quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Maior peixe do mudo está encolhendo

Tubarões-baleia vistos na costa australiana estão ficando menores, dizem pesquisadores.

Na última década, o tamanho médio do maior peixe do mundo teria diminuído de 7 metros para 5 metros. E isto estaria acontecendo por causa da pesca indiscriminada. Os tubarões-baleia são pescados em países do leste asiático, onde sua carne é apreciada. Essa espécie é dócil e se alimenta de plântom.

A espécie está listada como "vulnerável" e pesquisadores do Instituto Australiano de Ciência Marinha (Aims), que analisou dados dos últimos dez anos, afirmam que a tendência "é muito preocupante".

A descoberta foi feita a partir de expedições de ecoturismo, para ver e nadar com o tubarão-baleia que, apesar de ter uma boca de 1,5 metros de comprimento, é dócil e se alimenta de plâncton.

As empresas que fazem os passeios no Ningaloo Marine Park, na costa noroeste da Austrália, catalogam o tamanho, o sexo e a posição de cada um dos tubarões que vêem.

Os tubarões-baleia (Rhincodon typus) vivem até 150 anos e podem chegar a 20 metros de comprimento. Se acredita que atinjam a maturidade sexual por volta dos 30 anos.

Eles vivem em mares quentes, perto do Equador, incluindo a costa brasileira. Também há indicações de que o número de tubarões-baleia visitando as águas Australianas possa estar diminuindo, outro indicador de declínio provocado pela pesca indiscriminada.

Os pesquisadores do Aims criaram um programa em que alguns dos tubarões estão sendo monitorados para acompanhar as rotas de migração entre a Austrália, a Ásia e a costa leste da África.

No mês passado um dos transmissores foi localizado na Indonésia, provavelmente em terra, por vários dias, o que levou os pesquisadores a suspeitar que o tubarão tenha sido pego e o transmissor removido.

Na Ásia, além da carne, as nadadeiras gigantes dos tubarões-baleia são usadas como placas pelos restaurantes que servem sopas de barbatana de tubarão. O óleo do fígado também é aproveitado, assim como a cartilagem, usada tradicionalmente na medicina chinesa.

A longo prazo, os pesquisadores do Aims esperam entender melhor o ciclo de vida do tubarão baleia. Seus hábitos reprodutivos ainda são um mistério e eles são animais solitários, que se reúnem em algum lugar para reproduzir.

Se acredita que eles cuidem dos filhotes, mas poucos já foram avistados.


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