terça-feira, 10 de junho de 2008

"Custe o Que Custar" (CQC), com Marcelo Tas

CQC no Congresso Nacional




Você já assistiu ao CQC? Se não, não perca. Todas as segundas feiras, às 22h15 na Bandeirantes.

Quem se lembra de Ernesto Varela? O repórter que atormentava políticos e outras personalidades com perguntas constrangedoras está encarnado em outra turma. Pode perguntar para o criador do personagem: Marcelo Tas, de 46 anos. Há muito dele impregnado na equipe do "CQC" ("Custe o que custar"). Tas é o âncora da atração, junto com Rafinha Bastos e Marco Luque, uma espécie de telejornal cômico com o resumo das notícias da semana, inspirado no programa argentino "Caiga quien caiga".

A minha pauta preferida é o "Proteste Já" com o Rafinha Bastos, mas todo o programa é imperdível, os repórteres são inteligentes e têm o raciocínio rápido quando fazem suas entrevistas. Ontem assistindo ao programa, fiquei sabendo que toda a equipe do CQC está proibida de entrar no Congresso Nacional e por isso disponibilizaram uma página para colher assinaturas para reverter essa situação. Abaixo, transcrevo o que diz o site, quem quiser ir direto, é só clicar no link.

http://www.cqcnocongresso.com.br/


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Uma das maneiras mais fundamentais de garantir e manter a liberdade de expressão num regime democrático é ter livre acesso aos políticos e parlamentares responsáveis por zelar por esse mesmo regime.

Esse direito foi retirado dos repórteres do programa CQC, "Custe o que Custar", no ar pela Rede Bandeirantes de TV, que estão proibidos pela Câmara/Senado de entrarem nas dependências do Congresso para realizar suas tarefas jornalísticas.

A liberdade de expressão existe para ser exercida e não apenas para ser letra morta no papel. De que adianta vivermos num Estado de Direito que nos garante certas prerrogativas se não podemos exercê-las de fato? Como pode a própria Câmara nos assegurar um direito que ela mesma nos cassa?

A Constituição Federal, no Capítulo 1, Artigo 1º garante que "É livre a manifestação do pensamento e a procura, o recebimento e a difusão de informações ou idéias, por qualquer meio, e sem dependência de censura, respondendo cada um, nos termos da lei, pelos abusos que cometer."

Assim, por que não podem os repórteres do CQC entrar na Câmara/Senado para entrevistar os parlamentares? Parlamentares que, mais do que ninguém, devem ser ouvidos sobre os assuntos que pautam a discussão pública – e que já recebem dezenas de outros veículos de comunicação.

A alegação de que os profissionais do CQC não seriam jornalistas, e que por isso não poderiam ter acesso à Câmara/Senado, não se sustenta.

O CQC é um programa jornalístico e seus repórteres (também jornalistas) realizam perguntas e questionamentos inerentes a essa profissão. A pauta da atração é questionadora e pouco tradicional, mas respeita os limites éticos exigidos pelos padrões da imprensa nacional.

Pedimos, assim, não apenas à audiência do programa, mas a todos aqueles que prezam a manutenção do Estado de Direito e a liberdade de expressão, que manifestem seu apoio ao direito dos repórteres do CQC de circularem pelas áreas permitidas da Câmara/Senado sem qualquer constrangimento.




fonte:Revista na TV, Band

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