terça-feira, 13 de novembro de 2007

Obras na China revelam relíquias culturais

Obras para Olimpíadas de 2008 revelam tesouros arqueológicos


O surto de construções que movimenta bilhões de dólares na China antes da Olimpíada de 2008 já revelou centenas de relíquias antigas, algumas com 2.000 anos de idade, o que deixa arqueólogos ávidos por peças na trilha dos operários.

O diretor da Administração Estatal da Herança Cultural, Shan Jixiang, pediu às autoridades locais que realizem investigações arqueológicas nos terrenos antes das obras, disse o jornal China Daily na terça-feira.

Mas, na pressa para concluir os trabalhos antes da abertura dos Jogos de Pequim, em 8 de agosto, as máquinas estão ditando o ritmo aos pesquisadores. "Os arqueólogos de Pequim estão seguindo as escavadeiras", disse ao jornal um arqueólogo da prefeitura, que pediu anonimato.

Mais de 1.500 artefatos de ouro, cerâmica, jade e outros materiais já foram encontrados nos locais onde ficarão as instalações olímpicas, além de mais de 700 tumbas antigas, segundo o jornal.

O arqueólogo disse que algumas das relíquias remontam à dinastia Han (206 a.C a 220 d.C.).

O forte crescimento econômico chinês já representou a morte de muitos "hutongs" (becos) históricos e de outros ícones arquitetônicos da capital. Mas o problema não se restringe a Pequim.

"As cidades chinesas passaram por enormes mudanças, sendo que muitos de seus bairros antigos foram reformulados, frequentemente em detrimento da sua herança cultural," disse Shan ao jornal.

De acordo com Shan, o governo vai investir mais na preservação de cem monumentos históricos importantes, como a Grande Muralha e alguns trechos da área comercial conhecida como rua da Seda.

"Os próximos anos serão um momento crítico para estes locais devido à urbanização em curso."

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Dinastia Han

A dinastia Han foi uma dinastia chinesa, que durou de 206 a.C. até 220 d.C..

A dinastia Han está dividida em duas partes: a Han Ocidental (ou Anterior) de 206 a.C. até 9 d.C. e a Han Oriental (ou posterior) de 25 a 220, separados pelo interregno de Wang Mang.

No século I da era cristã, a luta iniciada na dinastia anterior contra os "bárbaros do oeste", como eram chamados os homens da estepes (hunos da atual Mongólia, descendentes dos turcos-mongóis), prosseguiu, passando eles à condição de vassalos dos chineses.

O longo período de governo dos Han possibilitou a formação de uma nação chinesa. Os dialetos foram unificados e ocorreu a miscigenação dos diversos grupos étnicos que viviam na região.

A China se expandiu em direção ao ocidente, estabelecendo protetorados e rotas comerciais na Ásia Central, desenvolvendo o comércio inclusive com os romanos.

Entretanto, no final da dinastia, os homens das estepes voltaram à ofensiva, o que, juntamente com revoltas internas da nobreza, gerou uma série de lutas, que duraram cerca de 75 anos.

A dinastia Han foi portanto destronada, e o território chinês foi dividido em três reinos: Wei, Shu e Wu.


fonte: Reuters e Wikipédia
foto: jarra da Dinastia Han

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