segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

Releitura: O Concretismo Brasileiro sob a ótica de Gonzalo Aguilar

Argentino defende que que o tropicalismo
significou a morte da poesia concreta


Quando decidiu estudar a poesia concreta brasileira, o professor e pesquisador argentino Gonzalo Aguilar se defrontou com “um vazio assombroso”, nas suas palavras. O fato, contudo, não o desanimou. Aguilar estava decidido a empreender uma tarefa que os brasileiros até agora não se interessaram em realizar: escrever uma obra de fôlego sobre o concretismo.

Em “Poesia Concreta Brasileira” (Edusp, 2005), um volume de mais de 400 páginas, Aguilar busca diminuir o hiato da produção crítica no Brasil sobre esse movimento literário, ao investigar seu alcance, sua influência e as relações que manteve com outras artes e com o projeto de vanguarda artística. Tanto quanto possível, o livro tenta ter uma visada neutra sobre o concretismo, não se deixando contaminar pela corrente laudatória de seus defensores ou, no pólo oposto, pelo campo da recusa absoluta.

A obra guarda também um definido aspecto polêmico, ao afirmar que o tropicalismo significou a morte do movimento concretista e ao defender um caráter político no trabalho de Augusto e Haroldo de Campos e Décio Pignatari. Na entrevista a seguir, ele diz que prefere ler o movimento como uma “política de poesia”, e não como o resultado da atitude de “poetas alienados a mirar o céu estrelado”.

A entrevista aqui.

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