terça-feira, 13 de novembro de 2007

Futuro do presente - S.Paulo

Mostra busca o futuro e reencontra os anos 70


A julgar pela coletiva de 17 artistas - entre eles, Nelson Leirner e Cildo Meireles - que pode ser vista no Itaú Cultural, o futuro da arte está mesmo no passado. A mostra "Futuro do Presente", que junta nomes de várias gerações para tentar prever os rumos da arte no futuro, está ancorada em experimentações dos anos 70, com reflexões paralelas sobre a sustentabilidade - conceito hoje em voga.



Três trabalhos-chave da exposição, de Paulo Bruscky, Leirner e Meireles, atualizam obras dos anos 70. Entre os mais novos, Henrique Oliveira se destaca. Leirner monta uma banca de jornais com exemplares do "Jornal do Não Artista", publicação que ele inventou há mais de 30 anos para instruir o público a fazer suas próprias obras de arte.



"O artista não tem um papel só didático, como também de desmistificação", diz Leirner. Já Cildo Meireles instala uma geladeira no espaço expositivo e vai distribuir picolés de água pelos parques da cidade ao longo da mostra. Ele retoma a reflexão que começou nos anos 70 com suas "Inserções em Circuitos Antropológicos", quando colocava em circulação garrafas de refrigerante e cédulas de dinheiro com mensagens de caráter político.



"Jornais, televisão e revistas têm público muito amplo e controle muito fácil. Minha idéia era usar circuitos existentes e neles inserir idéias", lembra o artista. A conexão com a passagem do tempo ganha força no porão do espaço, onde Paulo Bruscky mostra o vídeo de um eletroencefalograma que fez na década de 70, quando aparelhos que faziam a medição da atividade cerebral desenhavam apenas traços simples. Exposto ao lado, está um vídeo que fez neste ano, que mostra imagens de atividade cerebral em cores.



FUTURO DO PRESENTE
» Quando:
de ter. a sex., das 10h às 21h; sáb. e dom., das 10h às 19h; até 10/2
» Onde: Itaú Cultural (av. Paulista, 119)
» Quanto: entrada franca
» Informações: tel. 0xx 11 2168-1776


fonte:Folha de S.Paulo
fotos: "Constelações", de João Modé; Cildo Meireles e "Tapumes", de Henrique Oliveira

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