quarta-feira, 19 de maio de 2010

Eu Não Sei Quem Te Perdeu





Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
"Não partas nunca mais".

E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.

Abraçou-me
Como se abraça o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.

E partiu,
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.


4 comentários:

Maria disse...

Gosto deste cantor do Norte...
Obrigada.

Beijinho, Cris.

Cris Caetano disse...

Gosto muito dele. :)

Conheci o Paulo, irmão dele, um doce, era amigo de uma amiga minha.

Beijinhos, Maria

salvoconduto disse...

Este bom malandro fez um trajecto sui generis. Ainda me lembro duma cavaqueira a quatro, com ele com o José Duarte, aquele que fazia o "Cinco Minutos de Jazz" e a Fernanda do "Mundo da Canção", depois de um festival de jazz no Rivoli. Para além do jazz declarava-se grande fã do Prince, e queria-nos convencer que o mesmo (Prince) viria a ser recordado numa carreira semelhante à dos Beatles. Assim não foi. Em contrapartida ganhou-se um outro Abrunhosa e uma colecção de óculos, bastante mais discretos do que o Elton John.

Abreijos.

Cris Caetano disse...

Muito mais discretos. Já vi os olhos dele. Ele fica bem de óculos escuros.

Abreijos

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