quinta-feira, 6 de março de 2008

Menino de 8 anos é aprovado em direito

O que leva uma criança a estudar para ingressar numa Universidade? Os pais


Ele tem apenas oito anos, mas acaba de ser aprovado no vestibular para o curso de direito da Unip (Universidade Paulista) em Goiânia (GO).

João Victor Portellinha, que está dois anos adiantado na escola - no quinto ano do ensino fundamental em um colégio particular -, acaba de passar como "treineiro" na Unip.

As provas foram realizadas na última sexta. O resultado foi divulgado na segunda, e ontem mesmo a mãe do garoto efetivou a matrícula. O caso, no entanto, deve parar na Justiça. É que, mesmo tendo matriculado o jovem calouro, a Unip diz que não será possível o ingresso do garoto na turma de adultos. O dinheiro pago, segundo a faculdade, será devolvido à família.

Os pais dizem que pretendem recorrer à Justiça. Eles se dizem surpresos com a aprovação, mas orgulhosos do desempenho do filho.

"Não vejo maiores problemas no fato de ele freqüentar as aulas. E ele mostrou no vestibular que tem condições de participar do curso, assim como todos que fizeram a prova e foram aprovados", diz o pai, o empresário William Ribeiro de Oliveira, que está no segundo ano de direito da mesma Unip.

A mãe, a arquiteta Maristela Ribeiro, também apoia a idéia. "É um sonho dele e vamos correr atrás."

Segundo a mãe, ele não é superdotado. "É um menino comum. É muito dedicado, gosta de ler e estudar. Mas brinca, se diverte e faz amigos." O objetivo dele agora é ser juiz federal.

A OAB (Ordem do Advogados do Brasil) de Goiás diz que há preocupação com o fato de o garoto de apenas oito anos ter passado no vestibular e diz que irá estabelecer maior rigor na fiscalização. Segundo a entidade, há uma "mercantilização do ensino jurídico".

Já a Unip diz que "o desempenho do estudante, levando em consideração sua idade e sua escolaridade, foi bom, especialmente na prova de redação, em que revelou boa capacidade de expressão e manejo eficiente da língua".

n.r.: A Universidade devia ser punida por aceitar a inscrição(é obrigatória a apresentação de um documento de identidade) de uma criança com 8 anos de idade, por ter sido conivente com a loucura dos pais.


fonte:Folha Online

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