segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Exposição - Cosmococas

Série "Cosmococas", de Hélio Oiticica e Neville D'Almeida
é exibida no Rio de Janeiro

''Não é fotografia nem filme. É uma continuação do cinema. Sei lá... O Augusto (de Campos) sabe que não sei nada'', explica confundindo Hélio Oiticica num trecho do filme Cosmocápsula, de César Oiticica Filho, sobrinho do artista.

O filme faz parte da mostra Cosmococa, no Centro de Arte Hélio Oiticica. Pela própria modernidade das cosmococas - ambientes sensoriais criados entre março e agosto de 1973 por Hélio e o diretor Neville D'Almeida - nem Hélio conseguia definir então a série de trabalhos.

O Rio é a primeira cidade a ver reunidas as cinco cosmococas, 32 anos após sua criação. Uma delas, Nocagions, realizada ao redor de uma piscina, é inédita no mundo. Também batizados pelos artistas de Programa in progress, os ambientes convidam a uma experiência com os sentidos. São espaços amplos com projeções de slides filmados (imagem fixa em movimento), com objetos que podem e devem ser manipulados enquanto se escuta a trilha sonora.

Em Trashscapes, a trilha traz Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. Imagens de Luis Buñuel e Frank Zappa se alternam com a de Luiz Fernando Guimarães (amigo de Oiticica) vestindo um parangolé. Sobre as imagens, rastros de cocaína. Nos outros ambientes, há colchões, redes, e homenagens a Marilyn Monroe (na instalação chamada Maileryn), Yoko Ono (na obra que foi montada em Nova York) e Jimi Hendrix, entre outros.

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