segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Um amor sem medida



Não meço as saudades que te tenho. Não posso. Porque não têm medida.
Já sequei as lágrimas que me faziam rio. Agora só o brilho do olhar me denuncia.
Todos os poemas de amor que escrevo são para ti. Porque foste o amor primeiro.
E porque amor primeiro, o mais menino, o mais verdadeiro. O mais criança, ainda. Hoje.
Por que tem que ser assim, por que foi assim, não sei.
Porque te perdeste de mim se eu nunca te perdi…
E porque me perdi de ti se tu nunca me perdeste…
Ah, se eu soubesse responder…
Chovo, outra vez. Não meço as saudades que te tenho. Porque não posso.
Porque o nosso amor é um amor sem medida…

Respirei, outra vez.
Às vezes sufoco de me ler. Ou de te ler. Ou de ler por aí…
Agora respiro!


fonte: Maria in O Cheiro da Ilha
foto: David Bergman

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