quinta-feira, 13 de setembro de 2007

La pasta di tutti

Italianos fazem greve de 24 horas contra o macarrão nesta 5ª feira


Os italianos começaram a 5ª feira com um protesto curioso: a greve do macarrão.

Organizada por associações que representam os consumidores, a intenção da manifestação é protestar contra o aumento do preço dos alimentos no país.

A ordem é clara: ninguém deve comprar fetuccine, linguine, espaguete ou nenhum outro tipo de massa por 24 horas. Mas estão todos liberados para comer. A restrição é apenas para a compra.

Representantes das associações estão fazendo pequenas passeatas e protestos em Roma, a capital do país, no qual exibem cartazes pedindo para que os italianos não comprem macarrão.

Os organizadores do movimento dizem que houve aumentos progressivos dos preços dos derivados de trigo, que chegaram a 20% nos últimos dois meses.

Economia Global
Os produtores italianos reclamam que boicotar as massas é um ataque ao alvo errado, já que o aumento acontece por conta da alta global dos custos dos grãos, incluindo o trigo. A demanda por trigo cresceu por vários motivos, dizem os produtores, principalmente por causa do aumento da produção de biocombustíveis e de alimentos para animais de corte.

Codacons, Adoc, Adusbef e Federconsumatori, os principais grupos de proteção aos consumidores do país, dizem que escolheram as massas como símbolo deste protesto, mas que o ideal é evitar qualquer tipo de compra de alimentos durante toda a quinta-feira.

Segundo as entidades, os preços de leite e pão também sofreram aumentos em torno de 20%. Café, azeite e cereais também sofreram altas, segundo elas.

Dstribuição
Como parte do protesto, os principais produtos que vêm sofrendo altas de preço vão ser distribuídos gratuitamente nas praças das principais cidades italianas, segundo a revista anglo-italiana “Italy”.

“Queremos que o governo declare emergência nesta situação e intervenha imediatamente para baixar os preços em 5%”, declarou à revista Carlo Rienzi, diretor da Codacons. Para ele, as famílias italianas não vão conseguir se sustentar após estes aumentos, que já derrubaram o consumo em até 6%.

Apoio
O movimento ganhou o apoio de associações italianas de fazendeiros. Segundo eles, o preço do trigo permanece o mesmo desde 1985, e a produção de grãos não tem nenhuma relação com os aumentos. Os fazendeiros querem promover a venda direta dos seus produtos aos consumidores finais, diminuindo os lucros dos intermediários.

Fontes do governo italiano dizem que não há justificativas para o recente alarme em relação aos preços dos alimentos. Uma série de debates entre produtores, vendedores e consumidores deve ser realizada em breve para discutir a situação.

n.r.: Ai, ai, como eu sonho com o dia em que os brasileiros sejam assim...



fonte:G1

0 comentários:

Ocorreu um erro neste gadget
Blog Widget by LinkWithin
 
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.