quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Gary Hill - “O Lugar sem o Tempo”.

Gary Hill ganhou o Leão de Ouro na Bienal de Veneza e expôs em lugares como Georges Pompidou, em Paris, e o Museu Guggenheim, de Nova York. Com 58 anos de idade é considerado um dos artistas mais influentes da atualidade.

E por tudo isso fui assistir à exposição dele na galeria Oi Futuro e detestei, queria encontrar outra palavra mas é essa a que melhor expressa a minha decepção.

São apresentadas 3 instalações, na primeira, "Viewer", a única interessante, 17 homens em tamanho real estão postos lado a lado olhando-nos de frente, muitos deles parecem brincar de "estátua". Acho que a idéia é: quem observa quem? Somos nós os espectadores (viewers) ou eles? Foi a única onde gastei segundos dos meus neurônios em movimento.



A segunda, Up Against Down, mostra membros do corpo do artista (cabeça, pés, mãos e tronco) pressionando uma parede preta de vidro que deveria dar a idéia de infinito, não deu, porque ao pressionar a tal parede, se sente exatamente o contrário, a idéia de fim, de não transpor nada, de um obstáculo. E ao vermos seu tronco nu sendo pressionado dá um certo medo de que apareça seu derrière nu em tamanho gigante, o que felizmente não aconteceu.



A terceira me levou ao deboche e à pena, Gary, novamente, aparece se jogando contra uma parede e pronunciando palavras ininteligíveis (no vídeo da UOL até é possível entender algumas, o que não acontece na exposição) enquanto uma luz estroboscópica piscava, direcionada à parede de projeção desse vídeo, imaginei-o cheio de hematomas no final da interpretação porque o choque, de lado e de frente contra a parede é violento.



Gênio ou maluco-beleza? Ou ser maluco-beleza faz do homem um gênio?

E diferentemente do que diz o site, o horário não é das 11:00hs às 20:00hs, a galeria fecha à exposição às 17:00hs.



vídeos: UOL

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