segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Amilcar de Castro - Pinturas e Esculturas - S.Paulo

Galeria de SP explora releituras de Amilcar de Castro



As releituras dominam a exposição "Amilcar de Castro", que a galeria Millan Antonio abre nesta quinta-feira para o público.

Formada quase inteiramente por obras das últimas duas décadas, a mostra é aberta com uma versão maior de "Estrela", de 1,20 m. A anterior, exibida na 2ª Bienal de São Paulo, em 1953, tinha cerca de 50 cm e era uma espécie de cartão de visitas do percurso artístico que um dos maiores escultores do Brasil trilharia. Rodrigo de Castro, artista plástico e filho de Amilcar (1920-2002), é o curador.

A versão ampliada de "Estrela" dialoga com a produção de acrílicas sobre tela em preto-e-branco que Amilcar produziu nas últimas décadas. Uma dessas telas ladeia a escultura, criando um espaço plástico privilegiado.

A grande sala seguinte abriga algumas das preciosidades da exposição. A série de "telas de linha", de 1996, acrílicas sobre tela nas quais Amilcar risca com delicadeza e precisão o plano, exploram formas geométricas em preto-e-branco.

"As linhas riscam o espaço e trazem o vazio às telas, lidando com o externo e o interno", avalia o curador. E não deixam de reler a produção plástica que explode no final dos anos 50. Os finos "vazios" guardam algo dos "buracos" de Lucio Fontana (1899-1969), os desdobramentos dos planos remetem aos "casulos" de Lygia Clark (1920-1988) e, recentemente vista no MAM paulista e na Dan Galeria, dialogam com a linha de Lothar Charoux (1912-1987).

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