quarta-feira, 28 de setembro de 2005

Olhar estrangeiro

Americano expõe fotos da Rocinha



Foto:Ponce de Leon
O norte-americano Gabriel Ponce de León morava havia três meses na Rocinha (zona sul do Rio de Janeiro) quando, em abril de 2004, estourou a guerra pelo comando do tráfico na favela. Em vez de fugir, ficou mais três meses.
Parte das centenas de fotos que tirou nesse período está na exposição "Vizinhos", que ele inaugura hoje, às 11h30, na estação Siqueira Campos (Copacabana) do metrô carioca.

"Eu me acostumei [com a guerra]. Olhava para os moradores e via que ninguém estava em pânico. Eles encararam a situação com coragem. O clima estava ruim", conta ele.
Ponce de León, 25, nasceu em Nova York, estudou história e relações internacionais, e foi na Rocinha que passou a levar a fotografia a sério. Instalou-se na favela, a convite de um amigo, para dar aulas de inglês na ONG Fundação Dois Irmãos. Escalado como guia e intérprete do fotógrafo francês Guillaume Binet, recebeu dele aulas práticas em abril e maio de 2004.

Durante o conflito, o norte-americano fotografou ruas vazias e outras cenas significativas, mas elas não predominam em "Vizinhos". A maioria das 30 fotos mostra o cotidiano da favela e sua geografia peculiar; os moradores, as casas, as vielas e ruas do morro. "Não estou romantizando a favela, mas também não estou explorando."

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