quinta-feira, 15 de março de 2007

Vânia Mignone pinta as cores da solidão

Em sua quarta exposição individual, a pintora Vânia Mignone exibe 12 obras inéditas em acrílica sobre madeira. A mostra celebra dez anos de parceria com a galeria que a representa, a Casa Triângulo, em rápida temporada somente até o dia 31 de março.



As telas trazem figuras humanas bem marcadas, contornadas com traços grossos e negros em contraste com um campo pictórico confuso. Apesar das cenas que tangem o cotidiano - personagens circundadas por objetos como mesas, cadeiras, bancos, vasos de plantas -, os ambientes apresentam-se misteriosos, não permitindo ao espectador conhecer ou identificar a natureza do espaço em que estão inseridas as pessoas representadas. As obras remetem assim a universos individuais que inspiram a vivência de sentimentos como solidão e isolamento (físico e afetivo).



Vânia Mignone
» Onde:
Casa Triângulo (Rua Paes de Araújo, 77, São Paulo)
» Quando: 13/3 a 31/3. Horários: terça a sábado, das 11h às 19h
» Quanto: entrada franca
» Informações: tel. (11) 3167-5621




fonte:UOL

António Lobo Antunes leva o prêmio Camões 2007

O português António Lobo Antunes é o vencedor da 19ª edição do Prêmio Camões, a mais importante premiação literária da língua portuguesa. O autor vai receber 100 mil euros (cerca de R$ 270 mil) pela distinção.

O júri deste ano reuniu-se na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e foi constituído pelos brasileiros Letícia Malard e Domício Proença Filho, pelos lusos Fernando J.B.Martinho e Maria de Fátima Marinho, pelo moçambicano Francisco Noa e pelo angolano João Melo.

O Prêmio Camões foi criado em 1988 pelos governos de Portugal e Brasil para estreitar os laços culturais entre os vários países lusófonos e valorizar o patrimônio literário e cultural da língua portuguesa.

Com a vitória de António Lobo Antunes, sobe para nove o total de autores portugueses vencedores do prêmio. Em 18 anos, receberam ainda o prêmio sete brasileiros, dois angolanos e um moçambicano. Os brasileiros distinguidos com o Prêmio Camões são João Cabral de Mello Neto (1990), Raquel de Queiroz (1993), Jorge Amado (1994), Antônio Cândido (1998), Autran Dourado (2000), Rubem Fonseca (2003) e Lygia Fagundes Telles (2005).

Um dos escritores portugueses mais lidos, vendidos e traduzidos e eterno "nobelizável", António Lobo Antunes, 64 anos, é médico psiquiatra de formação, atividade que exerceu no hospital Miguel Bombarda, em Lisboa, antes de se dedicar exclusivamente à escrita.

A experiência da sua passagem por Angola durante a Guerra Colonial, entre 1970 e 1973, inspirou muitos dos seus livros. 1979 é o ano que assinala o início oficial da sua carreira literária, com a publicação dos romances "Memória de Elefante" e "Os Cus de Judas".

Com 26 títulos publicados e traduzidos em 16 línguas, Lobo Antunes foi já distinguido com o Prêmio Internacional União Latina (2003), Prêmio Jerusalém (2004), Prêmio Ibero-Americano de Letras José Donoso 2006 (pelo conjunto da obra), Prêmio France Culture (1996 e 1997), Grande Prêmio de Romance e Novela APE/IPLB (1985 e 1999) e o Prêmio de Literatura Européia do Estado Austríaco (2000), entre outros.


fonte:Lusa

quarta-feira, 14 de março de 2007

Não cutuca que eu mordo


Aviso à todos, não estou numa boa fase. Se alguém dizer "oi", perguntarei: "o que FOI??????" .


Tô avisando: NÃO CUTUCA, QUE HOJE EU MORDO!

Luluzinha e a ingenuidade dos anos 40

A menina de vestido vermelho é sapeca e não mede muito a conseqüência dos atos que faz. Mesmo assim, mantém um ar de ingenuidade, algo perdido com a invasão dos mangás. Há muito dessa inocência em "Luluzinha - O Piquenique", álbum lançado nesta semana (Devir, R$ 23).

Numa das histórias, Bolinha decide fugir de casa. Vai para o México. Para não morrer de fome, o comilão leva onze bananas, uma torta de maçã e uma caixa de caramelos. "Esses caramelos vão ser uma mão na roda se eu precisar negociar com os nativos ou algo assim".

Luluzinha tenta convencer o amigo a não fugir para o México (de patins). Ela rasga a página do Atlas onde consta o país. Bolinha olha... e acredita que o México não está mais lá. Fim da viagem.

A edição apresenta histórias publicadas no fim da década de 40 no título "Marge´s Little Lulu". O título começou a circular em 1945. Foi uma resposta à crescente popularidade de Luluzinha, que tinha sido criada dez anos antes pela cartunista Marjorie (Marge) Henderson Buell para a revista "The Saturday Evening Post".

O sucesso, no entanto, não é de Marge, mas de John Stanley, que fazia as histórias para a revista, que circulou até 1984. É dele a definição da personalidade de Lulu, Bolinha e dos outros personagens da turma.

É Stanley quem assina os textos da coletânea. A arte ficou a cargo de Irving Tripp, que deu um sutil toque pessoal aos personagens, principalmente à dupla Luluzinha e Bolinha, que começou a ser publicada no Brasil nos anos 50 em revistas da editora de "O Cruzeiro".

"Luluzinha - O Piquenique" é a terceira coletânea da personagem lançada pela Devir. A primeira é de junho do ano passado. A editora programou outros três álbuns para este ano. E descobriu um novo filão: o do adulto que gosta de rever histórias que lia quando criança.


fonte:Blog dos Quadrinhos

terça-feira, 13 de março de 2007

O papa não é Deus

Papa diz que segundo casamento é uma praga


O papa Bento XVI reafirmou a necessidade do celibato para os sacerdotes e a proibição de divorciados de receber a comunhão no Sacramentum Caritatis, documento divulgado pelo Vaticano.

"O celibato sacerdotal, vivido com maturidade, alegria e dedicação, é uma benção enorme para a igreja e para a própria sociedade", diz o texto na primeira parte da exortação sobre Eucaristia, Mistério Acreditado. Ainda no documento, Bento 16 classificou como "uma verdadeira praga" o segundo casamento de pessoas já divorciadas. "Trata-se de um problema pastoral espinhoso e complexo, uma verdadeira praga do ambiente social contemporâneo que vai, progressivamente, corroendo os próprios ambientes católicos".


O papa Bento XVI não é popular, e já se esperava por isso. Não tem uma carinha fofa, as bochechas rosadas do outro, o polonês simpático que o antecedeu. Diferentemente do nosso presidente da república, não acho que a igreja seja hipócrita, acho-a coerente, mesmo que ela cheire a mofo e não tenha a mínima intenção de fazer uma limpezinha por alto nas suas mais retrógadas e empoeiradas idéias.

Ainda bem que o papa é humano, não é divindade e por isso, é compreensível - ou esperado - ouvir besteiras saírem da boca de um homem comum. Podemos discordar à vontade e mandá-lo catar coquinhos numa praia para que encontre alguma luz que o traga de volta à normalidade da vidinha em sociedade. E é claro que me entederam bem! Homem comum! Alguma dúvida? Creio que não! Cabeça, tronco e membros, um homem culto, mas em pele e osso.

Vejamos...um menino - não pode ser menina - decide que quer ser padre, entra para o seminário e estuda, estuda e estuda, filosofia, sociologia, teologia, ciência, matemática, línguas, astrologia - mesmo que depois venha negá-la - etc, e se forma padre e, seguindo carreira, depois bispo, cardeal e se gostar muito de política, pode vir a tornar-se papa. Podemos afirmar, é um homem culto, que ao longo de sua vida pessoal e profissional - em vários momentos elas se confundem - teve o privilégio de conhecer pessoas de níveis sociais e culturais diferentes. Teve o privilégio de conhecer a miséria humana vivida por muitos dos fiéis que costumam frequentar a Igreja em busca de auxílio espiritual onde falta quase tudo, comida, saúde e onde ainda resta alguma dignidade e espiritualidade.

Um padre conhece o ser humano por dentro, no seu melhor e no seu pior, quando ouve as confissões de seu rebanho sentado no confessionário da igrejinha situada na única praça da cidadezinha do interior onde é pároco. Faz carreira, avança para uma igreja melhor numa grande cidade e por aí vai, subindo os degraus da santa igreja pela porta da frente, recebendo seu salário, suas refeições, seus lençóis limpos, seu travesseiro macio e continua ouvindo as confidências de seus fiéis, lutando ou não por seus interesses enquanto os anos passam. Ele muda, o jovem padre, envelhecendo, pode tornar-se bispo, depois cardeal, mas a velha sociedade que o conheceu continua igual, com suas mazelas, só que agora, com os netos de seus antigos fiéis sentados naquela mesma igrejinha onde ele um dia foi padre se confessando, à espera do mesmo apoio espiritual que seus avós e pais precisaram um dia.

Aí, num belo dia dessa historinha, o dito padre que virou bispo e quis ser cardeal, se mete em política na Itália e resolve concorrer ao cargo de papa! E consegue, e é aí que mete os pés pelas mãos e o ouro que só estava incrustado dentro da igreja nos anjinhos e santos dos altares, nos anéis que vemos em suas mãos e no cálice onde bebe o vinho sagrado lhe sobe á cabeça e ele se considera divindade e acha que da sua boca saem parábolas divinas vindas diretamente do Senhor, sendo ele Seu representante - que não tem culpa nenhuma dos representantes que Lhe arranjam aqui entre nós - absoluto.

Ora, como o papa é um homem de carne e osso, que tem de ir ao médico caso fique doente, que vai ao banheiro e faz o número um e o número dois como qualquer mortal, não tem o direito, só porque concorreu a um alto cargo na Igreja Católica e o conseguiu, de abrir a boca para dizer qualquer coisa que lhe venha a cabeça e ofender quem quer que seja, aliás, assim como um presidente da república também não pode abrir a boca em vão por aí, mesmo que acredite na existência do ponto G e até - se for o caso - conheça sua localização, não deve dizer isso por aí em alto e bom som, que é dele(do ponto), íntimo. Não pega bem, fica mal...

O papa diz que o segundo casamento é uma praga. Como?! Ele algum dia lavou uma cueca, uma calcinha, fez almoço e jantar, varreu a casa, limpou os móveis, deu banho nas crianças, levou-as e apanhou-as na escola, foi à reunião de pais e professores, tirou toalha molhada que o marido deixou em cima da cama, ouviu os problemas profissionais que o marido enfrenta no trabalho e disse "vai passar, meu amor! Você tem razão, meu amor!", chegou em casa cansada depois de um dia de trabalho e ainda ouviu do marido que você não o ama, só porque hoje você não tem paciência para fazer o jantar que ele tanto gosta, nem de pegar a sua cerveja preferida na geladeira?! Como, senhor papa?!!! O senhor algum dia pagou os TUBOS para fazer um casamento tradicional na Igreja e depois pagou outros TUBOS porque o casamento foi pro brejo e o divórcio foi tão caro quento o casório?!

Como o segundo casamento é uma praga?! Que venha o terceiro e o quarto e o quinto marido se forem melhores que os anteriores!!! Grande sorte, quem encontrou seu grande amor de primeira! Benza Deus!!! Mas que eu tenha a democrática opção de me apaixonar e viver intensamente da melhor maneira possível, mesmo que essa maneira não seja a melhor para os outros, mas seja a melhor para mim. Que eu tenha o direito de procurar a felicidade onde quer que ela esteja e em qualquer pessoa e não ser obrigada a me manter casada a um homem que quando solteiro fingia que me amava ou me respeitava e depois de casada resolveu tornar-se meu mestre sem antes perguntar-me se eu concordava com isso. Falo pela parte que me toca, como mulher, que é onde o calo me dói.

E não admito que um homem só porque é papa, se ache no direito de pronunciar suas idéias como se elas viessem de Deus, porque não vêm.

Ups, peraí...eu não sou mais uma cristã católica! Nunca casei na Igreja! Porquê será, meu Deus?!

Toda a matéria sobre o discurso do papa aqui.


fonte:BBC Brasil

Hitler pode ser destituído da cidadania alemã

Quase 62 anos após a sua morte, Adolf Hitler poderá perder sua cidadania alemã. Uma política alemã de Braunschweig deseja revogar a naturalização de 1932 do líder nazista - como uma "medida simbólica".



Quando foi concedida a Adolf Hitler a cidadania alemã, ele abruptamente rejeitou as congratulações: "A Alemanha devia ser congratulada, não eu!" Era 25 de fevereiro de 1932 e Hitler tinha acabado de se naturalizar, após ser nomeado funcionário público no então Estado livre de Braunschweig - um passo crucial para a continuidade de sua carreira política.

Três quartos de século depois, Isolde Saalmann, uma social-democrata do Parlamento regional da Baixa Saxônia, deseja rescindir este ato burocrático momentoso. O Führer nascido na Áustria, que está morto há quase 62 anos, não deve mais ser um alemão segundo o ponto de vista dela. Destituí-lo de sua cidadania seria uma "medida simbólica", acredita Saalmann. Ela já propôs sua idéia à liderança do Partido Social Democrata no Parlamento regional.

Saalmann é presidente da associação local do partido no bairro de Gliesmarode, em Braunschweig - e se sente incomodada com a ligação histórica de sua cidade com Hitler. Ela fala sobre um "complexo de Braunschweig" que pesa sobre a cidade, que prefere se anunciar como a "cidade leão" devido à sua ligação histórica com Henry, o Leão, o poderoso duque que governou o Estado no século 12. "Se a região da Baixa Saxônia, a sucessora legal do antigo Estado livre de Braunschweig, quiser se distanciar da naturalização de Hitler, isto talvez possa ajudar", disse Saalmann ao jornal "Hannoversche Allgemeine Zeitung".

A cidadania alemã

A história do processo de naturalização de Hitler parece uma farsa. O candidato a político, na época sem Estado, há muito buscava se tornar cidadão alemão - uma pré-condição para ocupar um cargo político na República de Weimar. Mas, fiel à sua megalomania característica, ele se recusava a entrar na fila do cartório como todo mundo. Ele queria que a cidadania alemã lhe fosse entregue em uma bandeja.

Mas o humor difícil do austríaco atrapalhou as primeiras tentativas de torná-lo um cidadão alemão. Em 1930, um membro do partido nazista arranjou para que ele fosse nomeado chefe da guarda de Hildburghausen, uma cidade na região alemã de Turíngia. Isto tornaria automaticamente Hitler um cidadão alemão. Mas o futuro Führer fez estardalhaço: o emprego de policial de aldeia não era do seu agrado.

Os então membros do partido nazista em Braunschweig - uma fortaleza do movimento nazista - acabaram encontrando um meio. A primeira tentativa deles de dar a Hitler um cargo de professor da Universidade Técnica de Braunschweig fracassou, mas eles tiveram sucesso depois, ao encontrar para ele um cargo no escritório de topografia de Braunschweig. O tempo era curto, já que Hitler queria concorrer como candidato nas iminentes eleições presidenciais. O Ministério do Estado, então, lhe deu o cargo de "administrador da delegação de Braunschweig em Berlim".

Sem qualquer habilitação profissional que o qualificasse ao cargo, o imigrante recém-naturalizado fez imediatamente vários pedidos de férias. E, como planejado, nunca assumiu o cargo.

A burocracia

O projeto de Saalmann para expatriação de Hitler enfrenta um pequeno problema: a Constituição alemã proíbe destituir uma pessoa de sua cidadania caso ela fique sem Estado - como Hitler ficaria, já que desistiu de sua cidadania austríaca em 1925. Ele deveria ter sido expulso do país um ano antes, já que foi aprisionado por ter sido considerado culpado de alta traição após o "putsch" de Kapp, em 1923. Mas o juiz simpatizante dos nacionalistas determinou que as leis relevantes da República de Weimar não podiam ser aplicadas a um homem "que pensa e se sente como um alemão, como Hitler". Assim, o líder nazista permaneceu na Alemanha.

Os advogados têm suas dúvidas sobre se um homem morto pode ser destituído de sua cidadania - apesar de Hitler já ter sido destituído de seu status como cidadão honorário de Braunschweig, em 1946. Enquanto isso, peritos legais que trabalham para o Parlamento regional da Baixa Saxônia estão analisando a proposta de Saalmann. Isolde Saalmann rejeita as alegações de que sua proposta visa a conquistar votos nas próximas eleições regionais. "Este será meu último mandato legislativo", ela afirma.



fonte:Der Spiegel

domingo, 11 de março de 2007

Copy & Paste

Li no "O Globo" e copiei aqui, da Adriana Paiva


A jornalista e poeta gaúcha Angélica Freitas -- que lança, nos próximos dias, seu primeiro livro (Rilke Shake) -- hoje(em 4 de março), na Revista da Folha, com poema inspirado em fotografia de Cristiano Mascaro -- homenagem do jornal ao Dia Internacional da Mulher (08/03) :

Praia simples



"Ilha Comprida" (1999) - Foto de Cristiano Mascaro78


Oito mil quilômetros de areia pras garotas brasileiras, eu dizia
e você sorria como sua avó nas fotos, naquele maiô preto
nas praias de Santos
sua avó devia arrasar naquele tempo, eu dizia
e você sorria, pára com isso

uma dinastia de mulheres moldadas nos melhores biquínis
uma dinastia de mulheres dispensando automóveis
pra caminhar nas praias sem havaianas

estou com você, mas minha avó era tímida

também era muito branca

caminho na praia disfarçando o sem-jeito
que não deu pra encobrir com modelitos.

. . . . . . . .


Nos outros "duetos", os escribas Sérgio Roveri, Cecilia Giannetti, Ruy Castro e os fotógrafos Bob Wolfenson, Florence Gaty e João Wainer.


* * *


Angélica por sua irmã Renata . A imagem ilustra a capa de Rilke Shake


família vende tudo

família vende tudo
um avô com muito uso
um limoeiro
um cachorro cego de um olho
família vende tudo
por bem pouco dinheiro
um sofá de três lugares
três molduras circulares
família vende tudo
um pai engravatado
depois desempregado
e uma mãe cada vez mais gorda
do seu lado
família vende tudo
um número de telefone
tantas vezes cortado
um carrinho de supermercado
família vende tudo
uma empregada batista
uma prima surrealista
uma ascendência italiana & golpista
família vende tudo
trinta carcaças de peru (do natal)
e a fitinha que amarraram no pé do júnior
no hospital
família vende tudo
as crianças se formaram
o pai faliu
deve grana para o banco do brasil
vai ser uma grande desova
a casa era do avô
mas o avô tá com o pé na cova
família vende tudo
então já viu
no fim dá quinhentos contos
pra cada um
o júnior vai reformar a piscina
o pai vai abrir um negócio escuso
e pagar a vila alpina
pro seu pai com muito uso
família vende tudo
preços abaixo do mercado

( In: 'Rilke Shake' - Ed. CosacNaify / 7 Letras)

Locais e datas de lançamento :

Rio de Janeiro:
Sábado, 10 de março, às 10h
Livraria Berinjela
Av. Rio Branco, 185 – Subsolo – Loja 10
Tel : (21) 2215-3528

São Paulo:
Segunda-feira, 12 de março, às 20h
Bar Balcão
R. Dr. Melo Alves, 150
Tel: (11) 3063-6091

Leia também:

Três poetas : A radicalidade da nova geração - Texto de Carlito Azevedo .


fonte:Périplus Weblog

Biblioteca da Casa de Rui Barbosa reabrirá as portas

O acervo, com 35 mil obras, ganhou sistema de controle climático


A programação cultural do Rio de Janeiro ganha fôlego novo ainda este mês, com a reabertura da biblioteca da Casa de Rui Barbosa, em Botafogo. Com 35 mil títulos, cerca de 300 deles considerados raridades, o acervo estava fechado ao público desde 2005.

Nesse período, a biblioteca passou por um minuncioso trabalho de conservação, com a intalação de ventilação para garantir os níveis adequados de temperatura e umidade do ar. Os livros também passaram por um delicado processo de limpeza e estão livres, a partir de agora, de ataques de fungos e outros microorganismos.

Além de jóias literárias, os visitantes encontrarão restaurados o piso e as esquadrias de 150 anos, em mogno inglês. O trabalho foi resultado de um acordo de cooperação técnica assinado em 2004, entre a Casa de Rui Barbosa e o Instituto Getty, nos Estados Unidos. A Fundação Vitae financiou o projeto de controle climático, orçado em R$100 mil.



fonte:Jornal O Globo
foto:Revista Museu

sexta-feira, 9 de março de 2007


Poemas


Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...


Mario
foto:Lilya Cornely


Poesia


Gastei uma hora pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.


Carlos Drummond de Andrade
foto:Tamara Loncar

Rato, bicho esperto

Estudo mostra que ratos sabem de sua ignorância


Ter conhecimento sobre a própria sabedoria (ou ignorância) é algo que todas as pessoas já experimentaram. Quando desistimos de responder a uma questão numa prova, por exemplo, nos deparamos com o fenômeno que ficou consagrado numa frase atribuída ao filósofo grego Sócrates ("Só sei que nada sei"). Essa habilidade -a metacognição- é considerada por muitos cientistas um componente essencial da consciência humana. Um experimento recente, porém, mostra que ratos também têm capacidade de avaliar a própria sabedoria.

O teste com os roedores, elaborado pelos psicólogos Jonathon Crystal e Allison Foote, da Universidade da Geórgia (EUA), consistiu numa espécie de exame estudantil, seguido de uma recompensa. Os ratos tinham de adivinhar se um som emitido pelos pesquisadores deveria ser classificado como "curto" ou "longo", apertando uma das duas alavancas correspondentes na gaiola.

Caso acertassem, os roedores recebiam seis porções de comida; caso errassem, não recebiam nada. Mas os animais podiam optar também por não responder ao teste, quando achavam muito complicado (às vezes era emitido um som mais para "médio", difícil de classificar). No caso de desistência, recebiam três porções de ração.Ao final do experimento, os pesquisadores constataram que os ratos pareciam saber avaliar o próprio conhecimento sobre duração de sons, e só arriscavam uma resposta quando sabiam que a chance de acertar era alta. Antes de afirmar que isso é sinal de que roedores possuem consciência, porém, Crystal, que publica agora um estudo sobre o assunto na revista "Current Biology" prefere manter cautela.

"Na verdade, não usei o conceito de consciência no artigo. Me concentrei em pedaços de informação" disse o pesquisador à Folha. Como ratos não podem relatar verbalmente uma eventual sensação de consciência, a questão tem de ser abordada aos poucos, justifica Crystal. "O progresso será feito ao nos focarmos no conhecimento ao qual o animal tem acesso ou não e em como podemos ter evidência disso a partir do comportamento deles", diz. A análise da metacognição foi a abordagem de apenas um dos aspectos da consciência, diz.


fonte:Folha de S.Paulo

quinta-feira, 8 de março de 2007

O homem que escreve cartas de amor

Um dia com o último redator público de cartas de Saigon



A principal agência de correios de Ho Chi Minh fica perto do Rio Saigon, na parte mais tranqüila da cidade, onde os arranha-céus ainda não furam as nuvens e nenhuma motocicleta cruza as ruas zoando como um enxame de abelhas. Fica na frente da catedral de Notre Dame, em um prédio colonial antigo de 1886. Parece com os mercados antigos de Paris, pintado em cor de pêssego, com ventiladores zumbindo entre colunas ornamentais e a luz solar entrando por uma clarabóia no telhado. É um lugar eterno - a mais bela agência de correio em toda a Ásia.

Duong Van Ngo, um homem forte de 77 anos, estaciona sua bicicleta à sombra dos plátanos, cujos troncos são pintados de branco como se usassem polainas. Ele saúda os vendedores de postais e atravessa os arcos com o relógio da estação. São oito horas, o início de seu dia de trabalho em uma manhã quente e úmida de fevereiro.

Ngo se senta na ponta de uma longa mesa de madeira, abaixo de um mural de Ho Chi Minh. Ele tira de sua mala dois dicionários e uma lista de códigos postais franceses. Depois, coloca uma fita vermelha em sua manga esquerda para ficar facilmente reconhecível e expõe o cartaz: "Informações e Assistência de Redação".

A primeira pessoa a procurar seu balcão é um homem do delta do Mekong. Ele traz uma carta endereçada a um empresário na Europa. Há um ano que ele trabalha como motorista para esse empresário, levando-o para refeições de negócios e reuniões. Ele pede por escrito se o europeu poderia conseguir um seguro saúde para ele e dar-lhe um adiantamento de US$ 200 (em torno de R$ 400). Ngo traduz a carta para o inglês. "Prezado senhor", escreve com sua caneta tinteiro, "poderia educadamente pedir, sinceramente". Ou seria melhor dizer "afetuosamente"? Não, isso é intimo demais. O homem lhe dá uma nota. Ngo coloca-a dentro do dicionário sem nem olhar.

Ngo é um mediador entre mundos - um escritor de cartas profissional do tipo que costumava existir antigamente. Ele escolhe cada palavra meticulosamente, formula as frases cautelosamente, burila o estilo da carta. Ele sabe como são importantes as palavras, e o mal que podem fazer. Ngo não apenas traduz, ele faz uma ponte entre as pessoas, aconselha-as e conforta-as, discretamente e com perfeita atenção à forma.

Ngo trabalha no correio desde os 17 anos. Ele diz que nunca perdeu um dia de trabalho, nem durante as guerras. Ele fala as línguas dos ex-ocupantes fluentemente até hoje; aprendeu francês na escola e inglês com os soldados americanos.

A segunda pessoa a procurá-lo é uma jovem de batom vermelho, luvas e um pequeno chapéu para protegê-la do sol. Ela dá a Ngo seu telefone celular Nokia e mostra algumas mensagens de texto. Estão escritas em francês e parecem românticas. Ngo traduz espontaneamente: "Quando vier visitá-la, você me mostrará o Vietnã e me ensinará sua língua, mal posso esperar". A mulher sorri envergonhada. Ela conheceu o francês por um site da Web. Amanhã vai voltar e compor sua resposta, com a ajuda de Ngo.

As funcionárias do correio chamam-no de o homem que escreve cartas de amor. Ele já provocou tantos casamentos, dizem, e é um poeta. Bem, diz Ngo, "talvez dois ou três casamentos. O amor em geral se esvai entre os continentes, com as duas línguas, duas culturas - você sabe. Não é fácil."

Ngo ouviu milhares dessas histórias. Algumas bonitas, outras trágicas. Ele procurou crianças de soldados americanos e parentes de cidadãos vietnamitas que escaparam de barco após a guerra. Ele testemunhou muito sofrimento. Ele não dá detalhes. Seus clientes pagam-no por seu silêncio.

Algumas vezes, ele mesmo recebe cartas. Os agradecimentos vêm de todo o mundo e são endereçados ao "Escritor de Cartas, Correio Central, Saigon". Ngo nunca recebe mensagens eletrônicas. Detesta computadores e telefones celulares. "As palavras que vêm de uma máquina não tem alma", diz ele, acrescentando que as pessoas que usam tais máquinas perderam toda educação e noção de estilo.

Turistas japoneses chegam durante a tarde e o fotografam como se fosse um fóssil em um museu. As funcionárias do correio grampeiam páginas de fax e conversam. No meio disso tudo, novos clientes esperam na mesa de Ngo. Eles lhe dão seus livros de endereços, assim como caixas para seus parentes no exterior. "Vitogo", diz uma mulher que trabalha no mercado e usa um chapéu de palha de arroz. "A rua é chamada Victor Hugo", diz ele virando os olhos brevemente, "como o famoso escritor." Ele escreve o endereço no documento de envio.

Ho Chi Minh, lá no mural, teria gostado do que ele faz -"conectar pessoas" por meio de sua caneta tinteiro? Ngo sorri. Política, diz ele, está fora de sua província. Ele conta que costumava ser observado pela polícia, porque era suspeito de trair segredos para os inimigos do Estado. Ainda bem, isso acabou, diz ele. Hoje, o Vietnã é global, e o mundo tornou-se um lugar complexo e imprevisível, diz ele. Isso também significa que há maior demanda hoje por seu trabalho do que antes.

Ngo é atualmente o último escritor da cidade antes conhecida como Saigon. O penúltimo, seu colega Lieng, morreu há 10 meses e não foi substituído. Ngo acha que o mundo poderia fazer mais uso de pessoas como Lieng e ele.

Infelizmente, diz ele, "ele simplesmente não quer nos pagar mais".

n.r.:lindo, não é? Me fez lembrar um filme magnífico e brasileiro: "Central do Brasil".


fonte:Der Spiegel
foto:Atelier do Bonsai

O Dia Internacional da Mulher

Nós, Mulheres


Além de comemorarmos, que tal pensarmos a respeito deste dia 8 de março? Este dia foi consagrado à mulher, pela ONU, em 1975, para representar um marco no movimento feminino para adquirir direitos iguais ou semelhantes ao dos homens nos planos político, jurídico, trabalhista e civil. Vale a pena aproveitar para relembrar o papel da mulher na sociedade, tomando algumas figuras femininas famosas como exemplo desde a Antigüidade aos tempos atuais.

Sistemas matriarcais podem ter existido na Idade do Bronze (cerca de 3000 a.C. a 700 a.C.), em Micenas ou Creta. No entanto, nas antigas sociedades mediterrâneas mais conhecidas, como a da Grécia clássica (séculos 5 e 4 a.C.) ou as do período helenístico (séculos 3 a 1 a.C.), a mulher vivia uma condição legal limitada e sem direitos políticos. Não era uma situação uniforme: em algumas cidades (pólis) gregas ou do Egito, o sexo feminino tinha certos direitos de propriedade ou de igualdade legal.

Aspásia, esposa do estadista democrático ateniense Péricles (séc. 5 a.C.), celebrizou-se como mulher de cultura, respeitada no círculo filosófico de Sócrates. Além disso, a comédia "Lisístrata", de Aristófanes, retrata as mulheres de Atenas num papel paradoxalmente ativo. Para acabar a guerra contra Esparta, Lisístrata comanda uma greve de sexo, que - pondo os homens diante do dilema combater ou transar - obriga os atenienses a pôr fim às hostilidades. Trata-se de ficção, sem dúvida, mas que elogia a sensatez das mulheres e sugere que elas, melhor do que os homens, poderiam administrar as questões políticas da humanidade.

Também não se pode deixar de mencionar Agripina (15-59 d.C), mulher do imperador Cláudio e mãe de Nero, que também governou Roma e exerceu papel político até ser assassinada a mando do filho. Notamos, porém, que o poder político das mulheres romanas era exercido indiretamente, por meio de seus parentes homens, e que tanto em Roma como na Grécia, quando se fala em liberdade para as mulheres, a referência é às classes altas ou médias.

Mas datam da baixa Idade Média as primeiras idéias feministas. Christine de Pisan (1364-1430) foi a primeira escritora profissional francesa, autora de poemas e de tratados de política e de filosofia. Sua erudição, segundo consta, ultrapassa à dos homens que lhe foram contemporâneos em seu país. Sua obra prima intitula-se significativamente "Cidade das Damas", e fala da igualdade natural entre os sexos, além de registrar vidas femininas exemplares. Além disso, não por acaso, Pisan escreveu também uma biografia de Joana D'Arc (1412-1431), a padroeira da França e heroína da Guerra dos 100 anos.

O retrocesso da condição social da mulher surge com o Renascimento, que teve restrito seu acesso aos estudos e ao exercício de diversos ofícios e profissões. O mercantilismo confirma o homem como protagonista da história e devolve às damas ao recesso do lar. Mas não se pode deixar de mencionar figuras femininas incríveis, como Lucrecia Bórgia (1480-1519), filha do papa Alexandre 6º., uma legendária "mulher fatal" que aliou beleza e poder de sedução para tornar-se instrumento da política de seu pai e de seu irmão.

É o também caso de Catarina de Médici (1519-1589), originária da poderosa família florentina. Ela se tornou rainha da França, ao se casar com o duque de Orléans (futuro rei Henrique 2º.), e exerceu a chefia de Estado, como regente, de 1560 a 1574, com arbitrariedade e despotismo. Ao mesmo tempo, edificou em Paris o palácio das Tulherias, ampliou o acervo da biblioteca parisiense, ordenou a ampliação do Louvre e contribuiu para o engrandecimento da cidade.

A partir do século 18, com o Iluminismo surgindo e a Revolução Francesa surge a possibilidade de reinvindicarmos os direitos que havíamos perdido em outros séculos. Datam dessa época as primeiras obras de caráter feminista, escritas por mulheres como as inglesas Mary Wortley Montagu (1689-1762) e Mary Wollstonecraft (1759-1797). Esta última escreveu o livro "Em Defesa dos Direitos das Mulheres" (além de - só por curiosidade - ser a mãe de Mary Shelley, a autora de "Frankenstein").

Foi no contexto da Revolução Industrial, quando o número de mulheres empregadas aumentou significativamente e com as ideologias socialistas se consolidando que o feminismo se fortificou tendo como aliado o movimento operário. Neste contexto, realizou-se a primeira convenção dos direitos da mulher em Seneca Falls, Nova York em 1848.

Também em Nova York, em 1857, aconteceu o movimento grevista feminino que, reprimido pela polícia, resultou num incêndio que ocasionou a morte de 129 operárias, justamente no dia 8 de março. A data e o número de mortes, porém, são controversos: o incêndio teria ocorrido numa greve de 25 de março de 1911 e seriam 140 as sua vítimas (26 homens). Pelo pioneirismo, o seu dia inicial foi proposto como data comemorativa pela comunista alemã Clara Zetkin, no 2º. Congresso das Mulheres Socialistas, de 1910. Posteriormente, as duas greves se confundiram no imaginário social e o que aconteceu, de fato, a 25 de março de 1911, foi transferido para o dia 8 do mesmo mês várias décadas antes.

E séculos passam e a luta pela igualdade continua como na virada dos séculos 19 e 20, que se estendeu ao longo de todo o século passado, atingindo seu ápice na década de 1960, que foi marcada por uma ampla revolução no âmbito dos costumes. São dessa época movimentos femininos como o NOW - National Organization of Women, comandado pela norte-americana Betty Friedan, e obras como "O Segundo Sexo", da filósofa francesa Simone de Beauvoir (1908-1986), que demonstra que a hierarquia entre os sexos não é uma fatalidade biológica, mas uma construção social.

E em pleno século 21, continuamos lutando pela igualdade e dignidade, seja em salários iguais para homens e mulheres que devem ser conquistados pela competência individual e não pelo sexo e o direito em decidirmos sobre a nossa vida e sobre nosso corpo. Não queremos sofrer violência por parte dos pais, namorados e maridos e queremos o direito de refazermos nossa vida após o divórcio. Acho que mais do que comemorarmos, precisamos continuar lutando e exigindo o direito de sermos cidadãs como é o direito - já conquistado - de todo o indivíduo do sexo masculino.

E como o dia de hoje é nosso porque somos MA-RA-VI-LHO-SAS e temos O PO-DER, embora algumas não se dêem conta disso, o menino abaixo é o nosso sonho de consumo. E merecido! YEAH!!!








n.r.:MEEENGOOOOOO, MEEEEEENGOOOO, MEEEEEEENGO...


fonte:UOL, Wikipédia

Comemorando o Dia Internacional da Mulher

Mais um made in Brazil. Fazer o quê, queridas? A benção caiu em cima de homens brasileiros e nós, afortunadas, estamos felizes!
O bello ragazzo é ator, é Marcelo Anthony, 1,90m com olhos verdes, que já declarou que não se acha sexy, se considera uma pessoa comum, mas sabe que seus cílios imensos naqueles belos olhos verdes chamam a atenção. Fofo, não?






E lembrem-se que o Dia Internacional da Mulher só existe porque sofremos desigualdades na vida profissional e somos vítimas da violência durante todos os outros 364 dias do ano. Não se iludam com as comemorações! Mas qual o problema? Temos festa? Então vamos aproveitar porque amanhã, já era!!!!



foto:Isto É

terça-feira, 6 de março de 2007

,
Ave Maria


Ave Maria, gratia plena
Dominus tecum
Benedicta tu in mulieribus
Et benedictus fructus ventris tui Jesus.
Sancta Maria, Mater Dei,
Ora pro nobis peccatoribus
Nunc et in hora mortis nostrae
Amen, Sancta Maria.

Estímulo visual vende música erudita

Mulheres peladas estampam capas de discos de Mozart e Beethoven


A gravadora Petrol Records resolveu utilizar a imagem de mulheres na venda de seu produto. O bizarro é que modelos com pouca ou nenhuma roupa estão protegidas apenas por instrumentos eruditos estampando as coletâneas da gravadora para as composições de Beethoven, Mozart e outros.

Apesar de o gênero ter um tom mais comedido em seus lançamentos, segundo o jornal "Guardian", não é a primeira vez que um lançamento de música clássica flerta com a nudez. O quarteto de cordas Bond conseguiu evitar que sua gravadora colocasse uma foto sensual na capa de seu disco de 2000, mas posteriormente posou para imagens do tipo.

O mercado de música erudita há anos passa por uma crise de vendagens de discos de seus títulos.


fonte:G1

Iniciando as comemorações pelo Dia Internacional da Mulher

O que o Brasil tem de bom


O ator Alexandre Borges aproveita o mar e o sol num dia de folga das gravações.







E muitos "Viva!" à prática de esportes! Ai, ai...


fotos:AgNews

segunda-feira, 5 de março de 2007

Semana de Paris

Bolsas, botas e nós











fonte:UOL

sábado, 3 de março de 2007

Vamos brincar em português?

S-O-L-E-T-R-A-N-DO no Caldeirão do Hulk


Tá de bobeira em casa como eu? Arrasada por uma gripe, que alterna um sono terrível causado pelos remédios com uma tosse avassaladora onde o pulmão e a garganta parecem que querem sair e pelo lado avesso? Não se desespere! Tem um quadro novo super interessante estreando hoje no "Caldeirão do Hulk" às 14h30m exibido pela Rede Globo.

"SOLETRANDO" é o nome do quadro cujo objetivo é o de despertar o interesse pela língua portuguesa e aumentar o vocabulário de adolescentes entre 12 e 16 anos. O campeonato contará com a participação de 27 alunos - cada um representando uma escola de um Estado do Brasil. A cada semana, apenas três concorrentes serão sorteados para se enfrentarem no programa. Alternadamente, cada um terá que soletrar corretamente a palavra escolhida pelo apresentador, Luciano Huck. O quadro também conta com a participação de alguns "juízes": o músico e escritor Toni Belloto(Titãs) e o professor Sérgio Nogueira.

O grande vencedor receberá como troféu, um fardão (em uma alusão à Academia Brasileira de Letras) e o prêmio de R$ 100 mil para ajudá-lo em sua formação educacional.


fonte inspiradora:Folha Online

sexta-feira, 2 de março de 2007

"Impressões Originais" , CCBB-RJ

Exposição traz obras do século XV até a década de 70


A exposição "Impressões Originais: a gravura desde o século XV", no Centro Cultural Banco do Brasil marca a abertura da temporada de artes plásticas do CCBB. São cerca de 280 obras de artistas nacionais e internacionais desde o século XV até os anos 70.

Foi no século XV, período de efervescência no campo das artes e das ciências, que a técnica da gravura em metal surgiu e se desenvolveu. O aparecimento da técnica – a imagem é impressa sobre uma chapa de cobre e a partir daí copiada – fez com que cartas e ilustrações de santos, muito comuns na época, deixassem de ser produzidas de forma artesanal, pintadas uma a uma, passando a um processo muito mais veloz em sua confecção e reprodução. A gravura foi importante também para a ilustração de livros. Nessa fase, poucos usavam a técnica como meio para fazer arte. Um dos pioneiros foi o artista alemão Martin Schongauer, figura central da Renascença alemã. Logo depois, veio Albrecht Dürer, que com seus trabalhos deu à técnica status de arte.

Os curadores da exposição fizeram escolhas entre xilografia na Europa até a Nova Figuração, no Brasil e no mundo. Eles optaram por gravuras originais, idealizadas como composições inéditas, criadas, gravadas e impressas por um mesmo artista, ou sob sua supervisão.

Elas se diferenciam das gravuras de reprodução, em que um gravador parte de uma composição de outro artista, seja ela pintura, escultura, afresco, iluminuras, que eram, então, multiplicadas em ateliês, com o objetivo de divulgar a obra daquele artista e fazer circular a imagem.



Impressões originais: a gravura desde o século XV
» Onde:
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março 66, Centro - Rio de Janeiro
» Quando: até 29 de abril de 2007
Terça a domingo, 10 às 21h



fonte:Veja Rio Online e G1

"Harry Potter" está nu

Radcliffe, astro de "Harry Potter", tira a roupa no teatro


Os ingleses estão chocados! Daniel Radcliffe, o ator que interpreta Harry Potter em big screen, apareceu nu na estréia de uma nova versão do thriller psicológico "Equus", num teatro de Londres.




O bruxinho de J.K. Roling interpreta na peça um menino perturbado, que cega um cavalo num ritual. A peça provocou enorme excitação entre suas hordas de fãs adolescentes. O rapaz foi aplaudido de pé na estréia no teatro Gielgud, e colegas que vieram vê-lo foram só elogios à coragem dele em aceitar um papel tão difícil.

Radcliffe, que teve treinamento especial para a voz e o físico antes da peça, terá pelo menos um rosto familiar contracenando consigo em "Equus": no papel do psiquiatra que trata do torturado Alan Strang está Richard Griffiths, que interpreta o malvado tio Vernon nos filmes de Harry Potter.


www.equustheplay.com


fonte:Reuters

quinta-feira, 1 de março de 2007

Turismo - 2ª Edição - Canoa Quebrada

Canoa Quebrada é um lugar de magia que surpreende a todos com tanta animação e beleza paradisíaca! As dunas, falésias, mar e sol brilhante são inesgotáveis fontes de energia e inspiração, tornando-se assim um paraíso para quem quiser se deixar conquistar por essa sedução. Conhecida pelo símbolo estampado em sua muralha de falésias avermelhadas - uma meia-lua e uma estrela -, a praia de Canoa Quebrada, no litoral leste do Ceará, encanta os olhos do turista não só por suas extensas dunas de areias brancas, mas também pelo calmo de águas verdes.



Localizada no município de Aracati (170 km de Fortaleza), a praia de Canoa Quebra mudou muito daquela pequena vila de pescadores descoberta e freqüentada pelos hippies no começo dos anos 70, que encontraram em Canoa, lugar quase inacessível, um povo simples e hospitaleiro. Até hoje os nativos preservam a tradição de pescar com jangadas no mar. Mesmo se transformando de aldeia de pescadores para um lugar turístico, Canoa não perdeu o seu encanto. Hoje, mais "moderno", o distrito está plugado ao mundo. Possui restaurantes de cozinha internacional, bons hotéis, pousadas, bares, barrracas na praia, artesanto e até acesso a internet, mesmo que por ondas de rádio.



Com 365 dias de sol banhando suas águas, Canoa Quebrada oferece diversas opções de lazer ao turista. Quem prefere a tranqüilidade do dia pode se deliciar num passeio de bugue, parapente, jangada ou saborear a culinária regional em uma das diversas barrancas à beira-mar. Já para quem gosta do agito, a noite reserva várias opções para dançar, beber, comer ou simplesmente jogar uma conversa fora. Nos bares, a trilha musical vai do reggae ao forró, passando pela música eletrônica. A badalação acontece na Broadway, principal rua do vilarejo e onde se concentra todo o burburinho noturno, onde nativos e turistas se encontram, ficando assim enfeitiçados com tanta diversão. Canoa é uma praia situada no litoral leste do Ceará a 150km de Fortaleza.



Além de possuir uma boa infra-estrutura de hospedagem, a gastronomia não fica atrás. São mais de 40 estabelecimentos entre restaurantes, bares, hotéis e pousadas. Nada tão luxuoso, mas com preços bem acessíveis. As diárias variam de R$ 40 a R$ 150 (em média) mas os preços chegam a dobrar durante a alta temporada - dezembro a março e em julho. Já as opções gastronômicas vão desde cozinha regional à internacional. Durante o dia, o cardápio é recheado de lagostas, peixes, arraias, camarões, ostras, caranguejos entre outros frutos do mar. A noite, pode-se saborear um bom prato italiano, português ou francês. A maioria dos restaurantes fica na Broadway.



Acarati

Cidade mais importante do Ceará durante o período colonial, Aracati ainda é pouco conhecida e explorada pelos turistas que visitam sua praia mais famosa: Canoa Quebrada. Colonizada a partir das margens do rio Jaguaribe, a cidade ainda conserva parte do seu conjunto arquitetônico de meados do século 18, mas alguns imóveis estão em péssimo estado de conservação e ameaçam ruir. São antigos casarões com paredes cobertas por preciosos azulejos portugueses. A maioria dessas construções está localizada na rua Grande (antiga rua do Comércio).



O prédio mais antigo da cidade é a Casa de Câmara e Cadeia, construído em 1779. O imóvel, tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), já abrigou o paço Municipal e a Cadeia Pública. Hoje é sede da Câmara Municipal. Parte do acervo cultural e das relíquias religiosas podem ser vistos no Instituto do Museu Jaguaribano, antiga casa do Barão de Aracati. Outro prédio que merece ser visitado é o da igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário. Em estilo barroco, ela foi construída em 1785.



Aracati também é a terra do escritor Adolfo Caminha, autor de "A Normalista" (1893) e "O Bom Crioulo" (1895) - romance onde aparece o primeiro personagem declaradamente homossexual da literatura brasileira. A casa onde Caminha nasceu ainda está de pé, mas em avançado estado de deterioração. O escritor foi recentemente lembrado durante a 1ª Festa do Livro e da Literatura de Aracati, realizada entre os dias 12 e 16 do mês de outubro. O evento já reuniu nomes como Rubem Alves, Zuenir Ventura, Ana Miranda, Ângela Lago, Isabel Lustosa, Cícero Sandroni, Claufe Rodrigues, Maurício Kubrusly, Mano Melo entre outros.



Labirinteiras de Canoa Quebrada

Dona Lucí é o belo exemplo de todas as gerações que vem mantendo viva a habilidade tradicional do artesanato de labirinto em todo o Ceará, especialmente em Canoa Quebrada. Podendo todos conhecer como é feito o labirinto observando Dona Lucí e sua filha Lúcia, sempre na calçada trabalhando nessa arte.



n.r.: a última informação que possuo quanto ao estado de conservação do sobrado onde viveu o escritor Adolfo Caminha é do ano de 2005, se alguém tiver novas informações a respeito, favor comunicar aqui neste blog.


fonte:Folha Online Turismo e site Canoa Quebrada

Parabéns Rio de Janeiro - 442 anos

Carioca da Gema




Já senti mais orgulho em ser Carioca da Gema, mas vá lá...até que esta cidade, uma senhora ainda bem conservada pelos aninhos que tem, não é a maior culpada pelo meu mau-humor. Ela merece a festança, ainda se mostra majestosa e verde, bem equilibradamente situada entre o mar e a montanha. É linda!



Hoje, 1º de março, não é feriado, e apesar dos últimos acontecimentos, mantemos ainda o sorriso, meio amarelo, meia-boca, mas mantido. Residentes: cariocas, estrangeiros, e brasileiros de outras cidades ainda a amam, vivem nela por opção, por que tem beleza e charme. Foi capital do país por quase 200 anos, de 1763 a 1960, e reúne o maior conjunto de bens protegidos de todo o Brasil. São mais de 16 mil imóveis. A maioria não está em bom estado de conservação.

Algumas festas acontecerão pela cidade. A prefeitura através da Subsecretaria Especial de Eventos vai organizar um show na Praça XV, no Centro, às 19h, reunindo a cantora Leny Andrade e os grupos Os Cariocas e Quarteto em Cy. Juntos farão uma homenagem ao maestro Tom Jobim.

Os cariocas que apresentarem comprovantes de residência na cidade e de que votaram no Cristo Redentor para ser uma das "Novas 7 Maravilhas do Mundo" terão direito a 50% de desconto no Trem do Corcovado, das 8h às 18h. Lá no alto, o aniversário do Rio será comemorado a partir das 10h30, com a apresentação do coral Botando as Asas de Fora e da Banda de Ipanema. Ao meio-dia a Sociedade de Amigos da Rua da Carioca (Sarca) promove o "Parabéns pra você", servindo um bolo de dois metros de comprimento.



"Sempre festejamos o aniversário do Rio. Mas este ano temos um incentivo a mais que é eleger o Cristo Redentor uma das Maravilhas do Mundo", destacou Sávio Neves, presidente do Trem do Corcovado. Para votar, basta entrar no site www.corcovado.com.br. A votação é gratuita.

"A cidade nasceu de uma guerra e continua sendo atacada até hoje. Rio de Janeiro é o maior símbolo de resistência dos brasileiros. Sua fundação foi o resultado da vitória dos portugueses contra os franceses e os tamoios, que lutavam pelo domínio da Baía de Guanabara. Os franceses queriam criar aqui a França Antártica, mas Estácio de Sá foi o vencedor e fundou São Sebastião do Rio de Janeiro entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, na Urca (Zona Sul)", relembrou o historiador Milton Teixeira, acrescentando que a cidade sempre viveu uma história de lutas.

n.r.:quanto ao bolo, aviso aos mais sensíveis que é melhor nem chegarem perto. Como é habitual, assistiremos pela TV, as pessoas que lá estarão avançarem como selvagens famintos em direção ao bolo com sacos de plástico na mão para levarem a maior fatia para casa. "Viva" a falta de civismo dos nativos! Parabéns, minha querida cidade do Rio de Janeiro!


fonte:G1
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