quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Como se mata o amor?




Tentei de várias formas matar
o amor que teima nesse peito
já maduro de sofrimento
fazer morada permanente.

Tentei afogá-lo na bebida...
me tornei alcoólatra;

Tentei queimá-lo com fogo...
só aumentei sua chama;

Rasguei meu coração em pedaços...
cada um se tornou novo amor;

Utilizei fórmulas, feitiços...
me tornei um alquimista;

Fui indiferente com ele...
aprendi o que era caridade;

Torturei meu coração...
entendi o sofrimento alheio;

Arranquei-o do peito...
me tornei um doador;

Enfim, meu amigo leitor,
NADA dei em troca ao amor,
TUDO me devolveu com sabedoria,
SEMPRE em mim fará moradia.




fonte:Dalton L in Recanto das Letras
imagem:Google

4 comentários:

Luis Eme disse...

não se mata... tenta-se esquecer, tenta-se...

beijos Cris

Cris Caetano disse...

Concordo totalmente...

Beijos, Luis

Maria disse...

Não se pode matar o amor. Nunca.
Se o pudessemos matar... a vida não teria razão de existir!

Beijinho, Cris.

Cris Caetano disse...

Pois... mas é um sentimento muito complicado, incontrolável... é estranho.

Beijinhos, Maria

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