quarta-feira, 25 de junho de 2008

Tolerância zero

Sabe aquele bombom de licor que você tanto gosta e teus colegas de empresa costumam te presentear quando você faz anos? Acabou. O almoço com a amiga que você encontra uma vez por semana para colocar a fofoca e o chopinho em dia? Acabou. O jantar com um copinho de vinho tinto antes de ir pra casa que o médico recomendou? Acabou.

A não ser que a partir de agora você comece a ter um fundo de reserva para o táxi te levar pra casa em todas as situações em que você tiver vontade de tomar uma bebida alcoólica.

O que você acha dessa nova lei que o Lula sancionou e que além de tirar pontos na carteira, suspender o teu direito de dirigir, te dá uma facada de 955 reais por causa de um único e mísero chopinho ou um inocente bombom de licor? E não pense que a proibição é só para as estradas, não, não, o perímetro urbano está incluído.



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Dois bombons com recheio de licor podem ser o suficiente para que o motorista leve uma multa de R$ 955, sete pontos na carteira de habilitação e suspensão do direito de dirigir por um ano, de acordo com a nova lei que regulamenta os níveis de tolerância de álcool.

O teste, realizado em um bafômetro da Polícia Militar, foi feito imediatamente após o consumo dos doces -o que, segundo a PM, pode ter sido a causa de o equipamento ter acusado o alto teor (0,21 mg de álcool por litro de ar expelido).

Pela nova lei, a partir de 0,1 mg/l, o motorista está sujeito à multa e à suspensão da habilitação. Com mais de 0,3 mg/l, o condutor pode pegar detenção de até três anos.

A reportagem da Folha se submeteu ontem à tarde a testes de alcoolemia, após o consumo de substâncias alcoólicas, em bafômetros da PM, com a supervisão do capitão Denilson Storai, no Batalhão de Trânsito da capital.

Os bombons, recheados com licor de cereja, são dos mais vendidos pela Kopenhagen, segundo um vendedor. Foram ingeridos por uma repórter de 26 anos que consome bebidas alcoólicas esporadicamente. O mesmo teste, feito 30 minutos depois do primeiro - e após o consumo de um quarto de uma lata de cerveja -, indicou 0,1 mg/l. Com mais 30 minutos, o bafômetro já não acusava consumo de álcool.

"Caso duvide do resultado, o motorista pode pedir para que o policial repita o teste após alguns minutos", diz Storai.

Outras duas pessoas - um repórter de 24 anos e uma jornalista de 34, que consomem álcool duas vezes por semana - também fizeram o teste. A jornalista, após ter bebido uma lata de cerveja, apresentou 0,17 mg/l. Após a segunda lata, a concentração subiu para 0,38 mg/l. O repórter, após consumir uma lata, também já estaria sujeito à multa, já que apresentou 0,12 mg/l. Após duas latas, obteve 0,29 mg/l e, com mais meia lata, 0,42 mg/l.

Os testes foram repetidos em bafômetros descartáveis que confirmaram os resultados do aparelho da PM. O produto custa R$ 14 e, embora não seja usado pela PM, é regulamentado pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito).


fonte:Folha Online

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