segunda-feira, 20 de março de 2006

Veneza sentida por Brodsky

Joseph Brodsky nasceu em Leningrado, na Rússia, em 1940. Começou a publicar seus poemas em 1958, em revistas clandestinas. Perseguido e preso na década de 60, foi condenado a um campo de trabalho no norte da Rússia. Expulso do seu país em 1972, foi para os Estados Unidos, onde viveu até sua morte, em 1996, sem jamais ter voltado ao seu país. Em 1987 recebeu o prêmio Nobel, e dois anos depois escreveu "Marca D'Água".

"Marca D'Água", publicado pela primeira vez em 1992,desafia os acontecimentos e impressões do poeta russo nos invernos que passou em férias na cidade italiana. Sem ater-se a específicas datas e, quase nunca, a locais, o escritor faz desfilar pelas páginas do livro uma Veneza captada por todos os seus sentidos.

Na sua imaginação poética, olhos e mãos são como peixes. A espuma das ondas que se quebram nas paredes das casas venezianas transformam-se nas rendas que, com suas tramas, ornam as edificações da cidade-mar. A água então é o próprio tempo, que guarda a cidade e nela habita.

"Marca D'Água" não não é um guia destinado a turistas de verão, que esperam por informações precisas e dicas cúmplices de viagem. Trata-se de um relato amoroso, do encontro de um homem estrangeiro com o lugar dos seus sonhos.


Marca D'Água
Autor: Joseph Brodsky
Editora: CosacNaify
Tradução: Júlio Castañon Guimarães
Páginas: 96
Preço: R$ 38


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