segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

E essa agora, hein?

Farc seqüestram 6 turistas na Colômbia


Quem passa por aqui habitualmente sabe que este blog não costuma falar sobre política ou economia, mas há momentos em que a língua coça, aliás, os dedos coçam e aí não há como me controlar.

Depois que abri o site da BBC e me deparei com a notícia do seqüestro de 6 turistas na Colômbia, foi inevitável me lembrar da última declaração do presidente da Venezuela, o conhecidíssimo Hugo Chávez, que depois de fazer um estardalhaço através da mídia numa auto-promoção "barata" quando da libertação de Clara Rojas e Consuelo González, ainda agradeceu às Farc pela "confiança" nele depositada, fazendo um apelo pela libertação de mais reféns e além disso, não satisfeito, ainda mandou um recado a Europa e a todos os governantes latino-americanos para que reconhecessem as Farc como "força insurgente" e não como terroristas.



E agora, pimba, mais 6 pessoas seqüestradas. Será que Chávez agora está contabilizando o saldo "vencedor"? Ou seja, seis menos duas, quatro e poderia ser pior. E quem sabe como ele pensa? Olha, quem estava certo era o rei: "Por qué no te callas?"



. . .


O grupo guerrilheiro Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) seqüestrou seis turistas colombianos no último fim de semana, segundo comunicado da Marinha da Colômbia divulgado pela imprensa do país nesta segunda-feira.

Segundo o comunicado, 19 turistas faziam parte de um grupo que estava no local conhecido como Morromico, no Departamento (Estado) de Chocó, no oeste da Colômbia, onde teriam chegado de lancha.

Ainda de acordo com a marinha colombiana, os rebeldes teriam tirado os pertences dos turistas e levado dois professores, uma bióloga, um universitário e dois comerciantes – todos colombianos.

O telejornal Notícias Uno informou que o comandante da Marinha, almirante Mauricio Soto, determinou o resgate dos seqüestrados numa operação que inclui dois aviões.

O grupo foi seqüestrado dias depois de Clara Rojas, ex-candidata à vice-presidência da Colômbia, ter sido libertada pelas Farc depois de quase cinco anos em cativeiro.

Clara teve um filho na selva, fruto de uma relação com um guerrilheiro do grupo, e neste domingo voltou a se reunir com o menino, Emmanuel, que já tem quase quatro anos.

n.r.: eu nem gosto de imaginar o sofrimento dessas pessoas e de suas famílias.


fonte:BBC Brasil

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