terça-feira, 17 de março de 2009

Papo de mulher


Quando duas ou mais mulheres se juntam, do que elas falam? Homem. Do ex, do atual, do gato que conheceu na nigth, sempre ele. E quando pinta um cara novo aí então é assunto pra semanas: se ele telefonou, o que ele disse, o que ele não disse, e se não telefonou, aí piora. Já reparei nesse meu caminho pela vida que homem sempre gera ansiedade, mesmo não estando apaixonadas pensamos neles, nem que seja pra reclamar de alguma coisa que ele não fez, então se o cara é uma gracinha, o celular, o msn e o email são os grandes vilões dessa história. É atravez dessa tecnologia que nos estrepamos, porque mulher é um bicho ansioso por natureza, basta o objeto de desejo passar dias sem dar sinal de vida que arrumamos motivo pra entrarmos em contato com ele, e depois ou somos nós ou é a amiga batendo com a cabeça na parede e dizendo a conhecida frase: burra, burra, burra!!!

Essa ansiedade tem nome: DOR DE BARRIGA, segundo os meninos do TSN, http://joselitando.blogspot.com/2006/03/dor-de-barriga.html. E o que é que a gente faz pra segurar a onda da ansiedade? Pessoalmente, acho que com anos de treino chegamos lá, isso não é coisa que se aprende da noite pro dia seguindo um manual, porque mulher quando resolve tomar uma atitude (errada na maioria das vezes) encontra mil motivos pra fazer uma tremenda besteira. Mas para a nossa felicidade eles também passam pelo mesmo, acredito que numa proporção bem menor porque mulher quando age e pensa surpreende pelo excesso.

A nossa ansiedade é sempre motivo pra muitas gargalhadas quando nos juntamos, sabemos dar ótimos conselhos às amigas, mesmo quando não seguimos nenhum deles porque a prática é sempre mais difícil que a teoria.

E já que o motivo de nosso papo é ELE, vale a pena analisar o ponto de vista do macho sobre o tema, porque saber que eles passam por coisa parecida é a nossa maior vingança e assim resolvi colocar os exemplos que os joselitos do TSN deram sobre o assunto DOR DE BARRIGA.

Sigam as instruções abaixo:
1 - Você pegou a gata, está totalmente entregue, deixou-a em casa no dia anterior às 2h e, hoje, às 9h30, você já quer ligar, chamar pra sair, mandar mensagem no celular e etc. Calma! É preciso conter a dor de barriga e esperar.

2 - Você ficou com ela uma vez (e uma só vez), está devidamente de joelhos por ela e já quer mandar flores no dia seguinte? Calma, amigo! Flores são sensacionais, mas talvez não seja a hora. Segure sua dor de barriga.

3 - Você deixou a moça em casa às 3h30. Na volta pra casa, 8 minutos depois, você lembra da pegação e das carícias. Pega o celular para mandar uma mensagem com os dizeres: “Já tô com saudade! Você é especial!” Alto lá! Segure essa dor de barriga.

Todos esse exemplos são igualmente válidos para as mulheres.

É inequívoco: no início de uma relação, se você quer mantê-la e cultivá-la, torna-se fundamental a contenção da dor de barriga. Não é jogo. Não é charminho. Não é anus doce. O lance é não assustar o outro e, mesmo que você esteja perdidamente apaixonado (a), a nossa vida não é igual a novela das 8, onde as pessoas se declaram e imediatamente recebem um beijo cinematográfico da pessoa amada. O lance é não assustar o outro. Não atropelar as coisas.

Tenho um amigo, muito lesado, de dor de barriga inconrolável. O sujeito fica com a gata e, em dois minutos, o idiota tá fazendo carinho no rosto dela e batendo papo como se fossem namorados de anos. “No ano que vem, vou te levar pra Itacaré. É demais! A gente vai ficar junto no hotel tal, tem uma suíte irada!” ou algo como “Temos de viajar pra Recife no carnaval do ano que vem. Minha avó mora lá. A gente fica junto. Chame as suas amigas! É legal que você já conhece a minha avó. Afinal, até lá você já vai ter conhecido meus pais” (quando faltam ainda 10 meses para o carnaval e o cara deu o primeioo beijo na garota há 3 minutos).

Acho que vale o bom senso. Durante a República Velha, o senador Pinheiro Machado (expoente político à época), estava prestes a passar, de carro, por uma multidão hostil, irritada com alguma coisa. O motorista lhe perguntou como deveria dirigir o carro em meio àquele povo todo. A resposta do senador: “Nem tão ligeiro que pareça medo, nem tão devagar que pareça provocação”. Pra dor de barriga é igual: “Nem tão ligeiro que assuste o outro, nem tão lento que perca o timming”.



fonte:TSN
foto: Elisa Laso de Valdez

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