quarta-feira, 30 de setembro de 2009

120 anos de Cora Coralina

Ana, ou Cora Coralina, conheceu cinco anos de fama antes de morrer, em 1985, aos 96. Lançou quatro livros, e o restante teve publicação póstuma.

Como foram mais de 80 anos de anotações diárias, material não faltou. Cora deixou de versos bucólicos a autocríticas mordazes, como o poema em que diz que era "criança feia, nervosa e triste [...], o retrato vivo do velho doente". (Mais segura de si, escreveria também: "Eu sou a velha mais bonita de Goiás".) Parte desses textos está em "Cora Coralina - Coração do Brasil", no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.

Será uma mostra pequenina, discreta, no saguão do segundo andar - espaço que foi possível conseguir, em meio à mostra multimídia sobre a língua francesa, para celebrar os 120 anos do nascimento da poeta. "É um espaço nobre, na entrada", ressalva a curadora Júlia Peregrino.

A exposição fica em cartaz até 13 de dezembro no Museu da Língua Portuguesa (Praça da Luz, s/nº. 0/xx/11 3326-0775). Ingresso: R$ 6,00 (pagamento somente em dinheiro)



Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar (Cora Coralina)





fonte: UOL

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