sexta-feira, 17 de outubro de 2008

E finalmente chegaram... Ufa!!!

Livros chegam ao estande do Brasil em Frankfurt; editoras já fecham negócios


O estande da Câmara Brasileira do Livro (CBL), no qual estão representadas 39 editoras brasileiras na Feira do Livro de Frankfurt, iniciou a quinta-feira (16) já com as prateleiras cheias. Após passar todo primeiro dia de evento sem livros, por conta de problemas na alfândega espanhola, funcionários da CBL trabalharam desde as 6h30 da manhã para preencher o estande.

A caixa responsável pelo atraso, por conter um símbolo de "material corrosivo", também chegou até Frankfurt. A presidente da CBL, Rosely Boschini, disse ainda não ter decidido o que fará com o volume. "Agora a gente quer mais é esquecer dessa caixa", brincou. A editora Companhia das Letras, que tem estande próprio mas utilizou o serviço de transporte da CBL, também começou o dia com seu espaço completo.

Negócios
Desde quarta-feira, mesmo sem os livros, editores brasileiros já negociam compras e vendas de direitos no estande da CBL. Breno Lerner, diretor editorial da Melhoramentos, comemorava nesta quinta um acordo recém-fechado com uma editora russa, que fornecerá um software de dicionários em troca da base de dados do "Michaelis" para o português (disponível para consulta no UOL). "Os negócios estão indo bem esse ano", afirmou Lerner. "Vamos até fazer um leilão, coisa que há muito tempo não fazíamos, pelos direitos de dois livros do Toni Brandão, porque duas editoras espanholas estão interessadas."

Com um catálogo forte em literatura infantil, a Melhoramentos já participa da feira de Frankfurt há 40 anos. "Fazemos tantos negócios aqui quanto na feira de Bolonha, que acontece em março e é exclusiva para o mercado infantil", diz Lerner. Um acordo "complexo" iniciado em Bolonha este ano, a publicação dos títulos de Ziraldo "Menino Maluquinho" e "Flicts" na China, pode se concretizar em Frankfurt.

"Tem também o 'Meu Pé de Laranja Lima', que por incrível que pareça ainda é o nosso maior sucesso internacional, e que vamos acertar aqui os detalhes de uma edição japonesa em mangá", diz o diretor editorial, rindo. "Os caras mandaram uma primeira versão com o menino ruivo, com um cabelão desse tamanho, os herdeiros do José Mauro de Vasconcelos não gostaram nada."


fonte:UOL

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