segunda-feira, 6 de março de 2006

Voltei!!!

Renovada, pelo menos interiormente.

Não fui para nenhum retiro, não me internei em clínica contra stress. Nada de nada. Mas parece-me que passei meses ausente, e por isso está tudo muito diferente. Talvez seja o efeito da temperatura...hoje estavam deliciosos 23ºC no relógio de rua.

Voltei a andar de patins, quer dizer, tentei. Ando numa boa com meu velho patins de bota branca, mas ele me faz parecer uma gringa e há uns anos comprei os tais em linha (in-line). São liiiindos, confortáveis, Rollerblade sei lá das quantas...uma coisa!!!


Mas quem disse que é fácil andar naquilo?! Já tinha experimentado, mas andar à sério, nunca! Confesso que passei a ter alguma resistência a eles desde que reparei que iniciantes em cima daquilo ficavam deselegantes, pareciam umas "patas-chocas", e levantavam os pés estendendo os braços tipo "Cristo" para virar de volta e fazendo um barulho tep-tep no chão. Sinistro.

Nessas férias, lembrei-me deles e que já os tinha experimentado e que havia me equilibrado bem; até arrisquei agachar o corpo andando com eles e me achei o máximo e coisa e tal. Apaguei a imagem do auxílio de mãos no pequeno espaço da loja e no pátio do jardim na rua perto de casa em Portugal.

Fui então. Eu e eles, dia de semana, mais vazio, quase ninguém à vista. Calcei-os, levantei-me e não andei. O primeiro pensamento foi que o jeito de freiar aquele par de patins lindérrimo era diferente do outro. Nada de viradinhas e pé no freio e cara de atleta. Nada! E fui.


Fui bem..., vira o pé para cá, ajeito o joelho para lá, gira lá as pernas e enfim, parece uma eternidade quando a coisa não dá certo. E chega a hora da parar e voltar. Voltar!!! Tentei girar.

Girei. Com a mesma velocidade que daria no outro tipo de patins. Não deu certo. É em linha e não tem direção assistida como um carro, as rodinhas não viram por isso o nome em linha - insisto para fixar - e ainda não inventaram o sistema de rodinhas independentes uma das outras e que ao menor pensamento do atleta obedecem instantaneamente...e no que tentei freiar, pé para baixo e para frente, só percebi que era: burra!!! Muito distraída!!! Burra, burra, mil vezes burra!!! O freio dessa coisa é atrás e apenas no pé direito. Ops!!! Pensar nisso tudo levou uma fração de segundo.

Veio o inevitável, eu ia cair, só de pensar no "micão" começo a rir e me desequilibro mais rápido, tenho tempo para pensar: caio de lado e de b... Foi perfeito e dolorido, mas pensei outra coisa também...

Foi o melhor, a queda não foi tão dura. Apareceu uma roxinha discretíssima e preciso achar alguma criança de 7 ou 8 anos para me ensinar o macete da paradinha.

Practice! Practice! Practice! Mas Deus é Pai! Como diria a vovó e o verão vai aabar e o povo irá diminuir nas ruas e poderei aprontar muitos "king-kongs" com pouquíssima platéia e no próximo verão já posso competir internacionalmente. Ha!!! Me aguardem!

Mas o melhor de tudo? Eu não parecia uma gringa; elas não caem!!!


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