segunda-feira, 6 de março de 2006


Gargalhada


Homem vulgar! Homem de coração mesquinho!
Eu te quero ensinar a arte sublime de rir.
Dobra essa orelha grosseira, e escuta
o ritmo e o som da minha gargalhada:


Ah! Ah! Ah! Ah!
Ah! Ah! Ah! Ah!


Não vês?
É preciso jogar por escadas de mármores baixelas de ouro.
Rebentar colares, partir espelhos, quebrar cristais,
vergar a lâmina das espadas e despedaçar estátuas,
destruir as lâmpadas, abater cúpulas,
e atirar para longe os pandeiros e as liras...


O riso magnífico é um trecho dessa música desvairada.


Mas é preciso ter baixelas de ouro,
compreendes?
— e colares, e espelhos, e espadas e estátuas.
E as lâmpadas, Deus do céu!
E os pandeiros ágeis e as liras sonoras e trêmulas...


Escuta bem:


Ah! Ah! Ah! Ah!
Ah! Ah! Ah! Ah!


Só de três lugares nasceu até hoje essa música heróica:
do céu que venta,
do mar que dança,
e de mim.


Cecília Meirelles
foto: Man Ray

2 comentários:

Anônimo disse...

a vida é curta,
quebre as regras,
perdoe rapidamente,
beije lentamente,
ame verdadeiramente,
ria sem controle
E nunca se arrependa
de coisa alguma que te faz sorrir.
A vida pode não ser uma festa
que sempre esperávamos,
mas enquanto estamos
aqui devemos dançar

GUERREIRA disse...

Foi mal.. naum so aninima...
a vida é curta,
quebre as regras,
perdoe rapidamente,
beije lentamente,
ame verdadeiramente,
ria sem controle
E nunca se arrependa
de coisa alguma que te faz sorrir.
A vida pode não ser uma festa
que sempre esperávamos,
mas enquanto estamos
aqui devemos dançar

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