sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

Lembram-se? Mas agora....

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O meu rio

No meu rio que não corre para a foz
Da minha cidade sem nome
Navega a minha saudade
Líquida corre a minha voz.
Segue os passos do meu amor
O meu rio que não corre para a foz.
E na cidade sem nome
Onde o meu amor estiver
Desaguará o meu rio
E cumprirá o seu fado
Dirá da minha saudade
E será mar a seus pés.

Quando não estás

Quando não estás invento-te.
Imagino histórias
Escrevo argumentos
Realizo filmes
Para encher de ti
O tempo em que não estás.
Puxo-te por um braço
Trago-te para o meu espaço
És voz amante de um filme de Almodovar
Calmo. Terno. Meigo
Carinho. Paz.
Ou persegues-me. Agarras-me
Empurras-me contra um canto
Possuis-me ao ritmo alucinante de Tarantino
E somos paixão absurda
Que tudo destrói à passagem
Que esgota os sentidos
Arrasa o corpo
Não acalma a alma
Não conhece paz nem calma
Mas é fogo violento que arde
E exige sempre mais.
Quando não estás presente
Invento-te.
Para estares sempre
Mesmo quando não estás.

Encandescente

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