O verde do Norte
O movimento nas pernas levam neu corpo por caminhos conhecidos. Subir o velho monte em pedra do meu Norte, é absolutamente necessário estar lá em cima e olhar. Olhar! E o cimo me parece tão perto. O tempo distante fez esquecer o tempo da caminhada. É só parar. É apenas por um instante. Olhar...
Passo pela ruína...aquele cinza ainda me fascina, imaginar as estórias do tempo que não vivi. Meus pés param, comandam! O momento exato é esse. Olhar!
Estanco! Fico quieta, olhos fechados, não pensar, é frio... Só. Respirar. Girar o corpo de mansinho. Olhar. E olho e respiro, mesmo que o ar me falte pelo deslumbramento. Rever! Rever na solidão desse monte a imensidão feita de quadrados verdes, várias tonalidades que se alternam num tabuleiro esquisito.
Olhar. Vida. Calmo. Poderoso. No seu lugar. É mesmo o Norte. Confirmo!
Meu grande amor.
Cristina Caetano
"Vista de Auvers-sur-Oise (A Barreira)" - Paul Cézanne





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