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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sonhar





Me deixem sonhar porque sempre que sonho realizo.

Me deu uma vontade imensa de fazer uma malinha de mão com o básico: escova de dentes, escova de cabelo, um pijaminha, um par de chinelinhos, dois pares de óculos escuros (claro, preciso combinar roupas beges com meu óculos da Fendi que amo, além do meu óculos besourão preto) e rumar para Paris, sozinha.

Fazer o quê lá? Não sei, apenas ir e depois eu decidiria. Me hospedaria em Mairie d'Issy, e iria caminhando até o Jardin des Tuileries para pensar. É longe? É! Muito! Mas nem dá para sentir a distância. E mesmo frio, Paris em Outubro é um encanto.





Minha mãe fica sempre muito assustada com esses meus desejos de partida. Mas lembrei-a que não estou podendo, se bem que ela sabe que mesmo quando não posso, mas quero, consigo me virar nos 30 e depois é um Deus nos Acuda. Só que dessa vez, como não quero a rebordosa do "Deus nos Acuda", sonho.

Mas não duvido nada que num futuro próximo, realize. E como sempre dou notícias das minhas loucuras, me aguardem!



fonte: imagens de Paris Breakfast

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Grafiteiros pixam Paris

por Alê Youssef



Localizada em um grande e moderno prédio em Montparnasse, bairro de alto padrão de Paris, a Fundação Cartier - braço socio cultural da chiquérrima marca de jóias e relógios - destaca-se por financiar e promover grandes exposições de arte contemporânea.

Com filas que dão a volta no querteirão do prédio, o hit do ano da Fundação é a grande exposição que conta a história do graffiti, desde as primeiras intervenções a assinaturas dos “escritores” do metro de New York, passando pela evolução das “tags” e desenhos, influência que tal arte exerceu em artístas como Keith Haring e Basquiat, chegando até hoje em dia quando grafiteiros fazem enorme sucesso no mundo. O brasileiro Vitché é um dos exemplos.

Do ponto de vista histórico, a exposição é uma das mais completas que vi, pois reúne fotos e vídeos de entrevistas com os verdadeiros precursores do graffiti como Joe 182, Snake 1, MICO, Riff 170, Pistol 1, Flint Gennard. Todos eles assinavam seus nomes pelas paredes e vagões do metrô nova iorquino. Era o início da grafia que depois se tranformaria nas letras mais gordinhas que caracterizam as famosas “tags” de hoje em dia. A intervenção era muito parecida com que Juneca, Bilão, Pessoinha e outros “escritores” brasileiros faziam no final dos anos 70, início dos 80.

Outra grande atração da exposição é a maravilhosa porta do banheiro do estúdio de Jack Stewart, professor e artista responsável por documentar e divulgar todo o movimento do graffiti. Durante o processo de criação do seu famoso livro ‘Subway Graffiti: an aesthetic study of graffiti” Stewart entrevistou todos os grandes artístas da época em seu estúdio e a porta de seu banheiro transformou-se em uma verdadeira relíquia da street art mundial, pois reúne 190 assinaturas e tags de 80 dos mais famosos artístas.

Mas ao lado de tanta história, a grande sensação da mostra é paulistana da gema. Com direito a destaque na fachada do fashion prédio da Cartier, work shop para interessados e seções de cinema com vídeos específicos, o que mais atrai o público e gera debate e discussão é a pixacão, que os franceses explicam como termo brasileiro para um tipo de graffitti único em São Paulo.

O pixador convidado foi Djan Ivson da Silva, a.k.a, Cripta, que além da fachada, pixou várias paredes do interior da exposição. Cripta, aliás, foi quem auxiliou João Wainer e Roberto T. Oliveira, no espetacular documentário “Pixo”, que lota a sala de exibição da Fundacão Cartir toda vez que passa. A reação do público às escaladas espetaculares e às cenas de prisão de pixadores é sensacional.

O debate sobre o estilo verdadeiro e “roots” da nova arte que nasce em São Paulo, da sua veia selvagem e por isso mesmo autêntica e da busca pela visibilidade, contagia todos os que passam pela exposição. Jovens, idosos, moradores de Paris, turistas, aficcionados por arte ou curiosos, todos tentam entender esse movimento impressionante que toma conta das ruas e das fachadas dos prédios da capital paulista.

Ao ver tudo isso acontecer foi impossível não sentir uma mistura de orgulho e frustracão. Orgulho pois trata-se de um assunto muito próximo e cotidiano sendo debatido em alto nível dentro de uma respeitável fundação de apoio à arte. Frustração pois sei o quão distante dessa realidade estamos na terra em que todo esse movimento acontece. Em São Paulo, cidade que cada vez mais se afirma como berço de nova arte contemporânea, o poder público e as fundações privadas ainda não olharam como deveriam para a nova arte que todo dia ferve em nosso underground. A Prefeitura ainda apaga obras de OsGemeos, por exemplo.

Acima, foto da fachada com pixo de Crita. Abaixo, as paredes das escadas da Fundação também pixadas.




fonte: Revista TRIP

quarta-feira, 18 de março de 2009

Pop Art

Retratos feitos por Andy Warhol ganham grande exposição em Paris


Andy Warhol vai a Paris numa grande exposição de retratos de celebridades, sua marca registrada. Mas uma imagem famosa de Yves Saint Laurent ficará faltando em função de uma disputa em torno da categoria do falecido estilista: artista ou criador de moda.

A exposição "Warhol's Wide World", que será aberta esta semana, traz cerca de 140 dos mais ou menos mil retratos de atores, atrizes e personalidades diversas do "jet set" feitas pelo "Papa do Pop" entre os anos 1960 e sua morte, em 1987.



Baseados em fotos existentes ou criadas com uma câmera Polaroid feita sob medida para ele, os retratos criados por Warhol, com cores estridentes, de Marilyn Monroe, Jacqueline Kennedy ou Saint Laurent viraram ícones no moderno culto às celebridades.

Ao lado de suas imagens de latas de sopa Campbell's, estão entre as mais conhecidas da arte moderna, e a expectativa é que a exposição seja uma das maiores do ano.

Warhol observou certa vez que gostaria que todos seus retratos fossem colocados lado a lado para formar uma grande pintura intitulada "Retratos da Sociedade", e o curador da exposição, Alain Cueff, lamentou que teria sido impraticável fazê-lo.



Mas o Grand Palais, um espaço enorme criado para a Exposição Mundial de 1900, foi forrada de retratos de alguns dos rostos mais famosos do século passado, desde astros como Marilyn Monroe ou Mick Jagger até artistas como Man Ray e estilistas como Giorgio Armani.

A exposição também inclui vários retratos encomendados -- por 25 mil dólares cada -- por indivíduos ricos que, nas palavras do catálogo da exposição, queriam "brilhar com a aura da genialidade de Warhol".

A série de retratos de Saint Laurent feita em 1974, que seria pendurada na seção "Glamour", perto de Armani e outros estilistas como Sonia Rykiel, estava sendo prevista para ser uma das atrações principais da exposição. Mas ela foi retirada no último instante pelo ex-parceiro do estilista, Pierre Bergé.



"Expor os retratos de Yves Saint Laurent com personalidades do mundo da moda, mesmo que algumas delas tenham talento, teria sido impensável", explicou Bergé em carta ao jornal Le Monde na semana passada. "Colocar Saint Laurent na seção 'glamour' seria demonstrar desrespeito por sua obra, misturando-o aos 'beautiful people'", escreveu Bergé.

A polêmica apimentou a exposição, que está prevista para atrair grandes multidões para o mesmo espaço no qual, no mês passado, foi leiloada a monumental coleção de arte de Saint Laurent. A exposição será aberta no Grand Palais em 18 de março e ficará até 13 de julho.


fonte:Reuters

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Outros tempos

Paris expõe obras eróticas escondidas por 150 anos


A Bibliothèque nationale de France (Biblioteca nacional da França) (BnF), em Paris, traz pela primeira vez uma exposição de livros e gravuras que foram mantidos escondidos do público durante mais de 150 anos devido ao seu conteúdo considerado altamente erótico e imoral.



A mostra "L'Enfer de la Bibliothèque, Eros au secret" (O Inferno da Biblioteca - Eros em Segredo) foi inaugurada nesta terça-feira (dia 4) e aborda cinco séculos de erotismo em textos, desenhos e fotografias.

O "Inferno" era o nome do código criado pela biblioteca, em 1844, para catalogar obras consideradas libertinas e obscenas. Elas eram mantidas em um acervo de livros raros, e, para consultá-las, era necessário submeter o pedido a um comitê examinador.



"A decisão de impedir o acesso aos livros eróticos não era do poder público e sim dos próprios bibliotecários. No século 19, a BNF se tornou um local público para leitura e, como existia um certo puritanismo, as pessoas queriam evitar que livros ousados circulassem por todas as mãos", diz Marie-Françoise Quignard, uma das curadores da exposição.

Em 1969, pouco tempo depois da revolução estudantil de maio de 1968, o "Inferno" da BNF, como acervo de obras "proibidas", foi extinto. Mas o nome "Inferno" foi mantido para identificar obras eróticas.



Em 1983, as restrições que dificultavam a consulta das obras foram suspensas. Mas, para o grande público, a maior parte dos desenhos e textos continuaram desconhecidos.



"Demoiselles" de Paris

O "Inferno", hoje, reúne cerca de duas mil obras literárias. As imagens mais antigas datam do século 16, mas há também obras recentes, como um livro de Pierre Bourgeade, ilustrado com fotografias de Joël Leick, editado em 2000 e catalogado no "inferno" com o número 2018.



Entre as várias curiosidades da mostra, está uma espécie de guia das "demoiselles" (senhoritas) de Paris, com endereços e especialidades das prostitutas, datado de 1791.

Com uma decoração em tons de rosa e de vermelho, a mostra traz diferentes períodos da história literária e social da França.

Uma parte da exposição é dedicada a personagens de romances. No século 17 e sobretudo no 18, considerado o "século da libertinagem", vários escritores escreviam sob pseudônimos para evitar serem levados à Justiça por atentado ao pudor.

No século 19, obras como "As Flores do Mal", de Charles Baudelaire, que causou grande escândalo no país, e textos de Prosper Merimée e Paul Verlaine passam a integrar o "inferno" da BNF, ao lado das primeiras fotos pornográficas.

Outra parte da mostra se concentra em obras aos autores do século 20, como Guillaume Apollinaire, Louis Aragon e Jean Genet.



A exposição, que é proibida aos menores de 16 anos, fica aberta até 2 de março de 2008.


fonte:BBC Brasil

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segunda-feira, 5 de março de 2007

Semana de Paris

Bolsas, botas e nós











fonte:UOL
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