteis, criados para acomodar companheiros, no esquema do toma lá dá cá. Estou cansado da carga tributária de 37,5% do PIB, uma das mais altas do mundo, com quase nenhum retorno. De ter medo de sair à rua, apavorado com bala perdida, assalto e arrastões. Do trânsito e do transporte público sempre infernais. De ver políticos e governantes zombarem da nossa inteligência. Da educação cada vez mais desvalorizada. Estou cansado de muitas coisas, mas, principalmente, de ver a mediocridade tomando conta do país. Rubem Paes, Niterói, RJ”.

É carta que seria assinada por mim e por muita e muita gente. Perfeita. E com o timbre da Verdade.

Eu só acrescentaria uma linha depois de olhar detidamente a foto-testemunha do ‘rolézinho’ às margens do Tejo: precisavam sair carregando a mercadoria?



*O título, já se sabe, é do poema Lisbon Revisited (1926), Álvaro de Campos (Fernando Pessoa).


Para quem não sabe o que aconteceu: a Presidente Dilma, entre Davos e Havana, fez uma paradinha junto com sua comitiva, em Lisboa, e ficaram hospedados em 2 hotéis, ocupando 45 quartos, sendo que a diária da suíte presidencial de um deles ficou ao precinho de 26 mil reais e foram distrair o estômago, num dos restaurantes mais caros de Lisboa. A viagem, obviamente, não constava de sua agenda oficial, por isso, a indignação da senhora do texto acima, assim como de um número imenso de brasileiros.


fonte:Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa, professora e tradutora, escreve semanalmente para o Blog do Noblat desde agosto de 2005.
foto: Dilma Roussef e o chef Joachim Koerper, no restaurante Eleven.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Para nossa alegria!




O guri não imaginava o sucesso que faria quando colocou o vídeo dele na internet. E imaginava menos ainda que aquele vídeo o levaria à uma publicidade de um curso de inglês, com a Jessica Alba. É um barato as surpresas que a vida proporciona, não é mesmo?





O 1o vídeo:






O vídeo da publicidade: One, two, three, quatro (risos)






Boa Semana!!!



domingo, 19 de janeiro de 2014

O cenário é uma beleza



Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil, em 05/12/2013

Rio de Janeiro – Um levantamento feito pelo Ministério Público (MP) durante dez dias, em 50 unidades de saúde na cidade do Rio, apontou longas filas para internação de pacientes, principalmente em UTIs, ao mesmo tempo em que havia leitos vagos que poderiam ser usados. O maior tempo de espera foi verificado nas especialidades de ortopedia (nove dias), oncologia (12 dias) e infectologia (16 dias).

A fiscalização foi conduzida pelas promotorias de Justiça e de Tutela Coletiva da Saúde da Capital e teve a participação das promotoras Anabelle Macedo Silva, Patrícia Silveira Tavares e Madalena Junqueira, entre os dias 12 e 21 de agosto. Além da falta de leitos, o MP detectou falta de sistema informatizado para organizar as filas de pacientes que aguardam por vaga, falta de critérios claros para definir quem deve receber prioritariamente a vaga no hospital e ausência de cooperação entre hospitais federais, estaduais e municipais.

Foram inspecionadas 30 unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), 15 hospitais e cinco Coordenação de Emergência Regional (CER). O levantamento foi detalhado em audiência pública hoje (5) na sede do MP, no centro do Rio. Foram encontrados 1.225 pacientes nas emergências, sendo que 812 deles, equivalente a 66%, aguardavam internação. Desses, 220 (27%) esperavam para ser internados em leitos de UTI adulto, sendo que havia 32 leitos vagos, para onde poderiam ter sido transferidos 14,5% dos pacientes. Durante os dias de inspeção, segundo o MP, ocorreram 209 óbitos, sendo 45 (22%) nas UPAs.

O MP vistoriou os hospitais municipais Souza Aguiar, Miguel Couto, Rocha Maia, Evandro Freire, Salgado Filho, Francisco da Silva Teles, Lourenço Jorge, Pedro II e Policlínica Rodolpho Rocco, além dos hospitais estaduais Getúlio Vargas, Carlos Chagas, Albert Schweitzer e Rocha Faria; e os hospitais federais do Andaraí, de Bonsucesso e Cardoso Fontes.

As secretarias municipal e estadual de Saúde divulgaram nota conjunta informando, entre outras coisas, que os profissionais das secretarias estadual e municipal de Saúde têm prestado total colaboração com o MP, fornecendo informações e entendendo o MP como um ator social desempenhando seu papel de mediação, monitoramento e cobrança.

Na nota, assinada pelos secretários estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, e municipal, Hans Dohmann, é reconhecida a situação problemática no sistema público de saúde: “Não ignoramos os problemas assistenciais, porém eles não nasceram ontem, e precisam de muito trabalho para sua solução”.

O Ministério da Saúde informou, por meio da assessoria, que não iria se posicionar sobre o assunto, porque ainda não fora notificado pelo MP sobre os problemas nos hospitais federais.

Enquanto isso...



em 19/01/2014, Coluna Gente Boa, do Jornal O Globo:

Uma megaestrutura com quase 20 metros de altura - como uma passarela, com os carros trafegando embaixo - vai ser construída pela Prefeitura na Avenida Atlântica para abrigar estúdios de TV que irão transmitir os jogos da Copa do Mundo. Os estúdios, claro, querem aproveitar a vista da praia como pano de fundo de suas transmissões.

Com 2 andares, a passarela, na altura da Rua Joaquim Nabuco, vai custar R$ 3,85 milhões. A licitação será no mês que vem, e a empresa escolhida terá 30 dias para tirar a estrutura do papel. Depois da Copa, terá outros 30 dias para desmontar tudo.



Ocorreu um erro neste gadget
Blog Widget by LinkWithin
 
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.