quarta-feira, 13 de setembro de 2006


Uma palavra...


Talvez o amor seja mesmo só uma palavra.
Uma palavra como, árvore, violeta, borboleta ou outra qualquer.
Talvez de tanto ser usada, escrita, declamada,
Declarada,
O amor se tenha banalizado e tornado…
Uma palavra…
O amor não é eterno, não é constante,
Não é invariável, não é contínuo, não é certeza.
O amor tem etapas e tem fases.
A fase do agora apaixonadamente sim,
A do talvez seja ainda, ou talvez possa ser de novo.
E a que se cala, a que não se diz, a que se esconde e se mascara,
A que se arrasta e se prolonga...
Quando já não é.
O final.
O agora não.
Uma palavra….
O amor não faz mover montanhas, não seca oceanos,
Não faz nascer estrelas, cometas, constelações,
Não abala os fundamentos do universo,
Não anula distâncias, senão a do pensamento.
E não altera um segundo o passar do tempo.
O amor é uma palavra!
Mas enquanto é sim
Mas enquanto é grande
Mas enquanto é tudo
Mas enquanto é sentida!
O amor é carne!
O amor é sangue!
O amor é fogo!
O amor é corpo
E é seiva
E é vida!



Encandescente
foto: Bill Brandt

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