quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Há 100 anos morria Paul Cézanne, pai da pintura moderna

"Paul pode ter o gênio de um grande pintor. Ele jamais terá o gênio de o ser. O menor obstáculo o desespera", disse Émile Zola, ao descrever o seu amigo de infância e ilustra as qualidades e defeitos de Cézanne, que caracterizarão o homem e o artista ao longo de sua vida. Zola é o maior incentivador de sua carreira de pintor.

Nasceu em 19 de janeiro de 1839, em Aix-en-Provence. O seu pai, Louis-Auguste Cézanne, negociante e exportador de chapéus de feltro. A mãe, Anne-Elisabeth Honorine Aubert, filha de um torneiro marselhês.

Conformando-se com os desejos do pai, Cézanne começa os estudos de direito na Universidade de Aix em 1859. Se dedica cada vez menos, preferindo desenhar e escrever poemas. Recebe o segundo prêmio da Escola especial de desenho por um estudo de figura.

Em 1601, Cézanne parte para Paris onde encontra-se com Zola. Passa a desenhar na Academia Suíça, um estúdio onde os estudantes podiam trabalhar a partir de um modelo vivo pelo custo de dez francos por mês. É aí que ele conhece Camille Pissarro.

É reprovado na Escola de Belas-Artes e em 1863 participa no "Salão dos Recusados". Tinha temperamento de um colorista, mas era considerado exagerado. Vai sendo recusado no Salão nos anos posteriores e chega a enviar uma carta de protesto ao diretor das Belas-Artes.

A partir de 1870, a pintura surge impressionista. A paleta mais clara ao encontro do estilo aparece pela primeira vez no quadro, "La Tranchée avec la montagne Sainte-Victoire" de 1867-1870. Cézanne "vive a aventura impressionista", acrescenta Sylvie Patin, curadora da exposição Cézanne-Pissarro, organizada no museu parisiense de Orsay (28 de fevereiro a 28 de maio).

Ao lado daquele que chama de 'o humilde e colossal Pissarro', Cézanne aprimora sua paleta e trabalha 'o motivo', em plena natureza. Em Estaque, o artista pinta "tetos vermelhos contra um mar azul" (carta a Pissarro, 2 de julho de 1876), trabalha na relação forma-cor, compõe naturezas-mortas.

No dia 15 de outubro de 1906, o artista cai enfermo depois de ser surpreendido por uma tempestade em plena natureza. Afetado por uma congestão pulmonar, Cézanne morre na noite de 22 de outubro do mesmo ano.

O recorde do artista é o quadro "Rideau, cruchon et compotier" (1893-1894), vendido por 60.502.500 dólares no dia 10 de maio de 1999 em Nova York pela casa de leilões Sotheby's, o que faz desta obra o sexto quadro mais caro do mundo.

Rideau, cruchon et compotier
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"A luz não é uma coisa que possa ser reproduzida, mas deve ser representada com outra coisa, com cores"
Paul Cézanne

fonte: UOL/AFP

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