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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Igreja britânica retira crucifixo que 'assustava crianças'

Uma grande escultura de Cristo na cruz foi retirada do lado de fora de uma igreja na Grã-Bretanha porque o crucifixo, segundo o vigário, "assustava as crianças".

A escultura pertence à igreja de St. John, em Broadbridge Heath, no condado de West Sussex, e deverá ser entregue ao museu Horsham para ser substituída por uma nova cruz de aço inoxidável.

O vigário, o pastor Ewen Souter, afirmou que o crucifixo de mais de três metros de altura era uma "descrição horrenda da dor e do sofrimento que estava 'afastando as pessoas'". Uma pesquisa feita pela igreja junto aos fiéis revelou que ninguém gostava do crucifixo.

Crianças

"Crianças comentaram como (o crucifixo) era assustador e como aquele símbolo do lado de fora da igreja afastava as pessoas", afirmou o pastor Ewen Souter.

"Como um importante símbolo exterior para nós, estava afastando as pessoas ao invés de dar um sentimento de esperança e vida e do poder da ressurreição", acrescentou. O pastor afirmou que a igreja queria retratar "um retrato bíblico exato da crucificação como um momento de esperança para o mundo, e não de desespero".

A escultura foi criada na década de 60 pelo ex-presidente da Sociedade Real dos Escultores Britânicos, Edward Bainbridge Copnall, feita de resina e pó de carvão. A escultura foi retirada da igreja pouco antes do Natal e será colocada em uma grande parede dentro do museu Horsham.

Jeremy Knight, curador do museu, afirmou que a imagem do crucifixo mostra um Cristo sofrendo de dor. "Hoje esta não é uma imagem que muitas igrejas querem seguir. Eles preferem ver uma cruz vazia, na qual o Cristo já subiu aos céus", afirmou.


fonte:BBC Brasil

sexta-feira, 23 de março de 2007

Tradução polêmica

Papa quis dizer "praga", confirma bispo


O quiprocó continua. Afinal o Sumo Pontífice não disse o que disseram o que ele havia dito, mesmo que ele tenha tido a intenção de dizer aquilo que não falou. Vamos entender!

Segundo D. Romer, do Pontifício Conselho para a Família, esclarece que papa usou o termo para definir união de divorciados. “É praga mesmo, é isso que o santo padre quis dizer, pois ele é muito cuidadoso na escolha das palavras”, esclareceu ao Estado, na edição desta terça-feira, 20, o bispo d. Karl Josef Romer, secretário do Pontifício Conselho para a Família, órgão da Cúria Romana presidido pelo cardeal colombiano Alfonso López Trujillo, um dos nomes mais influentes do Vaticano.

D. Romer, um suíço que foi auxiliar do cardeal d. Eugenio Sales na Arquidiocese do Rio antes de ser transferido para Roma, observou que "o importante é saber que a palavra praga, usada pelo papa, não se refere à pessoa, mas à fragilidade do casamento, que hoje parece menos sólido, como se pudesse ser desfeito depois de algum tempo".

A praga social à qual se referiu Bento XVI, acrescentou o secretário do Pontifício Conselho para a Família, deve ser entendida como uma doença contagiosa ou um tecido social doente que afeta não apenas o homem e a mulher que se separam e partem para um segundo casamento, mas toda a família e, principalmente, os filhos.

“Ninguém pode garantir que, se o primeiro casamento não deu certo, a segunda união vá ser melhor, o que, no entanto, pode acontecer”, disse d. Romer, lamentando que muitos católicos pensam que isso seja normal. “Tanto que fazem isso com facilidade, o que significa um desafio pastoral para a Igreja”, acrescentou o bispo.

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A polêmica começou quando o papa Bento XVI afirmou na exortação apostólica Sacramentum Caritatis (Sacramento da Caridade), publicado na semana passada, que a segunda união de pessoas divorciadas é “uma verdadeira praga do ambiente social”. O termo "praga" traduzido pelo Vaticano escrito em latim, como indica o título tirado das primeiras palavras do texto, a exortação apostólica Sacramentum Caritatis usa no original a palavra plaga, traduzida pelo Vaticano por praga em português, piaga em italiano, plaga em espanhol, plage em alemão, plaie em francês, plag em polonês e scourge em inglês.

Em todas essas línguas, a palavra significa não apenas praga ou flagelo, mas também ferida ou chaga (que, aliás, vem de plaga em latim).

Endereçada a toda a Igreja - aos bispos, padres, religiosos e religiosas, diáconos e leigos, conforme consta da introdução -, a exortação apostólica é um documento assinado pelo papa que reafirma a doutrina católica e traz orientações para todos os fiéis.

Para d. Joaquim Justino Carreira, coordenador da Pastoral Familiar na Arquidiocese de São Paulo, a polêmica criada pelo texto de Bento XVI foi exagerada e amplificada pela mídia. “O povo entendeu como se o papa tivesse rogado uma praga e não foi nada disso”, diz. O bispo explica que a palavra praga pode ser “chocante”, mas “Bento XVI condenou o pecado e não o pecador”.

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A polêmica afirmação de Bento XVI sobre a segunda união de pessoas divorciadas não parece causar preocupação no meio religioso. “Pelo que li do documento, não tem nada de polêmico”, diz o padre Renato Cangianeli, da Catedral da Sé, em São Paulo. Por enquanto, nenhum fiel lhe questionou sobre o teor do documento - se o termo usado é "praga" ou "chaga" - ou sobre a controversa afirmação.

Para o padre Luiz Spolti, da Igreja Nossa Senhora Aparecida, em Moema, a afirmação soou mal, mas a culpa é do exagero da mídia. “Os meios de comunicação, às vezes, se apegam a afirmações fora do contexto.” A maioria das 13 igrejas procuradas pelo Estado nem tocou no assunto em missas do fim de semana.

n.r.: está aqui retificada a tradução da palavra, mas mantem-se a sua própria intenção. Posso afirmar que não passou pela minha cabeça, diferentemente do que pensou a maioria dos fiéis - como declaração no texto - que havia sido rogada uma praga contra os casais que haviam contraído o segundo matrimônio, mas sim de o Papa considerar a dissolução do casamento e um outro matrimônio uma praga, e não estava enganada, segundo a declaração de D. Romer. Mas a polêmica pode ter fim, porque queira a Igreja ou não, as pessoas continuarão em busca de sua felicidade pessoal, e entre vários aspectos relativos à ela, o de manterem um casamento até que a morte os separe ou não. A felicidade é individual e todo ser humano tem direito à ela. Os Papas morrem, são substituídos, mas o amor transcende o querer dos homens, pobres mortais.


fonte:Portal Estadão
foto: Emblema do Estado do Vaticano

terça-feira, 13 de março de 2007

O papa não é Deus

Papa diz que segundo casamento é uma praga


O papa Bento XVI reafirmou a necessidade do celibato para os sacerdotes e a proibição de divorciados de receber a comunhão no Sacramentum Caritatis, documento divulgado pelo Vaticano.

"O celibato sacerdotal, vivido com maturidade, alegria e dedicação, é uma benção enorme para a igreja e para a própria sociedade", diz o texto na primeira parte da exortação sobre Eucaristia, Mistério Acreditado. Ainda no documento, Bento 16 classificou como "uma verdadeira praga" o segundo casamento de pessoas já divorciadas. "Trata-se de um problema pastoral espinhoso e complexo, uma verdadeira praga do ambiente social contemporâneo que vai, progressivamente, corroendo os próprios ambientes católicos".


O papa Bento XVI não é popular, e já se esperava por isso. Não tem uma carinha fofa, as bochechas rosadas do outro, o polonês simpático que o antecedeu. Diferentemente do nosso presidente da república, não acho que a igreja seja hipócrita, acho-a coerente, mesmo que ela cheire a mofo e não tenha a mínima intenção de fazer uma limpezinha por alto nas suas mais retrógadas e empoeiradas idéias.

Ainda bem que o papa é humano, não é divindade e por isso, é compreensível - ou esperado - ouvir besteiras saírem da boca de um homem comum. Podemos discordar à vontade e mandá-lo catar coquinhos numa praia para que encontre alguma luz que o traga de volta à normalidade da vidinha em sociedade. E é claro que me entederam bem! Homem comum! Alguma dúvida? Creio que não! Cabeça, tronco e membros, um homem culto, mas em pele e osso.

Vejamos...um menino - não pode ser menina - decide que quer ser padre, entra para o seminário e estuda, estuda e estuda, filosofia, sociologia, teologia, ciência, matemática, línguas, astrologia - mesmo que depois venha negá-la - etc, e se forma padre e, seguindo carreira, depois bispo, cardeal e se gostar muito de política, pode vir a tornar-se papa. Podemos afirmar, é um homem culto, que ao longo de sua vida pessoal e profissional - em vários momentos elas se confundem - teve o privilégio de conhecer pessoas de níveis sociais e culturais diferentes. Teve o privilégio de conhecer a miséria humana vivida por muitos dos fiéis que costumam frequentar a Igreja em busca de auxílio espiritual onde falta quase tudo, comida, saúde e onde ainda resta alguma dignidade e espiritualidade.

Um padre conhece o ser humano por dentro, no seu melhor e no seu pior, quando ouve as confissões de seu rebanho sentado no confessionário da igrejinha situada na única praça da cidadezinha do interior onde é pároco. Faz carreira, avança para uma igreja melhor numa grande cidade e por aí vai, subindo os degraus da santa igreja pela porta da frente, recebendo seu salário, suas refeições, seus lençóis limpos, seu travesseiro macio e continua ouvindo as confidências de seus fiéis, lutando ou não por seus interesses enquanto os anos passam. Ele muda, o jovem padre, envelhecendo, pode tornar-se bispo, depois cardeal, mas a velha sociedade que o conheceu continua igual, com suas mazelas, só que agora, com os netos de seus antigos fiéis sentados naquela mesma igrejinha onde ele um dia foi padre se confessando, à espera do mesmo apoio espiritual que seus avós e pais precisaram um dia.

Aí, num belo dia dessa historinha, o dito padre que virou bispo e quis ser cardeal, se mete em política na Itália e resolve concorrer ao cargo de papa! E consegue, e é aí que mete os pés pelas mãos e o ouro que só estava incrustado dentro da igreja nos anjinhos e santos dos altares, nos anéis que vemos em suas mãos e no cálice onde bebe o vinho sagrado lhe sobe á cabeça e ele se considera divindade e acha que da sua boca saem parábolas divinas vindas diretamente do Senhor, sendo ele Seu representante - que não tem culpa nenhuma dos representantes que Lhe arranjam aqui entre nós - absoluto.

Ora, como o papa é um homem de carne e osso, que tem de ir ao médico caso fique doente, que vai ao banheiro e faz o número um e o número dois como qualquer mortal, não tem o direito, só porque concorreu a um alto cargo na Igreja Católica e o conseguiu, de abrir a boca para dizer qualquer coisa que lhe venha a cabeça e ofender quem quer que seja, aliás, assim como um presidente da república também não pode abrir a boca em vão por aí, mesmo que acredite na existência do ponto G e até - se for o caso - conheça sua localização, não deve dizer isso por aí em alto e bom som, que é dele(do ponto), íntimo. Não pega bem, fica mal...

O papa diz que o segundo casamento é uma praga. Como?! Ele algum dia lavou uma cueca, uma calcinha, fez almoço e jantar, varreu a casa, limpou os móveis, deu banho nas crianças, levou-as e apanhou-as na escola, foi à reunião de pais e professores, tirou toalha molhada que o marido deixou em cima da cama, ouviu os problemas profissionais que o marido enfrenta no trabalho e disse "vai passar, meu amor! Você tem razão, meu amor!", chegou em casa cansada depois de um dia de trabalho e ainda ouviu do marido que você não o ama, só porque hoje você não tem paciência para fazer o jantar que ele tanto gosta, nem de pegar a sua cerveja preferida na geladeira?! Como, senhor papa?!!! O senhor algum dia pagou os TUBOS para fazer um casamento tradicional na Igreja e depois pagou outros TUBOS porque o casamento foi pro brejo e o divórcio foi tão caro quento o casório?!

Como o segundo casamento é uma praga?! Que venha o terceiro e o quarto e o quinto marido se forem melhores que os anteriores!!! Grande sorte, quem encontrou seu grande amor de primeira! Benza Deus!!! Mas que eu tenha a democrática opção de me apaixonar e viver intensamente da melhor maneira possível, mesmo que essa maneira não seja a melhor para os outros, mas seja a melhor para mim. Que eu tenha o direito de procurar a felicidade onde quer que ela esteja e em qualquer pessoa e não ser obrigada a me manter casada a um homem que quando solteiro fingia que me amava ou me respeitava e depois de casada resolveu tornar-se meu mestre sem antes perguntar-me se eu concordava com isso. Falo pela parte que me toca, como mulher, que é onde o calo me dói.

E não admito que um homem só porque é papa, se ache no direito de pronunciar suas idéias como se elas viessem de Deus, porque não vêm.

Ups, peraí...eu não sou mais uma cristã católica! Nunca casei na Igreja! Porquê será, meu Deus?!

Toda a matéria sobre o discurso do papa aqui.


fonte:BBC Brasil
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