segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Psicodelia em S.Paulo

Beatriz Milhazes expõe colagens e pinturas


Das novas obras que Beatriz Milhazes apresenta, na galeria Fortes Vilaça, são as colagens as que mais empolgam a artista, apesar de serem as suas pinturas que provocam disputa no mercado.



Sem apelar a um processo industrial na fabricação de seus trabalhos, Milhazes controla todas as etapas da produção de sua obra, tornando-a limitada e, obviamente, com maior valor. Neste ano, por exemplo, ela produziu apenas oito: cinco pinturas e três colagens.

Em 2003, a artista começou a realizar colagens a partir de sua coleção de papéis de bala. Desde então, esse procedimento, um dos mais típicos da arte moderna -como se pode ver na mostra de Kurt Schwitters, em cartaz na Pinacoteca até amanhã-, tem se ampliado, e agora sacolas de papel, também de sua coleção particular, passaram a fazer parte das colagens.



Em cada uma delas, a artista utiliza cerca de 20 tipos de papel, todos adquiridos por ela. "Eu mesma escolho cada tipo de papel, a maioria no exterior, e agora tenho até mandado imprimir alguns, nos EUA."

Um exemplo que a artista aponta nas novas pinturas é a presença de formatos quadrados, que até então não eram vistos em suas obras. Milhazes alcançou uma imagética particular, caracterizada por círculos que se sobrepõem, provocando uma certa vertigem, intensificada pelo uso pulsante de cores. Na nova exposição, essas marcas seguem presentes, reforçadas por pequenos detalhes, resultado do processo artesanal.

"Tanto na pintura como na colagem, é o processo que vai decidir o resultado do trabalho", diz. Em cada obra, Milhazes cria pequenos desafios como estímulo à sua pesquisa.



Em "Love", uma de suas novas obras, o desafio foi utilizar uma tela de linho, se aproveitando da cor do material, areia, bastante distinta de sua paleta usual, muito mais vibrante.



Outros trabalhos

Para 2008, Milhazes já está com a agenda cheia. Em São Paulo, ela será tema de uma retrospectiva na Pinacoteca do Estado, onde irá criar sua primeira obra de grande escala na cidade, nos vitrais do espaço, além de apresentar novos trabalhos em sua galeria de Nova York, a James Cohan.

A artista trabalha ainda em dois livros: um, para uma nova série da editora alemã Taschen, para a qual desenhou as paredes da loja projetada por Philippe Starck, em Nova York, e outro, para a editora inglesa Ridinghouse. No ano que vem, Milhazes irá participar ainda de duas grandes mostras internacionais: a primeira bienal de Nova Orleans e uma coletiva em Berlim, no Martin-Gropius-Bau.

Finalmente, em Tóquio, ela vai estar presente numa coletiva de artistas brasileiros no Museu de Arte Contemporânea, com curadoria de Yuko Hasegawa. Já no início de 2009, terá uma mostra solo na Fundação Cartier, em Paris.

Psicodelia
»Onde:
galeria Fortes Vilaça
Rua Fradique Coutinho, 1.500
»Quando: de ter. a sex., das 10h às 19h; sáb., das 10h às 17h. Até 26/1
»Quanto: entrada franca
»Informações: 0xx11 3032-7066


fonte:Folha Online e UOL

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