sábado, 15 de setembro de 2007


Juro


Jura que a mais ninguém depois de mim,
Dirás palavras húmidas ao ouvido.
Tão húmidas que me fecham os olhos,
Tão húmidas que me molham o rosto.
E escorrem e param nos lábios,
Húmidas as palavras,
Beijando-os.
Jura que a mais ninguém depois de mim,
Soprarás nas mãos palavras eternas de tão ternas.
Tão ternas que se entrelaçam nos meus dedos,
Tão ternas que se cruzam com as minhas linhas.
E escritas e cravadas ficam,
Minhas as palavras,
Nas minhas mãos.
Juro que a mais ninguém depois de mim,
Dirás a palavra nunca,
A palavra sempre,
A palavra jamais.
Porque fechadas no meu peito,
Pertencem-me,
Amor e palavras.


Encandescente
foto: Vitaly Bakhvalov

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