quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Felicidade com a desgraça alheia



"cogito, ergo sum!"

"penso, logo existo!"


Discurso do Método, 1637 d.C.


René Descartes (1596-1650)




Homem fica mais feliz do que mulher com a desgraça alheia

Se você costuma ficar ficar feliz com a desgraça alheia. Você Schadenfreude! Calma! Essa única palavra em alemão tem todo o significado a respeito do assunto: "ficar feliz com a desgraça alheia".

Mais um estudo, dessa vez os cientistas são Tania Singer e Klaas Enoo Stephan (co-autor do estudo) da University College, de Londres. Eles dizem terem conseguido encontrar a primeira evidência científica da Schadenfreude.

Para alegria - ou não - de nós, mulheres, segundo os cientistas os homens vencem-nos nesse quesito.

Através da técnica de mapeamento cerebral puderam comparar a reação de homens e mulheres ao verem outras pessoas sentindo dor.

Segundo os pesquisadores, as áreas do cérebro que se encontram ligadas à empatia e à dor eram imediatamente ativadas em ambos os sexos quando o sofredor era alguém de quem se gostava. No caso do sofredor ser persona non grata, as mulheres tinham uma reação semelhante a anterior, enquanto os homens reagiram ativando a área do cérebro responsável pelo sentimento da recompensa.

Os cientistas mediam a reação dos voluntários nas áreas do cérebro associadas à dor, à empatia e à recompensa. Além disso, foram respondidos questionários, onde os homens admitiram um desejo de vingança muito superior ao das mulheres e um sentimento de satisfação ao ver a punição de alguém desleal.

"As reações de empatia em relação a outras pessoas não são automáticas, como se imaginava no passado, mas dependente do vínculo emocional com a pessoa que está sendo observada sofrendo", disse Stephan.

Os dois cientistas divulgaram o estudo na conceituada revista Nature concluindo que a pesquisa mostra que a reação de empatia entre os homens depende da lealdade da pessoa que está sofrendo.

"Precisaremos confirmar essas diferenças de gênero em estudos maiores, porque é possível que o desenho do experimento tenha favorecido os homens, pois havia uma ameaça física, e não psicológica ou financeira", disse Tania Singer, responsável pelo estudo.


fonte: Reuters

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