quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Paciência



Eu não tenho certeza absoluta sobre várias coisas. A paciência, ou melhor, a falta dela é uma das coisas que sempre me leva a refletir.

Não consigo ficar tranquila numa fila gigantesca, não sei ficar sentada na ante-sala do consultório médico por 3 horas esperando ser atendida como se fosse a coisa mais natural do mundo. Não sei conviver com pessoas que gostam de discussões sem sentido como se fosse algo banal. Não gosto de ter de me explicar para pessoas que não me conhecem e tecem conceitos a meu respeito sem me conhecerem profundamente. Enfim, a lista é imensa.

Mas ao mesmo tempo me questiono, sempre, sobre quando devo ou não ter paciência, porque tenho um papel qualquer nesse mundo. Uma responsabilidade, comigo e com o meu próximo. E "Paciência", de Lenine, acabou por se tornar um mantra para mim. Nos picos de total falta de paciência, naquele estado em que a careta fica estampada no rosto para qualquer um que esteja por perto ver, eu preciso escutar ou cantarolar, mesmo que mentalmente, esta música.

Ainda não deu o resultado que eu gostaria, eu continuo perdendo a paciência com a ignorância e a intransigência, por exemplo.

E as pessoas que me conhecem dizem que sou calma... serei, mas não me acho, ou teria mais paciência.

Mas uma coisa é certa: "a vida é tão rara" e só por isso eu gostaria, sinceramente, de ter paciência.





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