quinta-feira, 27 de outubro de 2005

Exposição relembra trajetória de Henfil - S.Paulo



Depois de passar por Rio de Janeiro e Brasília, onde foi vista por mais de 100 mil pessoas, chega a São Paulo, no Centro Cultural Banco do Brasil, a exposição "Henfil do Brasil". A mostra faz uma retrospectiva da vida e trabalho do artista, que morreu no Rio de Janeiro, em 4 de janeiro de 1988, aos 43 anos - era hemofílico e contraiu Aids em uma transfusão de sangue.

A mostra, que reúne mais de 400 desenhos, livros, revistas e impressos, pesquisados entre cerca de 15 mil originais de Henrique de Souza Filho, o Henfil, será inaugurada neste sábado(29) às 15h00. O público poderá conferir os 27 personagens criados pelo desenhista, que marcaram uma época e podem ser considerados uma renovação do desenho humorístico nacional.

Entre as preciosidades que integram a exposição, estão o catálogo da mostra (livro de capa dura, 101 páginas) e três cartazes com diferentes ilustrações, que estarão à venda, respectivamente, por R$ 45 e R$ 10.

Em quatro meses de pesquisa, os curadores da mostra, a produtora cultural Julia Peregrino e o crítico de arte Paulo Sérgio Duarte, selecionaram os mais significativos trabalhos publicados por Henfil (1944-1988) nos jornais mais importantes do seu tempo: Jornal do Brasil, Jornal dos Sports, O Dia, O Sol, A Notícia, Isto É, O Globo, Última Hora, Diário de Minas, O Estado de São Paulo, além do Pasquim, do qual foi um dos fundadores.

A idéia de fazer uma grande exposição do Henfil partiu de Ivan, único filho do cartunista. A idéia é desmistificar o cartum como arte menor. "O cartum é igual a qualquer outra manifestação artística", afirma Julia Peregrino, que dedicou-se a pesquisar o arquivo do Henfil, na casa de Ivan.

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