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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Desacorrentadas
por Marta Medeiros

O amor liberta? De certa forma, sim. Amar faz você despreder-se da razão, incorporar novos hábitos, expandir seus sentimentos, invadir recantos da sua alma nunca antes explorados.
De fato, é bem poético e libertador amar.
Mas tem seus contratempos, lógico. A convivência entre duas pessoas nem sempre é um mar de calmaria, muitas concessões necessitam ser feitas, ou seja, alma gêmea não existe, é conversa pra boi dormir. Ainda assim, é melhor estar amando do que não estar amando. Ao menos até uma determinada idade.
Circulam por aí reportagens que enaltecem o amor aos 70, 80 anos, dizendo que nunca devemos encerrar as buscas, que o amor merece ser encontrado em qualquer etapa da vida. Merece, mas tenho ressalvas a fazer.
Se você alcançou uma certa longevidade e tem um parceiro bacana, mantenha-o, claro. Mas se você está sozinha da silva, já teve vários bons romances na vida e está em paz com a sua solidão, vai procurar sarna pra se coçar a troco de quê?
Há duas mulheres famosas na faixa dos 60 anos que, depois de amarem muito, já manifestaram publicamente a sua desistência de seguir procurando companhia (ainda que eu intua que esse desprendimento ainda vai lhes proporcionar novas surpresas amorosas).
Mas, enfim, são mulheres inteligentes e bem resolvidas, e essa postura de “largar de mão” me inspirou: pretendo seguir a mesma cartilha. Não que eu colecione desilusões, pelo contrário. Não tenho do que me queixar. Já vivi o lado zen e o lado tsunâmico do amor, e o saldo é de puro prazer e gratidão. Sou totalmente pró-amor, nem penso em aposentadoria agora. Mas o agora vai se transformar em depois, e depois é outra história.
Estou sem a menor pressa de que o tempo passe, mas vai passar e quando eu chegar nos meus 60 e tantos, bem saudável, independente e mantendo o espírito da juventude (estão rindo do quê?), pretendo curtir a vida mais do que já curto hoje. E não haverá problema em estar sozinha, caso estiver. Quem tem amigos, não se aperta. Ainda mais quando são amigos de diversas áreas, diversas idades, gente com a cabeça aberta, o humor tinindo, bem informados - existe turma melhor? Depois de uma noitada regada a ótimas conversas, você pega sua bolsa e volta pra casa, pega seu livro, se esparrama na cama e dorme até a hora que quiser, se for final de semana - e se não for, também.
Além de amigos, ter algum dinheiro é importante, lamento tocar nesse assunto desagradável. É ele que possibilitará que você viaje, vá a shows, receba gente querida em casa, se presenteie com pequenos mimos. Sim, você pode fazer tudo isso com um parceiro ao lado, mas não na hora que você bem entender e sem dar satisfações. Tudo terá que ser negociado.
E será preciso abrir espaço na agenda para os amigos dele, a família dele, as carências dele, as doenças dele, as galinhagens dele. Será que, maduríssima da silva, terei tempo e paciência para me dedicar tanto assim à manutenção de uma relação nova?
Sem falar em continuar tendo que se preocupar com o próprio corpo, com as artimanhas da sedução, com o sexo. Ai, o sexo... Sentirei saudades.
Poético e libertador é pensar que nunca estarei sem ninguém, porque chega uma hora em que a gente decide que é alguém, e basta.
. . .
Um dia eu me liberto! Mas será que vou querer me libertar? Daqui há muitos anos, eu conto.
fonte:Revista de Domingo do jornal O Globo

O amor liberta? De certa forma, sim. Amar faz você despreder-se da razão, incorporar novos hábitos, expandir seus sentimentos, invadir recantos da sua alma nunca antes explorados.
De fato, é bem poético e libertador amar.
Mas tem seus contratempos, lógico. A convivência entre duas pessoas nem sempre é um mar de calmaria, muitas concessões necessitam ser feitas, ou seja, alma gêmea não existe, é conversa pra boi dormir. Ainda assim, é melhor estar amando do que não estar amando. Ao menos até uma determinada idade.
Circulam por aí reportagens que enaltecem o amor aos 70, 80 anos, dizendo que nunca devemos encerrar as buscas, que o amor merece ser encontrado em qualquer etapa da vida. Merece, mas tenho ressalvas a fazer.
Se você alcançou uma certa longevidade e tem um parceiro bacana, mantenha-o, claro. Mas se você está sozinha da silva, já teve vários bons romances na vida e está em paz com a sua solidão, vai procurar sarna pra se coçar a troco de quê?
Há duas mulheres famosas na faixa dos 60 anos que, depois de amarem muito, já manifestaram publicamente a sua desistência de seguir procurando companhia (ainda que eu intua que esse desprendimento ainda vai lhes proporcionar novas surpresas amorosas).
Mas, enfim, são mulheres inteligentes e bem resolvidas, e essa postura de “largar de mão” me inspirou: pretendo seguir a mesma cartilha. Não que eu colecione desilusões, pelo contrário. Não tenho do que me queixar. Já vivi o lado zen e o lado tsunâmico do amor, e o saldo é de puro prazer e gratidão. Sou totalmente pró-amor, nem penso em aposentadoria agora. Mas o agora vai se transformar em depois, e depois é outra história.
Estou sem a menor pressa de que o tempo passe, mas vai passar e quando eu chegar nos meus 60 e tantos, bem saudável, independente e mantendo o espírito da juventude (estão rindo do quê?), pretendo curtir a vida mais do que já curto hoje. E não haverá problema em estar sozinha, caso estiver. Quem tem amigos, não se aperta. Ainda mais quando são amigos de diversas áreas, diversas idades, gente com a cabeça aberta, o humor tinindo, bem informados - existe turma melhor? Depois de uma noitada regada a ótimas conversas, você pega sua bolsa e volta pra casa, pega seu livro, se esparrama na cama e dorme até a hora que quiser, se for final de semana - e se não for, também.
Além de amigos, ter algum dinheiro é importante, lamento tocar nesse assunto desagradável. É ele que possibilitará que você viaje, vá a shows, receba gente querida em casa, se presenteie com pequenos mimos. Sim, você pode fazer tudo isso com um parceiro ao lado, mas não na hora que você bem entender e sem dar satisfações. Tudo terá que ser negociado.
E será preciso abrir espaço na agenda para os amigos dele, a família dele, as carências dele, as doenças dele, as galinhagens dele. Será que, maduríssima da silva, terei tempo e paciência para me dedicar tanto assim à manutenção de uma relação nova?
Sem falar em continuar tendo que se preocupar com o próprio corpo, com as artimanhas da sedução, com o sexo. Ai, o sexo... Sentirei saudades.
Poético e libertador é pensar que nunca estarei sem ninguém, porque chega uma hora em que a gente decide que é alguém, e basta.
Um dia eu me liberto! Mas será que vou querer me libertar? Daqui há muitos anos, eu conto.
fonte:Revista de Domingo do jornal O Globo
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terça-feira, 14 de julho de 2009
Sudanesas são chicoteadas por usarem calças
Um grupo de mulheres sudanesas foi preso e recebeu chicotadas como punição por usar calças em público na capital, Cartum, segundo uma jornalista que foi presa junto com o grupo.
Lubna Ahmed al-Hussein, que afirma que foi condenada a 40 chicotadas, informou que ela e outras 12 mulheres que usavam calças e blusas foram detidas em um restaurante da cidade.
Segundo a jornalista, várias mulheres do grupo admitiram serem culpadas da acusação de se vestir "de forma indecente" e receberam dez chicotadas imediatamente.
Al-Hussein afirmou que um grupo de entre 20 e 30 policiais entrou de repente em um dos restaurantes mais populares de Cartum e "escolheu apenas garotas que usavam calças. Éramos cerca de 12 ou 13".
"Na delegacia eles libertaram aquelas que usavam calças mais largas ou cujas blusas foram consideradas longas o bastante. Na delegacia encontramos outras garotas do sul (do país), aguardando julgamento, elas eram cristãs e três delas tinham menos de 18 anos."
"As meninas foram sentenciadas a dez chicotadas para cada uma e a sentença foi executada imediatamente", afirmou.
A jornalista afirmou que muitas se declararam culpadas apenas para "acabar logo com isso", mas outras - incluindo ela - escolheram chamar seus advogados e esperar o julgamento.
De acordo com a lei islâmica em vigor no norte do Sudão, onde se encontra a capital, a punição a mulheres que se vestem "de forma indecente" é 40 chicotadas.
Segundo as leis do país, sudaneses que não são muçulmanos não são obrigados a seguir a lei islâmica mesmo na capital ou no norte do país, onde predomina o islamismo.
Críticas
Lubna Ahmed al-Hussein é uma jornalista sudanesa conhecida por suas críticas ao governo do país. Ela é autora de uma coluna semanal para jornais do país, chamada Kalam Rijal, que, na tradução literal significa "Conversa de Homem", uma referência satírica a uma expressão parecida em árabe coloquial, que se refere ao que as mulheres falam como algo risível e não confiável.
A jornalista disse à BBC que contratou um advogado que conseguiu enviar o processo contra ela de volta à promotoria. E também afirmou que imprimiu centenas de convites para o julgamento para que o povo sudanês possa ver o que acontece com as mulheres.
Antes de comparecer à corte, al-Hussein afirmou que o problema que ela enfrenta é também o problema de centenas de mulheres que são chicoteadas todos os dias devido às roupas que usam.
A jornalista escreveu que estas mulheres saem dos julgamentos com um sentimento de vergonha e toda a família da mulher é tratada como pária.
De acordo com o analista da BBC para o mundo árabe Magdi Abdelhadi, o Sudão tem uma sociedade conservadora que condena mulheres que desobedecem os costumes islâmicos.
A lei islâmica foi introduzida pelo ex-presidente Jaffar Al Numeri há cerca de 30 anos e, desde então, causa polêmica no país, especialmente na região sul do Sudão, que é cristã.
fonte: BBC Brasil
Lubna Ahmed al-Hussein, que afirma que foi condenada a 40 chicotadas, informou que ela e outras 12 mulheres que usavam calças e blusas foram detidas em um restaurante da cidade.
Segundo a jornalista, várias mulheres do grupo admitiram serem culpadas da acusação de se vestir "de forma indecente" e receberam dez chicotadas imediatamente.
Al-Hussein afirmou que um grupo de entre 20 e 30 policiais entrou de repente em um dos restaurantes mais populares de Cartum e "escolheu apenas garotas que usavam calças. Éramos cerca de 12 ou 13".
"Na delegacia eles libertaram aquelas que usavam calças mais largas ou cujas blusas foram consideradas longas o bastante. Na delegacia encontramos outras garotas do sul (do país), aguardando julgamento, elas eram cristãs e três delas tinham menos de 18 anos."
"As meninas foram sentenciadas a dez chicotadas para cada uma e a sentença foi executada imediatamente", afirmou.
A jornalista afirmou que muitas se declararam culpadas apenas para "acabar logo com isso", mas outras - incluindo ela - escolheram chamar seus advogados e esperar o julgamento.
De acordo com a lei islâmica em vigor no norte do Sudão, onde se encontra a capital, a punição a mulheres que se vestem "de forma indecente" é 40 chicotadas.
Segundo as leis do país, sudaneses que não são muçulmanos não são obrigados a seguir a lei islâmica mesmo na capital ou no norte do país, onde predomina o islamismo.
Críticas
Lubna Ahmed al-Hussein é uma jornalista sudanesa conhecida por suas críticas ao governo do país. Ela é autora de uma coluna semanal para jornais do país, chamada Kalam Rijal, que, na tradução literal significa "Conversa de Homem", uma referência satírica a uma expressão parecida em árabe coloquial, que se refere ao que as mulheres falam como algo risível e não confiável.
A jornalista disse à BBC que contratou um advogado que conseguiu enviar o processo contra ela de volta à promotoria. E também afirmou que imprimiu centenas de convites para o julgamento para que o povo sudanês possa ver o que acontece com as mulheres.
Antes de comparecer à corte, al-Hussein afirmou que o problema que ela enfrenta é também o problema de centenas de mulheres que são chicoteadas todos os dias devido às roupas que usam.
A jornalista escreveu que estas mulheres saem dos julgamentos com um sentimento de vergonha e toda a família da mulher é tratada como pária.
De acordo com o analista da BBC para o mundo árabe Magdi Abdelhadi, o Sudão tem uma sociedade conservadora que condena mulheres que desobedecem os costumes islâmicos.
A lei islâmica foi introduzida pelo ex-presidente Jaffar Al Numeri há cerca de 30 anos e, desde então, causa polêmica no país, especialmente na região sul do Sudão, que é cristã.
fonte: BBC Brasil
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Mulheres são mais confiáveis
Por que é melhor dar empréstimos para as mulheres
Ajudar mais a mulher dá melhores resultados, e a Espanha aderiu a essa doutrina com vontade de liderar a cooperação de gênero. Três décadas depois, a intuição de Muhammad Yunus, o homem que decidiu que 95% dos beneficiários de seu banco para pobres seriam mulheres, se transformou em um princípio universal que rege as políticas de ajuda ao desenvolvimento de organismos como a ONU ou o Banco Mundial: "Elas são melhores lutadoras contra a pobreza que os homens", afirma Yunus. A descoberta lhe valeu um Prêmio Nobel da Paz (2006) e a possibilidade de dizer, 30 anos depois, que conseguiu tirar da pobreza 6 milhões de pessoas.

"São as mais pobres entre os pobres. E estão desesperadas para cuidar adequadamente de seus filhos. Os homens não estão ao lado dos filhos em tempos de crise. Elas sim. Têm mais razões para sair da pobreza, seus filhos", afirma Yunus.
Sete em cada dez pessoas que têm fome atualmente no mundo são mulheres, segundo a ONU. Elas realizam mais de dois terços do trabalho não-remunerado, isto é, o equivalente a US$ 11 bilhões, segundo o Pnud, mas só recebem 10% das receitas e possuem 1% dos meios de produção. São as mais afetadas pela pobreza e ao mesmo tempo as que têm mais possibilidades de combatê-la, porque acima de tudo são administradores do lar, as que cuidam do bem-estar dos filhos, futuras gerações de pobres e analfabetos... ou não.
Quando Yunus implementou em 1976, com apenas US$ 27, sua idéia do banco para pobres, observou que a primeira coisa que as mulheres de Bangladesh faziam quando tinham renda era recuperar seus filhos das casas dos ricos onde os haviam deixado trabalhando em troca de comida. A segunda coisa era enviá-los para o colégio.
"A igualdade entre homens e mulheres é um fator fundamental para lutar de forma eficaz e sustentável contra a pobreza", diz a Declaração de Objetivos do Milênio da ONU. A Espanha pretende defender esse novo enfoque da ajuda ao desenvolvimento. A vice-primeira-ministra María Teresa Fernández de la Vega anunciou no terceiro Encontro Hispano-Africano de Mulheres que a Espanha promoverá a criação de um fundo de gênero na ONU para financiar políticas de igualdade. Nesta legislatura, o governo espanhol aumentou em 400% a cooperação destinada a mulheres e a Espanha já é o terceiro doador de microcréditos do mundo, atrás do Banco Mundial e da Alemanha.
"Em quase todas as culturas as mulheres, especialmente as pobres, são cidadãs de segunda classe. Esse é o poder do microcrédito: põe o poder em forma de dinheiro diretamente nas mãos das mulheres", explica Sam Daley-Harris, diretor de um movimento de microfinanciamento do qual se beneficiaram 100 milhões de famílias pobres em todo o mundo.
"Quando o empréstimo entra em uma família através da mulher, os benefícios vão diretamente para o bem-estar de toda a família: as crianças vão para o colégio, comem melhor, o telhado é consertado... Quando se trata de um homem, há muitas possibilidades de que acabe em bebida", acrescentou Daley-Harris. A mesma tese é defendida por Rosahneh Zafar, discípula de Yunus e presidente da Fundação Kashf (milagre) de Bangladesh, com 260 mil beneficiárias de microcréditos: "Se uma mulher ganha um dólar, gasta 70% em sua família. Um homem lhe dedica 30%", explica a secretária de Estado de Cooperação, Leire Pajín.
Mas a fórmula enfrenta o pior desafio de sua história: a alta do preço dos alimentos. "Se em cinco anos tiramos da pobreza 50 milhões de pessoas através de microcréditos, agora 25 milhões voltarão a ser pobres porque o preço de sua matéria-prima triplicou e suas receitas, não", lamentou Zafar. Yunus também não está otimista: "É muito grave. Representa uma pressão enorme sobre os mutuários, porque suas receitas aumentam pouco a pouco, mas o preço dos alimentos sobe muito rápido. Mas o pior é que não é algo passageiro".
Há vários programas como o Fundo de Concessão de Microcréditos à mulheres, na Espanha, a Fundação Interamericana, no México e outros. Mas implantar esses programas não é fácil, conforme o país. "Esse trabalho deve partir da consciência que as próprias mulheres têm de seus direitos em cada país, para que não seja uma ingerência cultural", explica Juana Bengoa, porta-voz de gênero da Coordenadora de ONG de Desenvolvimento. De la Vega se declarou horrorizada depois de se hospedar com um homem e suas três mulheres no Níger. Mas o texto e o propósito do encontro, a Declaração de Niamey, foi assinada sem uma só palavra de condenação à poligamia.
fonte:El País

"São as mais pobres entre os pobres. E estão desesperadas para cuidar adequadamente de seus filhos. Os homens não estão ao lado dos filhos em tempos de crise. Elas sim. Têm mais razões para sair da pobreza, seus filhos", afirma Yunus.
Sete em cada dez pessoas que têm fome atualmente no mundo são mulheres, segundo a ONU. Elas realizam mais de dois terços do trabalho não-remunerado, isto é, o equivalente a US$ 11 bilhões, segundo o Pnud, mas só recebem 10% das receitas e possuem 1% dos meios de produção. São as mais afetadas pela pobreza e ao mesmo tempo as que têm mais possibilidades de combatê-la, porque acima de tudo são administradores do lar, as que cuidam do bem-estar dos filhos, futuras gerações de pobres e analfabetos... ou não.
Quando Yunus implementou em 1976, com apenas US$ 27, sua idéia do banco para pobres, observou que a primeira coisa que as mulheres de Bangladesh faziam quando tinham renda era recuperar seus filhos das casas dos ricos onde os haviam deixado trabalhando em troca de comida. A segunda coisa era enviá-los para o colégio.
"A igualdade entre homens e mulheres é um fator fundamental para lutar de forma eficaz e sustentável contra a pobreza", diz a Declaração de Objetivos do Milênio da ONU. A Espanha pretende defender esse novo enfoque da ajuda ao desenvolvimento. A vice-primeira-ministra María Teresa Fernández de la Vega anunciou no terceiro Encontro Hispano-Africano de Mulheres que a Espanha promoverá a criação de um fundo de gênero na ONU para financiar políticas de igualdade. Nesta legislatura, o governo espanhol aumentou em 400% a cooperação destinada a mulheres e a Espanha já é o terceiro doador de microcréditos do mundo, atrás do Banco Mundial e da Alemanha.
"Em quase todas as culturas as mulheres, especialmente as pobres, são cidadãs de segunda classe. Esse é o poder do microcrédito: põe o poder em forma de dinheiro diretamente nas mãos das mulheres", explica Sam Daley-Harris, diretor de um movimento de microfinanciamento do qual se beneficiaram 100 milhões de famílias pobres em todo o mundo.
"Quando o empréstimo entra em uma família através da mulher, os benefícios vão diretamente para o bem-estar de toda a família: as crianças vão para o colégio, comem melhor, o telhado é consertado... Quando se trata de um homem, há muitas possibilidades de que acabe em bebida", acrescentou Daley-Harris. A mesma tese é defendida por Rosahneh Zafar, discípula de Yunus e presidente da Fundação Kashf (milagre) de Bangladesh, com 260 mil beneficiárias de microcréditos: "Se uma mulher ganha um dólar, gasta 70% em sua família. Um homem lhe dedica 30%", explica a secretária de Estado de Cooperação, Leire Pajín.
Mas a fórmula enfrenta o pior desafio de sua história: a alta do preço dos alimentos. "Se em cinco anos tiramos da pobreza 50 milhões de pessoas através de microcréditos, agora 25 milhões voltarão a ser pobres porque o preço de sua matéria-prima triplicou e suas receitas, não", lamentou Zafar. Yunus também não está otimista: "É muito grave. Representa uma pressão enorme sobre os mutuários, porque suas receitas aumentam pouco a pouco, mas o preço dos alimentos sobe muito rápido. Mas o pior é que não é algo passageiro".
Há vários programas como o Fundo de Concessão de Microcréditos à mulheres, na Espanha, a Fundação Interamericana, no México e outros. Mas implantar esses programas não é fácil, conforme o país. "Esse trabalho deve partir da consciência que as próprias mulheres têm de seus direitos em cada país, para que não seja uma ingerência cultural", explica Juana Bengoa, porta-voz de gênero da Coordenadora de ONG de Desenvolvimento. De la Vega se declarou horrorizada depois de se hospedar com um homem e suas três mulheres no Níger. Mas o texto e o propósito do encontro, a Declaração de Niamey, foi assinada sem uma só palavra de condenação à poligamia.
fonte:El País
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quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Homem-cilada
Os meninos que visitam meu blog, provavelmente pensarão em me esganar - não literalmente falando - mas peço um pouquinho de sua compreensão, porque há jovenzinhas ingênuas que andam por aqui e por ali, umas até passeando neste Nuvens.
O assunto é delicioso, mesmo que seja típico de uma revista feminina qualquer, ninguém resiste à ele, nem que seja para ser contra e falar mal. Eu confesso uma atração pelo assunto "homens", tudo o que eles falam e pensam ou como agem, sempre me interessou e continua me interessando.
O homem-cilada existe e vou logo dizendo que a mulher-cilada também, só que muitas de nós temos um sexto sentido para reconhecer os dois (homens e mulheres) e inclusive tentamos, sem sucesso, avisar a alguns amigos na cilada em que estão se envolvendo, mas sempre somos mau sucedidas, já que o sexto-sentido é coisa que sempre faltou neles, e ouvir amigas falando de namoradas: nem pensar, não é, meninos?
Homem-cilada: não caia nessa!
Em tempos de relacionamentos complicados, parece um sonho deparar com um homem que faz de tudo para conquistar você e demonstra conhecer a alma feminina como poucos. Se estiver fragilizada, então, melhor (para ele): é a presa perfeita. Mas esse conto de fadas não costuma ter um final feliz.
Já aconteceu com você? Bem-vinda ao clube. Todas nós já topamos com um tipo assim. O homem-cilada está em toda parte. E às vezes a própria mulher dá uma forcinha: está tão predisposta a encontrar o parceiro ideal que não enxerga mais nada. Na hora de avaliar um candidato a namorado, é fundamental cuidar da auto-estima. "Valorizar as próprias qualidades e não esperar que o outro venha confirmar o seu valor", traduz a psicóloga Lesley Xavier, do Rio de Janeiro.
O mais doloroso é descobrir que todo mundo ao redor percebia a armadilha, menos, claro, nós mesmas, que deixamos a situação se arrastar por anos - como aconteceu com a secretária Ana Magal, 31 anos, do Rio de Janeiro. Ela manteve um relacionamento com um homem-cilada por quase cinco anos. Sempre que saíam, ele a apresentava como uma simples amiga. "Eu me chateava, mas estava apaixonada demais para terminar." Hoje, Ana desconfia daqueles que se mostram fofos, mas arranjam desculpas para não dar as mãos na rua e se enrolam com explicações para um simples atraso, por exemplo. Se ninguém está a salvo de esbarrar com esses tipos, a boa notícia é que, mesmo se esforçando para não deixar pegadas, eles podem ser reconhecidos a tempo. Conheça os quatro modelos mais comuns no mercado.
O ternura
Logo que conheceu José, em um site de relacionamentos, a professora de educação física Cíntia, 36 anos, ficou encantada. Ele vinha de uma série de namoros complicados e ela tinha a certeza de que nela ele encontraria seu porto seguro. Depois de duas semanas de conversa online, marcaram um encontro. A primeira semana foi um sonho: José era sempre "fofo" e apaixonado. Cíntia conheceu a mãe, o padrasto, o filho e os melhores amigos dele. Mas não freqüentavam juntos locais públicos. "Ele dizia que a ex-mulher o colocara na Justiça porque ele pagava apenas' 10 mil reais de pensão para o filho e havia um mandado de prisão contra ele."
Depois de duas semanas de conversa online, marcaram um encontro. A primeira semana foi um sonho: José era sempre "fofo" e apaixonado. Cíntia conheceu a mãe, o padrasto, o filho e os melhores amigos dele. Mas não freqüentavam juntos locais públicos. "Ele dizia que a ex-mulher o colocara na Justiça porque ele pagava apenas' 10 mil reais de pensão para o filho e havia um mandado de prisão contra ele."
Dicas de como reconhecê-lo: prestem bem a atenção!
Ele é "fofo", aparentemente carente, precisando de colo. Vem com aquela conversa de namoros sofridos ou ex-mulheres vingativas. Se diz um romântico à procura de um grande amor, que não teve sorte nos relacionamentos anteriores. Apresenta a nova "vítima" à família e aos amigos, fazendo-a sentir-se acolhida e segura.
O perfeito
A secretária capixaba Débora Ferreira, 28 anos, também pensou ter encontrado o homem ideal. Ele era gentil, trabalhador, carinhoso, dedicado... "Como falávamos em um futuro juntos, comecei a procurar apartamento e a pensar na data para o casamento. Foi quando ele mudou", diz. O moço passou a chegar tarde nos encontros e a repetir comentários como "muitos relacionamentos acabam antes de chegar ao altar". Ele foi esfriando e parou de se preocupar com os sentimentos dela. A perfeição era uma farsa: "Ele só queria viver experiências novas", descobriu Débora.
A jornalista Ana Kalyne, 40 anos, também caiu no laço do homem perfeito. "Ele fez de tudo para me conquistar: mandou flores, me levou aos melhores lugares, trouxe presentes lindos." Para completar, falava que queria casar e até chorava quando Ana dizia não querer a mesma coisa. "Depois de um tempo, cheguei mesmo a considerar a possibilidade de me casar." Afinal, que mulher não gosta de homens estáveis, inteligentes e, ainda por cima, aparentemente apaixonados? "Eles têm sempre na ponta da língua frases do tipo: 'Você é a mulher da minha vida'." Parecem ter a idéia fixa da conquista, mas quando ela acontece... se mandam. Foi assim com Ana. Hoje, ela está namorando e feliz. O eleito passa longe do estilo perfeito.
Como reconhecê-lo: importantíssimo, porque esse é irresistível!
É um sujeito que, de cara, demonstra ter todas as qualidades valorizadas pelas mulheres. É gentil, elegante, dá presentes. Geralmente, ele se declara logo na primeira semana, se expressa com facilidade, olha nos seus olhos e faz comentários que toda mulher gosta de ouvir, como elogiar o novo corte de cabelo.
O sincero
Esse faz o gênero franco. Deixa claro que não quer nada sério, mas garante que tamanha sinceridade é em respeito aos sentimentos da mulher. A fisioterapeuta Denise, 27 anos, caiu nessa conversa. A convite de um casal de amigos, foi à casa de um desses homens sinceros.
Era um lugar elegante, como o dono da casa. Ele serviu um jantar acompanhado pelos melhores vinhos e discorreu sobre a arte da degustação. Quando deu por si, Denise estava aos beijos e abraços com o moço. Foram para a cama na mesma noite e tiveram uma transa fantástica. No dia seguinte, ela acordou com um café-da-manhã e, ao chegar em casa, recebeu uma mensagem dele. "Para mim, estava claro que haveria uma continuidade."
Mas, passada uma semana, nenhum sinal do moço. O amigo em comum explicou que ele tinha acabado de se separar da mulher e estava se adaptando à vida de solteiro. "Eu me agarrei àquela explicação para justificar o sumiço dele e aproveitei a primeira oportunidade para encontrá-lo de novo." Na segunda vez, o sexo foi ainda mais explosivo. Mas, quando terminou, ele confessou que não queria nada sério com ninguém. "Eu não podia acreditar, tinha certeza de que ia dar certo." Era engano. Depois disso, o moço passou a evitá-la. "Vi que ele não queria nada mesmo. Pelo menos, não comigo."
Como reconhecê-lo: esse sim, cuidado, estraçalha um coração!
Ele é direto: não faz declarações nem perde tempo com presentinhos e bilhetes românticos. Vai logo ao ponto: quer levá-la para a cama. Obviamente, não diz isso com palavras, mas deixa claro por sua maneira de agir. Tudo é muito rápido: ele arma o cenário de sedução e dá o bote, porque quer estar livre e pronto para outra.
O vampiro
A hostess Patrícia, 27 anos, conheceu um candidato a namorado em um site de relacionamento. Marcaram um encontro em um bar. Nem bem se sentaram, o moço passou a desfiar um rosário de lamentações: as dificuldades no trabalho e quanto ele dava duro na vida. Foi assim a noite inteira. Ao pedirem a conta, ele começou uma conversa sobre a divisão das despesas. "Eu disse que, no primeiro encontro, ele deveria pagar por uma questão de cavalheirismo." A contragosto, ele pagou a conta. Ao deixar Patrícia em casa, perguntou quando iriam se encontrar de novo. Ela riu, mas nunca mais atendeu a nenhum telefonema dele. "Vi que era totalmente roubada."
O homem-vampiro suga a mulher. Muitos são possessivos e ciumentos. A funcionária pública Karina, 32 anos, namorou um tipo assim por três meses. "Ele controlava meus e-mails, me fez tirar minha página no Orkut e proibiu o MSN", conta. Tinha ciúmes de tudo e de todos, dos amigos aos familiares de Karina. Ela descontava a frustração comendo sem parar, e o namorado fazia comentários maldosos sobre os 5 quilos que Karina tinha ganhado. Mesmo com a auto-estima em baixa, um dia a ficha caiu: "Eu estava fazendo análise e as sessões me ajudaram a perceber porque vivia tão infeliz. Aquele sujeito estava me sugando".
Como reconhecê-lo: esse é fácil, ninguém agüenta um cara chato e duro!
É do tipo nervoso, agitado, inseguro, sempre com medo de ser traído. Gosta de vigiar todos os passos da pessoa com quem está saindo e tenta isolá-la do contato com os amigos e a família. Vive reclamando da vida. Quase nunca tem dinheiro, mas não faltam boas desculpas para pedir para você pagar a conta.
fonte:Revista Cláudia
ilustrações: Caco Galhardo
O assunto é delicioso, mesmo que seja típico de uma revista feminina qualquer, ninguém resiste à ele, nem que seja para ser contra e falar mal. Eu confesso uma atração pelo assunto "homens", tudo o que eles falam e pensam ou como agem, sempre me interessou e continua me interessando.
O homem-cilada existe e vou logo dizendo que a mulher-cilada também, só que muitas de nós temos um sexto sentido para reconhecer os dois (homens e mulheres) e inclusive tentamos, sem sucesso, avisar a alguns amigos na cilada em que estão se envolvendo, mas sempre somos mau sucedidas, já que o sexto-sentido é coisa que sempre faltou neles, e ouvir amigas falando de namoradas: nem pensar, não é, meninos?
Em tempos de relacionamentos complicados, parece um sonho deparar com um homem que faz de tudo para conquistar você e demonstra conhecer a alma feminina como poucos. Se estiver fragilizada, então, melhor (para ele): é a presa perfeita. Mas esse conto de fadas não costuma ter um final feliz.
Já aconteceu com você? Bem-vinda ao clube. Todas nós já topamos com um tipo assim. O homem-cilada está em toda parte. E às vezes a própria mulher dá uma forcinha: está tão predisposta a encontrar o parceiro ideal que não enxerga mais nada. Na hora de avaliar um candidato a namorado, é fundamental cuidar da auto-estima. "Valorizar as próprias qualidades e não esperar que o outro venha confirmar o seu valor", traduz a psicóloga Lesley Xavier, do Rio de Janeiro.
O mais doloroso é descobrir que todo mundo ao redor percebia a armadilha, menos, claro, nós mesmas, que deixamos a situação se arrastar por anos - como aconteceu com a secretária Ana Magal, 31 anos, do Rio de Janeiro. Ela manteve um relacionamento com um homem-cilada por quase cinco anos. Sempre que saíam, ele a apresentava como uma simples amiga. "Eu me chateava, mas estava apaixonada demais para terminar." Hoje, Ana desconfia daqueles que se mostram fofos, mas arranjam desculpas para não dar as mãos na rua e se enrolam com explicações para um simples atraso, por exemplo. Se ninguém está a salvo de esbarrar com esses tipos, a boa notícia é que, mesmo se esforçando para não deixar pegadas, eles podem ser reconhecidos a tempo. Conheça os quatro modelos mais comuns no mercado.
O ternura
Logo que conheceu José, em um site de relacionamentos, a professora de educação física Cíntia, 36 anos, ficou encantada. Ele vinha de uma série de namoros complicados e ela tinha a certeza de que nela ele encontraria seu porto seguro. Depois de duas semanas de conversa online, marcaram um encontro. A primeira semana foi um sonho: José era sempre "fofo" e apaixonado. Cíntia conheceu a mãe, o padrasto, o filho e os melhores amigos dele. Mas não freqüentavam juntos locais públicos. "Ele dizia que a ex-mulher o colocara na Justiça porque ele pagava apenas' 10 mil reais de pensão para o filho e havia um mandado de prisão contra ele." Depois de duas semanas de conversa online, marcaram um encontro. A primeira semana foi um sonho: José era sempre "fofo" e apaixonado. Cíntia conheceu a mãe, o padrasto, o filho e os melhores amigos dele. Mas não freqüentavam juntos locais públicos. "Ele dizia que a ex-mulher o colocara na Justiça porque ele pagava apenas' 10 mil reais de pensão para o filho e havia um mandado de prisão contra ele."
Dicas de como reconhecê-lo: prestem bem a atenção!
Ele é "fofo", aparentemente carente, precisando de colo. Vem com aquela conversa de namoros sofridos ou ex-mulheres vingativas. Se diz um romântico à procura de um grande amor, que não teve sorte nos relacionamentos anteriores. Apresenta a nova "vítima" à família e aos amigos, fazendo-a sentir-se acolhida e segura.
O perfeito
A secretária capixaba Débora Ferreira, 28 anos, também pensou ter encontrado o homem ideal. Ele era gentil, trabalhador, carinhoso, dedicado... "Como falávamos em um futuro juntos, comecei a procurar apartamento e a pensar na data para o casamento. Foi quando ele mudou", diz. O moço passou a chegar tarde nos encontros e a repetir comentários como "muitos relacionamentos acabam antes de chegar ao altar". Ele foi esfriando e parou de se preocupar com os sentimentos dela. A perfeição era uma farsa: "Ele só queria viver experiências novas", descobriu Débora.A jornalista Ana Kalyne, 40 anos, também caiu no laço do homem perfeito. "Ele fez de tudo para me conquistar: mandou flores, me levou aos melhores lugares, trouxe presentes lindos." Para completar, falava que queria casar e até chorava quando Ana dizia não querer a mesma coisa. "Depois de um tempo, cheguei mesmo a considerar a possibilidade de me casar." Afinal, que mulher não gosta de homens estáveis, inteligentes e, ainda por cima, aparentemente apaixonados? "Eles têm sempre na ponta da língua frases do tipo: 'Você é a mulher da minha vida'." Parecem ter a idéia fixa da conquista, mas quando ela acontece... se mandam. Foi assim com Ana. Hoje, ela está namorando e feliz. O eleito passa longe do estilo perfeito.
Como reconhecê-lo: importantíssimo, porque esse é irresistível!
É um sujeito que, de cara, demonstra ter todas as qualidades valorizadas pelas mulheres. É gentil, elegante, dá presentes. Geralmente, ele se declara logo na primeira semana, se expressa com facilidade, olha nos seus olhos e faz comentários que toda mulher gosta de ouvir, como elogiar o novo corte de cabelo.
O sincero
Esse faz o gênero franco. Deixa claro que não quer nada sério, mas garante que tamanha sinceridade é em respeito aos sentimentos da mulher. A fisioterapeuta Denise, 27 anos, caiu nessa conversa. A convite de um casal de amigos, foi à casa de um desses homens sinceros.Era um lugar elegante, como o dono da casa. Ele serviu um jantar acompanhado pelos melhores vinhos e discorreu sobre a arte da degustação. Quando deu por si, Denise estava aos beijos e abraços com o moço. Foram para a cama na mesma noite e tiveram uma transa fantástica. No dia seguinte, ela acordou com um café-da-manhã e, ao chegar em casa, recebeu uma mensagem dele. "Para mim, estava claro que haveria uma continuidade."
Mas, passada uma semana, nenhum sinal do moço. O amigo em comum explicou que ele tinha acabado de se separar da mulher e estava se adaptando à vida de solteiro. "Eu me agarrei àquela explicação para justificar o sumiço dele e aproveitei a primeira oportunidade para encontrá-lo de novo." Na segunda vez, o sexo foi ainda mais explosivo. Mas, quando terminou, ele confessou que não queria nada sério com ninguém. "Eu não podia acreditar, tinha certeza de que ia dar certo." Era engano. Depois disso, o moço passou a evitá-la. "Vi que ele não queria nada mesmo. Pelo menos, não comigo."
Como reconhecê-lo: esse sim, cuidado, estraçalha um coração!
Ele é direto: não faz declarações nem perde tempo com presentinhos e bilhetes românticos. Vai logo ao ponto: quer levá-la para a cama. Obviamente, não diz isso com palavras, mas deixa claro por sua maneira de agir. Tudo é muito rápido: ele arma o cenário de sedução e dá o bote, porque quer estar livre e pronto para outra.
O vampiro
A hostess Patrícia, 27 anos, conheceu um candidato a namorado em um site de relacionamento. Marcaram um encontro em um bar. Nem bem se sentaram, o moço passou a desfiar um rosário de lamentações: as dificuldades no trabalho e quanto ele dava duro na vida. Foi assim a noite inteira. Ao pedirem a conta, ele começou uma conversa sobre a divisão das despesas. "Eu disse que, no primeiro encontro, ele deveria pagar por uma questão de cavalheirismo." A contragosto, ele pagou a conta. Ao deixar Patrícia em casa, perguntou quando iriam se encontrar de novo. Ela riu, mas nunca mais atendeu a nenhum telefonema dele. "Vi que era totalmente roubada."O homem-vampiro suga a mulher. Muitos são possessivos e ciumentos. A funcionária pública Karina, 32 anos, namorou um tipo assim por três meses. "Ele controlava meus e-mails, me fez tirar minha página no Orkut e proibiu o MSN", conta. Tinha ciúmes de tudo e de todos, dos amigos aos familiares de Karina. Ela descontava a frustração comendo sem parar, e o namorado fazia comentários maldosos sobre os 5 quilos que Karina tinha ganhado. Mesmo com a auto-estima em baixa, um dia a ficha caiu: "Eu estava fazendo análise e as sessões me ajudaram a perceber porque vivia tão infeliz. Aquele sujeito estava me sugando".
Como reconhecê-lo: esse é fácil, ninguém agüenta um cara chato e duro!
É do tipo nervoso, agitado, inseguro, sempre com medo de ser traído. Gosta de vigiar todos os passos da pessoa com quem está saindo e tenta isolá-la do contato com os amigos e a família. Vive reclamando da vida. Quase nunca tem dinheiro, mas não faltam boas desculpas para pedir para você pagar a conta.
fonte:Revista Cláudia
ilustrações: Caco Galhardo
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segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Por que amamos os homens

A coluna do Paulo Coelho, na Revista de Domingo(ontem) do Jornal O Globo, tratou de um assunto bastante interessante: as razões que nos levam a nos apaixonarmos pelo sexo oposto. E ele fez uma lista baseada em grupos de discussão do assunto na internet:
* Amamos os homens porque eles não conseguem fingir um orgasmo, mesmo que queiram.
* Porque jamais vão nos entender, e mesmo assim continuam tentando.
* Porque conseguem ainda ver nossa beleza, mesmo quando nós já somos incapazes de acreditar nisso.
* Porque são amantes que só descansam quando temos prazer.
* Porque conseguiram elevar o esporte a algo próximo a uma religião.
* Porque insistem em consertar coisas que estão além de suas habilidades, com o mesmo entusiasmo de um adolescente, e se desesperam quando não conseguem.
* Porque são como româs: grande parte é impossível digerir, mas as sementes são deliciosas.
* Porque sabemos sempre o que estão pensando, e quando abrem a boca dizem exatamente o que imaginávamos.
* Porque jamais sonharam em se torturar com saltos altos.
* Porque adoram explorar nosso corpo e conquistar nossa alma.
* Porque uma garota de 14 anos pode deixá-los em silêncio e uma mulher de 25 consegue domá-los sem esforço.
* Porque fazem tudo para tentar esconder suas fragilidades.
* Porque o maior mêdo de um homem é não ser homem - o que jamais passa pela cabeça de uma mulher(não ser uma mulher).
* Porque sempre terminam a comida que está no prato e não sentem culpa por causa disso.
* Porque acham uma graça imensa em temas completamente desinteressantes, como o que aconteceu no trabalho ou marcas de carros.
* Porque são dotados de ombros onde conseguimos dormir sem muito esforço.
* Porque estão em paz com seus corpos, exceto pequenas preocupações a respeito de calvície e obesidade.
* Porque jamais mentem a idade.
* Porque apesar de tudo que tentam demonstrar, não conseguem viver sem uma mulher.
* Porque quando dizemos a um deles "Eu te amo", sempre pedem para qua a gente explique exatamente como.
fonte:Revista O Globo
* Amamos os homens porque eles não conseguem fingir um orgasmo, mesmo que queiram.
* Porque jamais vão nos entender, e mesmo assim continuam tentando.
* Porque conseguem ainda ver nossa beleza, mesmo quando nós já somos incapazes de acreditar nisso.
* Porque são amantes que só descansam quando temos prazer.
* Porque conseguiram elevar o esporte a algo próximo a uma religião.
* Porque insistem em consertar coisas que estão além de suas habilidades, com o mesmo entusiasmo de um adolescente, e se desesperam quando não conseguem.
* Porque são como româs: grande parte é impossível digerir, mas as sementes são deliciosas.
* Porque sabemos sempre o que estão pensando, e quando abrem a boca dizem exatamente o que imaginávamos.
* Porque jamais sonharam em se torturar com saltos altos.
* Porque adoram explorar nosso corpo e conquistar nossa alma.
* Porque uma garota de 14 anos pode deixá-los em silêncio e uma mulher de 25 consegue domá-los sem esforço.
* Porque fazem tudo para tentar esconder suas fragilidades.
* Porque o maior mêdo de um homem é não ser homem - o que jamais passa pela cabeça de uma mulher(não ser uma mulher).
* Porque sempre terminam a comida que está no prato e não sentem culpa por causa disso.
* Porque acham uma graça imensa em temas completamente desinteressantes, como o que aconteceu no trabalho ou marcas de carros.
* Porque são dotados de ombros onde conseguimos dormir sem muito esforço.
* Porque estão em paz com seus corpos, exceto pequenas preocupações a respeito de calvície e obesidade.
* Porque jamais mentem a idade.
* Porque apesar de tudo que tentam demonstrar, não conseguem viver sem uma mulher.
* Porque quando dizemos a um deles "Eu te amo", sempre pedem para qua a gente explique exatamente como.
fonte:Revista O Globo
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Paulo Coelho
terça-feira, 10 de julho de 2007
Amor estranho
Bonecas do amor "substituem" mulheres de verdade

Quando o engenheiro japonês Ta-Bo de 45 anos chega em sua casa, em Tóquio, ele não encontra sua mulher, namorada nem qualquer outro ser vivo. São as suas "love dolls", ou "bonecas do amor", que estão esperando por ele, quietinhas, sentadas no sofá da sala de estar.
E Ta-Bo é apenas mais um homem a embarcar na onda das bonecas do amor hiper-realistas que assola o Japão. O engenheiro já gastou, nos últimos dez anos, mais de US$ 170 mil na compra de cerca de uma centena dessas bonecas.
Nesta fábrica, são feitos nove tipos de bonecas. Os modelos mais realistas, com pele de silicone, esqueleto de metal articulado e 27 kg de peso, chegam a custar US$ 6 mil. Os fabricantes dão garantia, fazem membros para reposição e alguns chegam a oferecer serviços funerários para bonecas que não têm mais conserto.
As bonecas, também conhecidas com "dutch-wife" ou "esposas holandesas", também podem ser alugadas por cerca de US$ 100 dólares por hora em alguns motéis japoneses.
fonte:UOL
E Ta-Bo é apenas mais um homem a embarcar na onda das bonecas do amor hiper-realistas que assola o Japão. O engenheiro já gastou, nos últimos dez anos, mais de US$ 170 mil na compra de cerca de uma centena dessas bonecas.
Nesta fábrica, são feitos nove tipos de bonecas. Os modelos mais realistas, com pele de silicone, esqueleto de metal articulado e 27 kg de peso, chegam a custar US$ 6 mil. Os fabricantes dão garantia, fazem membros para reposição e alguns chegam a oferecer serviços funerários para bonecas que não têm mais conserto.
As bonecas, também conhecidas com "dutch-wife" ou "esposas holandesas", também podem ser alugadas por cerca de US$ 100 dólares por hora em alguns motéis japoneses.
fonte:UOL
domingo, 8 de julho de 2007
Namorar: a melhor coisa do mundo

E viva a diferença
"A melhor coisa do mundo é namorar. Quando se é muito jovem, se é também muito exigente: o outro tem que nos a-do-rar, corresponder a todos os nossos desejos, nos fazer maravilhosas surpresas e não pensa em outra coisa na vida a não ser em nós. Esse tempo felizmente passa, e chega um dia em que, se um homem declarar que pensa em você o dia todo, dá vontade de gritar e tomar um avião para um lugar onde possa ficar inatingível. Amor é bom, mas se for demais não costuma dar certo para nenhum dos dois.
Mas não tem nada melhor na vida do que sair com um homem pela terceira vez, quando as coisas ainda estão começando a se definir. É quando tudo ainda pode acontecer: ou vocês não se verem nunca mais ou não conseguirem dormir esperando que o dia amanheça para poderem se falar de novo. E quando já existe uma certa intimidade emocional e - depois de ter deixado você em casa - ele dá o primeiro telefonema noturno antes de dormir, não é o máximo? É, mas é também um perigo, pois você vai esperar que ele faça isso todos os dias, o que pode acontecer ou não; se acontecer, vai virar rotina; e, se não acontecer, um drama.
Só que o tempo vai passando e, depois de muitas aventuras - e todas valem a pena, é bom que se diga -, você pode enjoar um dia e dizer, com a maior sinceridade: homem, nem pensar (pelo menos por uns tempos). Se algum te propuser tomar um café, vai dizer que está muito ocupada, com um relatório para entregar ou qualquer bobagem do gênero. Isso se ele for corajoso; quem teria a coragem de fazer charme com uma mulher que desvia o olhar e só fala de coisas muito sérias? Porém, se algum homem - não importa a idade, as condições de vidas, o estado civil - chegar a convidá-la para jantar, você vai sair correndo sem nem responder. Medo? Talvez, mas não dele. É que a mulher passa por várias fases e, quando consegue tomar as rédeas de sua vida, prefere ir para casa coer um sanduíche de pão de forma gelado e uma fatia de queijo-de-minas a comer uma pizza e beber uma cerveja com esse homem, por medo de se apaixonar.
Entre um homem e uma mulher sentados numa mesa, existe sempre uma tensão; a não ser que ele seja seu filho ou seu pai, seja qual for a idade de cada um, sejam quais forem as circunstâncias, os dois sabem que entre eles tudo pode acontecer, e é aí que mora o perigo. E homem ocupa muito espaço; qual a mulher que tem tempo de olhar para o teto e ficar pensando em bobagens, de ler um livro ou de ir a um cinema com um homem na cabeça? É engraçado - e injusto - porque eles conseguem. Uma paixão na vida de um homem, mesmo que seja uma grande paixão, não o impede de ir tomar um chopinho com os amigos, olhar a mulher que passa e dizer quanto ela é gostosa, até de dar uma transada rápida se as circunstâncias forem favoráveis, e isso não muda em nada a paixão que ele tem por você. Muito pelo contrário: se isso acontecer, quando ele for te encontrar vai estar no maior astral do mundo e se achando o máximo, é claro. Mas mulher acredita no amor e na paixão - e ainda há quem ache que mulheres e homens são iguais."
Danuza Leão in Conversa com Danuza
fonte:Revista Claúdia
Mas não tem nada melhor na vida do que sair com um homem pela terceira vez, quando as coisas ainda estão começando a se definir. É quando tudo ainda pode acontecer: ou vocês não se verem nunca mais ou não conseguirem dormir esperando que o dia amanheça para poderem se falar de novo. E quando já existe uma certa intimidade emocional e - depois de ter deixado você em casa - ele dá o primeiro telefonema noturno antes de dormir, não é o máximo? É, mas é também um perigo, pois você vai esperar que ele faça isso todos os dias, o que pode acontecer ou não; se acontecer, vai virar rotina; e, se não acontecer, um drama.
Só que o tempo vai passando e, depois de muitas aventuras - e todas valem a pena, é bom que se diga -, você pode enjoar um dia e dizer, com a maior sinceridade: homem, nem pensar (pelo menos por uns tempos). Se algum te propuser tomar um café, vai dizer que está muito ocupada, com um relatório para entregar ou qualquer bobagem do gênero. Isso se ele for corajoso; quem teria a coragem de fazer charme com uma mulher que desvia o olhar e só fala de coisas muito sérias? Porém, se algum homem - não importa a idade, as condições de vidas, o estado civil - chegar a convidá-la para jantar, você vai sair correndo sem nem responder. Medo? Talvez, mas não dele. É que a mulher passa por várias fases e, quando consegue tomar as rédeas de sua vida, prefere ir para casa coer um sanduíche de pão de forma gelado e uma fatia de queijo-de-minas a comer uma pizza e beber uma cerveja com esse homem, por medo de se apaixonar.
Entre um homem e uma mulher sentados numa mesa, existe sempre uma tensão; a não ser que ele seja seu filho ou seu pai, seja qual for a idade de cada um, sejam quais forem as circunstâncias, os dois sabem que entre eles tudo pode acontecer, e é aí que mora o perigo. E homem ocupa muito espaço; qual a mulher que tem tempo de olhar para o teto e ficar pensando em bobagens, de ler um livro ou de ir a um cinema com um homem na cabeça? É engraçado - e injusto - porque eles conseguem. Uma paixão na vida de um homem, mesmo que seja uma grande paixão, não o impede de ir tomar um chopinho com os amigos, olhar a mulher que passa e dizer quanto ela é gostosa, até de dar uma transada rápida se as circunstâncias forem favoráveis, e isso não muda em nada a paixão que ele tem por você. Muito pelo contrário: se isso acontecer, quando ele for te encontrar vai estar no maior astral do mundo e se achando o máximo, é claro. Mas mulher acredita no amor e na paixão - e ainda há quem ache que mulheres e homens são iguais."
Danuza Leão in Conversa com Danuza
fonte:Revista Claúdia
quinta-feira, 15 de março de 2007
Bumbum exportação
Aumento de bumbum vira moda nos Estados Unidos

Ter um bumbum empinado deixou de ser um sonho impossível para inúmeras mulheres americanas que podem, agora, recorrer à aplicação da própria gordura nas nádegas para atingir de uma vez por todas o corpo desejado.
Não é à toa que as intervenções são chamadas "preenchimento de nádegas brasileiro". Os bumbuns das latinas e afro-americanas são particularmente populares em Nova York.
Segundo o último relatório anual da Associação Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS), os hispânicos constituem a comunidade americana que mais se submete a operações de cirurgia estética, totalizando cerca de 921 mil intervenções em 2005.
O aumento é atribuído à maior informação disponível sobre os benefícios da cirurgia, à aceitação da especialidade e ao crescente poder aquisitivo desse grupo, mas também, em grande parte, à influência dos meios de comunicação. "A cirurgia está na moda e os pacientes lêem sobre o assunto em suas publicações favoritas, além de vê-lo regularmente pela televisão", indica Bruce Cunningham, presidente da ASPS.
Na clínica do cirurgião plástico nova-iorquino Brad Jacobs, as mulheres que querem modificar o bumbum tomam como referência o guia "Star Butts", na qual podem selecionar os preferidos de estrelas como Paris Hilton, Eva Longoria e Jessica Simpson. Para as latinas e afro-americanas, ter as curvas de celebridades como Jennifer López ou Beyoncé Knowles é uma questão estética, mas também "de direito".
"As afro-americanas e latinas têm uma necessidade étnica de ter o traseiro grande", destaca o cirurgião plástico George Lefkovits, que realiza o "Preenchimento de nádegas brasileiro" há cinco anos em sua clínica em Manhattan.
Em geral, as latinas e afro-americanas se envergonham mais de ter nádegas pequenas do que de seios pequenos. Para contornar o complexo, muitas mulheres recorrem a um cirurgião plástico para garantir o corpo que a genética negou.
A fixação com o bumbum parece ter ganhado mais força com a chegada do século XXI. Na realidade, entre a comunidade de cirurgiões plásticos há um ditado que diz: "Jennifer López fez pelo bumbum o que Pamela Anderson fez pela parte dianteira da mulher".
Se o aumento dos seios com silicone esteve em moda nos anos 80 e a lipoaspiração nas pernas e no abdômen nos 90, o momento agora é do "derrière", usando um termo francês.
As operações para aumentar o bumbum cresceram cerca de 283% de 2000 a 2005, quando foi realizado um total de 542, segundo a ASPS. O procedimento, que pode custar entre US$ 10 mil e US$ 15 mil, dependendo da clínica, consiste em extrair gordura(lipoaspiração) de outras partes do corpo, como os quadris, a cintura, o abdômen ou as pernas, e injetá-la nas nádegas.
A operação leva cerca de quatro horas e a recuperação é bastante rápida, já que a pessoa pode até se sentar no dia seguinte. O procedimento de aplicação de gordura representa um avanço no campo da cirurgia estética se comparada à cirurgia de implantes de silicone, que só é recomendada em pacientes muito magras que não
possuem suficiente gordura extra no corpo.
"O preenchimento de nádegas brasileiro tem menores riscos de infecção do que os implantes de silicone e, além disso, resulta em bumbuns mais naturais, sensuais e suaves ao tato", diz o doutor Ricardo Rodríguez, cuja clínica é em Baltimore, Maryland.
Aos pacientes o médico sempre lembra que "o traseiro perfeito não é necessariamente grande, mas de forma bonita, seja em forma de pêra, pêssego ou coração".
n.r.: acho um exagero, mas sabem como somos: uma mulher fala e as outras acreditam! Qualquer assunto que tenha a ver com corpo, fará sucesso se levar o nome do Brasil. Embora o brasileiro tenha fixação pelo derièrre, não conheço quem tenha perdido um grande amor por causa disso. Corram para a academia, meninas! Nada de cirurgias!
fonte: agência EFE
Não é à toa que as intervenções são chamadas "preenchimento de nádegas brasileiro". Os bumbuns das latinas e afro-americanas são particularmente populares em Nova York.
Segundo o último relatório anual da Associação Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS), os hispânicos constituem a comunidade americana que mais se submete a operações de cirurgia estética, totalizando cerca de 921 mil intervenções em 2005.
O aumento é atribuído à maior informação disponível sobre os benefícios da cirurgia, à aceitação da especialidade e ao crescente poder aquisitivo desse grupo, mas também, em grande parte, à influência dos meios de comunicação. "A cirurgia está na moda e os pacientes lêem sobre o assunto em suas publicações favoritas, além de vê-lo regularmente pela televisão", indica Bruce Cunningham, presidente da ASPS.
Na clínica do cirurgião plástico nova-iorquino Brad Jacobs, as mulheres que querem modificar o bumbum tomam como referência o guia "Star Butts", na qual podem selecionar os preferidos de estrelas como Paris Hilton, Eva Longoria e Jessica Simpson. Para as latinas e afro-americanas, ter as curvas de celebridades como Jennifer López ou Beyoncé Knowles é uma questão estética, mas também "de direito".
"As afro-americanas e latinas têm uma necessidade étnica de ter o traseiro grande", destaca o cirurgião plástico George Lefkovits, que realiza o "Preenchimento de nádegas brasileiro" há cinco anos em sua clínica em Manhattan.
Em geral, as latinas e afro-americanas se envergonham mais de ter nádegas pequenas do que de seios pequenos. Para contornar o complexo, muitas mulheres recorrem a um cirurgião plástico para garantir o corpo que a genética negou.
A fixação com o bumbum parece ter ganhado mais força com a chegada do século XXI. Na realidade, entre a comunidade de cirurgiões plásticos há um ditado que diz: "Jennifer López fez pelo bumbum o que Pamela Anderson fez pela parte dianteira da mulher".
Se o aumento dos seios com silicone esteve em moda nos anos 80 e a lipoaspiração nas pernas e no abdômen nos 90, o momento agora é do "derrière", usando um termo francês.
As operações para aumentar o bumbum cresceram cerca de 283% de 2000 a 2005, quando foi realizado um total de 542, segundo a ASPS. O procedimento, que pode custar entre US$ 10 mil e US$ 15 mil, dependendo da clínica, consiste em extrair gordura(lipoaspiração) de outras partes do corpo, como os quadris, a cintura, o abdômen ou as pernas, e injetá-la nas nádegas.
A operação leva cerca de quatro horas e a recuperação é bastante rápida, já que a pessoa pode até se sentar no dia seguinte. O procedimento de aplicação de gordura representa um avanço no campo da cirurgia estética se comparada à cirurgia de implantes de silicone, que só é recomendada em pacientes muito magras que não
possuem suficiente gordura extra no corpo.
"O preenchimento de nádegas brasileiro tem menores riscos de infecção do que os implantes de silicone e, além disso, resulta em bumbuns mais naturais, sensuais e suaves ao tato", diz o doutor Ricardo Rodríguez, cuja clínica é em Baltimore, Maryland.
Aos pacientes o médico sempre lembra que "o traseiro perfeito não é necessariamente grande, mas de forma bonita, seja em forma de pêra, pêssego ou coração".
n.r.: acho um exagero, mas sabem como somos: uma mulher fala e as outras acreditam! Qualquer assunto que tenha a ver com corpo, fará sucesso se levar o nome do Brasil. Embora o brasileiro tenha fixação pelo derièrre, não conheço quem tenha perdido um grande amor por causa disso. Corram para a academia, meninas! Nada de cirurgias!
fonte: agência EFE
terça-feira, 6 de março de 2007
Estímulo visual vende música erudita
Mulheres peladas estampam capas de discos de Mozart e Beethoven
A gravadora Petrol Records resolveu utilizar a imagem de mulheres na venda de seu produto. O bizarro é que modelos com pouca ou nenhuma roupa estão protegidas apenas por instrumentos eruditos estampando as coletâneas da gravadora para as composições de Beethoven, Mozart e outros.
Apesar de o gênero ter um tom mais comedido em seus lançamentos, segundo o jornal "Guardian", não é a primeira vez que um lançamento de música clássica flerta com a nudez. O quarteto de cordas Bond conseguiu evitar que sua gravadora colocasse uma foto sensual na capa de seu disco de 2000, mas posteriormente posou para imagens do tipo.
O mercado de música erudita há anos passa por uma crise de vendagens de discos de seus títulos.
fonte:G1
Apesar de o gênero ter um tom mais comedido em seus lançamentos, segundo o jornal "Guardian", não é a primeira vez que um lançamento de música clássica flerta com a nudez. O quarteto de cordas Bond conseguiu evitar que sua gravadora colocasse uma foto sensual na capa de seu disco de 2000, mas posteriormente posou para imagens do tipo.
O mercado de música erudita há anos passa por uma crise de vendagens de discos de seus títulos.
fonte:G1
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