quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Homem-cilada

Os meninos que visitam meu blog, provavelmente pensarão em me esganar - não literalmente falando - mas peço um pouquinho de sua compreensão, porque há jovenzinhas ingênuas que andam por aqui e por ali, umas até passeando neste Nuvens.

O assunto é delicioso, mesmo que seja típico de uma revista feminina qualquer, ninguém resiste à ele, nem que seja para ser contra e falar mal. Eu confesso uma atração pelo assunto "homens", tudo o que eles falam e pensam ou como agem, sempre me interessou e continua me interessando.

O homem-cilada existe e vou logo dizendo que a mulher-cilada também, só que muitas de nós temos um sexto sentido para reconhecer os dois (homens e mulheres) e inclusive tentamos, sem sucesso, avisar a alguns amigos na cilada em que estão se envolvendo, mas sempre somos mau sucedidas, já que o sexto-sentido é coisa que sempre faltou neles, e ouvir amigas falando de namoradas: nem pensar, não é, meninos?

Homem-cilada: não caia nessa!


Em tempos de relacionamentos complicados, parece um sonho deparar com um homem que faz de tudo para conquistar você e demonstra conhecer a alma feminina como poucos. Se estiver fragilizada, então, melhor (para ele): é a presa perfeita. Mas esse conto de fadas não costuma ter um final feliz.

Já aconteceu com você? Bem-vinda ao clube. Todas nós já topamos com um tipo assim. O homem-cilada está em toda parte. E às vezes a própria mulher dá uma forcinha: está tão predisposta a encontrar o parceiro ideal que não enxerga mais nada. Na hora de avaliar um candidato a namorado, é fundamental cuidar da auto-estima. "Valorizar as próprias qualidades e não esperar que o outro venha confirmar o seu valor", traduz a psicóloga Lesley Xavier, do Rio de Janeiro.

O mais doloroso é descobrir que todo mundo ao redor percebia a armadilha, menos, claro, nós mesmas, que deixamos a situação se arrastar por anos - como aconteceu com a secretária Ana Magal, 31 anos, do Rio de Janeiro. Ela manteve um relacionamento com um homem-cilada por quase cinco anos. Sempre que saíam, ele a apresentava como uma simples amiga. "Eu me chateava, mas estava apaixonada demais para terminar." Hoje, Ana desconfia daqueles que se mostram fofos, mas arranjam desculpas para não dar as mãos na rua e se enrolam com explicações para um simples atraso, por exemplo. Se ninguém está a salvo de esbarrar com esses tipos, a boa notícia é que, mesmo se esforçando para não deixar pegadas, eles podem ser reconhecidos a tempo. Conheça os quatro modelos mais comuns no mercado.

O ternura

Logo que conheceu José, em um site de relacionamentos, a professora de educação física Cíntia, 36 anos, ficou encantada. Ele vinha de uma série de namoros complicados e ela tinha a certeza de que nela ele encontraria seu porto seguro. Depois de duas semanas de conversa online, marcaram um encontro. A primeira semana foi um sonho: José era sempre "fofo" e apaixonado. Cíntia conheceu a mãe, o padrasto, o filho e os melhores amigos dele. Mas não freqüentavam juntos locais públicos. "Ele dizia que a ex-mulher o colocara na Justiça porque ele pagava apenas' 10 mil reais de pensão para o filho e havia um mandado de prisão contra ele."
Depois de duas semanas de conversa online, marcaram um encontro. A primeira semana foi um sonho: José era sempre "fofo" e apaixonado. Cíntia conheceu a mãe, o padrasto, o filho e os melhores amigos dele. Mas não freqüentavam juntos locais públicos. "Ele dizia que a ex-mulher o colocara na Justiça porque ele pagava apenas' 10 mil reais de pensão para o filho e havia um mandado de prisão contra ele."

Dicas de como reconhecê-lo: prestem bem a atenção!

Ele é "fofo", aparentemente carente, precisando de colo. Vem com aquela conversa de namoros sofridos ou ex-mulheres vingativas. Se diz um romântico à procura de um grande amor, que não teve sorte nos relacionamentos anteriores. Apresenta a nova "vítima" à família e aos amigos, fazendo-a sentir-se acolhida e segura.

O perfeito

A secretária capixaba Débora Ferreira, 28 anos, também pensou ter encontrado o homem ideal. Ele era gentil, trabalhador, carinhoso, dedicado... "Como falávamos em um futuro juntos, comecei a procurar apartamento e a pensar na data para o casamento. Foi quando ele mudou", diz. O moço passou a chegar tarde nos encontros e a repetir comentários como "muitos relacionamentos acabam antes de chegar ao altar". Ele foi esfriando e parou de se preocupar com os sentimentos dela. A perfeição era uma farsa: "Ele só queria viver experiências novas", descobriu Débora.

A jornalista Ana Kalyne, 40 anos, também caiu no laço do homem perfeito. "Ele fez de tudo para me conquistar: mandou flores, me levou aos melhores lugares, trouxe presentes lindos." Para completar, falava que queria casar e até chorava quando Ana dizia não querer a mesma coisa. "Depois de um tempo, cheguei mesmo a considerar a possibilidade de me casar." Afinal, que mulher não gosta de homens estáveis, inteligentes e, ainda por cima, aparentemente apaixonados? "Eles têm sempre na ponta da língua frases do tipo: 'Você é a mulher da minha vida'." Parecem ter a idéia fixa da conquista, mas quando ela acontece... se mandam. Foi assim com Ana. Hoje, ela está namorando e feliz. O eleito passa longe do estilo perfeito.

Como reconhecê-lo: importantíssimo, porque esse é irresistível!

É um sujeito que, de cara, demonstra ter todas as qualidades valorizadas pelas mulheres. É gentil, elegante, dá presentes. Geralmente, ele se declara logo na primeira semana, se expressa com facilidade, olha nos seus olhos e faz comentários que toda mulher gosta de ouvir, como elogiar o novo corte de cabelo.

O sincero

Esse faz o gênero franco. Deixa claro que não quer nada sério, mas garante que tamanha sinceridade é em respeito aos sentimentos da mulher. A fisioterapeuta Denise, 27 anos, caiu nessa conversa. A convite de um casal de amigos, foi à casa de um desses homens sinceros.
Era um lugar elegante, como o dono da casa. Ele serviu um jantar acompanhado pelos melhores vinhos e discorreu sobre a arte da degustação. Quando deu por si, Denise estava aos beijos e abraços com o moço. Foram para a cama na mesma noite e tiveram uma transa fantástica. No dia seguinte, ela acordou com um café-da-manhã e, ao chegar em casa, recebeu uma mensagem dele. "Para mim, estava claro que haveria uma continuidade."
Mas, passada uma semana, nenhum sinal do moço. O amigo em comum explicou que ele tinha acabado de se separar da mulher e estava se adaptando à vida de solteiro. "Eu me agarrei àquela explicação para justificar o sumiço dele e aproveitei a primeira oportunidade para encontrá-lo de novo." Na segunda vez, o sexo foi ainda mais explosivo. Mas, quando terminou, ele confessou que não queria nada sério com ninguém. "Eu não podia acreditar, tinha certeza de que ia dar certo." Era engano. Depois disso, o moço passou a evitá-la. "Vi que ele não queria nada mesmo. Pelo menos, não comigo."

Como reconhecê-lo: esse sim, cuidado, estraçalha um coração!

Ele é direto: não faz declarações nem perde tempo com presentinhos e bilhetes românticos. Vai logo ao ponto: quer levá-la para a cama. Obviamente, não diz isso com palavras, mas deixa claro por sua maneira de agir. Tudo é muito rápido: ele arma o cenário de sedução e dá o bote, porque quer estar livre e pronto para outra.

O vampiro

A hostess Patrícia, 27 anos, conheceu um candidato a namorado em um site de relacionamento. Marcaram um encontro em um bar. Nem bem se sentaram, o moço passou a desfiar um rosário de lamentações: as dificuldades no trabalho e quanto ele dava duro na vida. Foi assim a noite inteira. Ao pedirem a conta, ele começou uma conversa sobre a divisão das despesas. "Eu disse que, no primeiro encontro, ele deveria pagar por uma questão de cavalheirismo." A contragosto, ele pagou a conta. Ao deixar Patrícia em casa, perguntou quando iriam se encontrar de novo. Ela riu, mas nunca mais atendeu a nenhum telefonema dele. "Vi que era totalmente roubada."
O homem-vampiro suga a mulher. Muitos são possessivos e ciumentos. A funcionária pública Karina, 32 anos, namorou um tipo assim por três meses. "Ele controlava meus e-mails, me fez tirar minha página no Orkut e proibiu o MSN", conta. Tinha ciúmes de tudo e de todos, dos amigos aos familiares de Karina. Ela descontava a frustração comendo sem parar, e o namorado fazia comentários maldosos sobre os 5 quilos que Karina tinha ganhado. Mesmo com a auto-estima em baixa, um dia a ficha caiu: "Eu estava fazendo análise e as sessões me ajudaram a perceber porque vivia tão infeliz. Aquele sujeito estava me sugando".

Como reconhecê-lo: esse é fácil, ninguém agüenta um cara chato e duro!

É do tipo nervoso, agitado, inseguro, sempre com medo de ser traído. Gosta de vigiar todos os passos da pessoa com quem está saindo e tenta isolá-la do contato com os amigos e a família. Vive reclamando da vida. Quase nunca tem dinheiro, mas não faltam boas desculpas para pedir para você pagar a conta.



fonte:Revista Cláudia
ilustrações: Caco Galhardo

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