quinta-feira, 20 de outubro de 2005

Rubem Ludolf , Neoconcretismo - S.Paulo

"Estou colorindo o meu passado", afirma Rubem Ludolf

Um dos nomes associados ao neoconcretismo brasileiro mantém-se produtivo até hoje, ao mesmo tempo fiel aos princípios e livre dos dogmas do movimento. Aos 74 anos, Rubem Ludolf, aluno de Ivan Serpa, um dos únicos artistas do Grupo Frente (ao lado de Abraham Palatnik) que ainda estão vivos, apresenta em São Paulo, na Galeria Berenice Arvani, série de 20 pinturas à óleo feitas entre 2000 e 2005. "O meu trabalho, hoje, está mergulhado no colorido", revela o artista.

Contemporâneo e associado aos trabalhos dos cariocas Lygia Clark, Hélio Oiticica, Aluísio Carvão e Lygia Pape, que na época da gênese do Grupo Frente (1954) procuravam a liberdade de criação e a experimentação em diferentes linguagens dentro da geometria, Rubem Ludolf integrou a 3ª Bienal Internacional de São Paulo na companhia dos mesmos. Depois, solo, voltou à Bienal de SP em 1959 (5ª), em 1961 (6ª), em 1965 (8ª), em 1967 (9ª, quando ganhou o Prêmio Aquisição) e na 12ª (1973).

Ludolf se diz um aficionado pelo quadrado. Em 2003, no Estúdio Guanabara (Rio de Janeiro), realizou a mostra "Homenagem ao Quadrado". "É uma forma que se repete muito nas minhas composições. Sou mais da reta que da curva", confessa. "Costumo dizer que faço uma pintura de arquiteto, mas em vez de abrir um escritório, montei um ateliê de pintura."

Alagoano radicado no Rio de Janeiro desde que foi estudar na Escola Nacional de Arquitetura da Universidade Brasil (onde se formou em 1955), Rubem Ludolf foi autodidata em seu início artístico, mais ligado à figuração. Porém, após frequentar as aulas de Ivan Serpa no Curso Livre de Pintura do MAM-RJ e de ser confrontado pela abstração na 1ª Bienal de São Paulo, enveredou pela geometria e pelas cores. "Serpa me mostrou o caminho, abreviou minha busca", admite.

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