sábado, 10 de dezembro de 2005

Que me desculpem...barriga não é fundamental

O fim da barriga


O perigo do pneu

A gordura abdominal...
...triplica o risco de infartos ou derrames
...aumenta em cinco vezes a probabilidade de diabetes
...oferece 30% a mais de risco de casos de câncer, em especial os de mama, útero e cólon
E ainda pode:
• reduzir o colesterol bom, o HDL
• aumentar a taxa de triglicérides e o acúmulo de colesterol ruim, o LDL
• elevar a pressão arterial
• causar infertilidade em mulheres
• facilitar a apnéia do sono



Está em curso uma revolução nos estudos sobre a obesidade. Mais importante do que a quantidade de gordura é o modo como ela se distribui pelo corpo. O objetivo agora é eliminar aquela "barriguinha", nociva à estética e à saúde.

Nas últimas cinco décadas, o "peso ideal" foi um dos indicadores mais importantes de boa saúde. O excesso puro e simples de tecido adiposo era tido como o vilão responsável por uma série de doenças – de infartos e derrames a apnéia do sono, de vários tipos de câncer a problemas na coluna.

Os estudos mais recentes, no entanto, mostram que a relação entre peso corporal e saúde é bem mais complexa do que se supunha. Mais importante do que a quantidade de gordura é o modo como ela se distribui pelo organismo. E não há gordura mais perniciosa do que aquela que se concentra no abdômen, a famosa barriguinha – "de chope", no caso dos homens. No jargão médico, ela é conhecida como gordura visceral ou intra-abdominal. Os perigos oferecidos por ela decorrem de sua proximidade com órgão vitais como fígado, intestino, rins e pâncreas. "O papel da gordura no organismo é um campo que a ciência investiga há muito pouco tempo", disse a VEJA o endocrinologista canadense Jean-Pierre Després, um dos principais pesquisadores de gordura visceral do mundo.

A outra revolução está prometida para meados do ano que vem, quando deve chegar ao mercado o medicamento rimonabant. A ser comercializado sob o nome de Acomplia, o novo remédio é o primeiro indicado para combater especificamente a gordura visceral.

Um clima de euforia antecede o seu lançamento – e ele é justificável. O rimonabant promete não só afinar a cintura como também proteger a saúde cardiovascular, evitar o diabetes e combater a síndrome metabólica (leia reportagem). A princípio, o rimonabant não será recomendado para toda e qualquer pessoa que deseja perder alguns centímetros de barriga.

A prescrição será apenas para quem exibe obesidade abdominal e risco cardíaco. Entre os efeitos colaterais descritos até o momento estão náusea e ansiedade. Algumas questões permanecem em aberto. Como o remédio interfere nos sistemas cerebrais de recompensa, ainda é cedo para descartar a possibilidade de ele piorar os sintomas da depressão ou de outros distúrbios psiquiátricos.


n.r.:montagem de fotos Otávio Dias de Oliveira

0 comentários:

Blog Widget by LinkWithin
 
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.