Turistas e cariocas têm, a partir de agora, mais um roteiro para incluir na agenda de passeios pelo Rio. Os lugares fogem do tradicional e apostam nas histórias de quem fez História em diversos aspectos da cidade. O livro "Onde Morou", o segundo da coleção Retratos Cariocas, de Alda Rosa Travassos, Elizabeth de Mattos Dias e Gilda Boruchovitch, é um guia sobre os lugares da cidade onde viveram pessoas como Machado de Assis, Noel Rosa, Cecília Meireles e Oscarito, que poucas pessoas sabiam.
"Fizemos um guia para que as pessoas, principalmente estudantes, conheçam uma história do Rio pela qual a gente passa e nem vê" explicou uma das três autoras do livro, a jornalista Alda Rosa Travassos.
São 76 histórias distribuídas em 180 páginas do livro, em preto e branco, com mais de 150 fotos, que será lançado no próximo dia 8. Cada verbete traz um breve perfil do morador e a foto da casa. A seleção de personagens não seguiu nenhuma linha histórica ou rígida. Segundo as autoras, é um roteiro geográfico-sentimental pelas casas onde viveram personalidades que movimentaram a vida carioca.
Nem todas as construções espalhadas por 22 bairros da cidade ainda estão de pé. Para as que foram abaixo, há fotos mais antigas, tiradas de livros. Durante toda a sua curta vida, o compositor Noel Rosa (1910-1937) morou em uma casa construída por sua própria família, na Rua Teodoro da Silva, em Vila Isabel. O lugar era conhecido como chalé.
"Ele morava bem. Era um quintal com 11 metros de frente e 66 metros de fundos, com salas de jantar e de visitas, três quartos, cozinha, dois banheiros. O quintal tinha galinhas e pés de romã e abacate. Hoje, no lugar da casa contruída pela avó de Noel está o Edifício Noel Rosa", contou a escritora.
O escritor Machado de Assis teve inúmeros endereços na cidade, em bairros como o Catete e o Centro. Sua última residência, onde morou entre 1883 até 1908, quando morreu, foi na Rua Cosme Velho 174. A casa não existe mais e hoje corresponde ao número 18 da rua. Como homenagem a Machado, há uma placa indicando que ali morou o escritor.
Mesmo as que ainda resistem ao tempo tiveram apenas a fachada retratada.
O compositor Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, nasceu em Piedade, cresceu no Catumbi e, quando morreu, morava em Ramos. Em 1956, ainda vivo, Pixinguinha foi homenageado pelo então prefeito do Distrito Federal (na época, o Rio de Janeiro), Negrão de Lima, dando seu nome à rua em que morava, antiga Rua Belarmino Barreto, em Ramos. Desde a inauguração do novo endereço, há uma placa em homenagem ao patrono do choro.
A casa onde morou a poetisa Cecília Meireles pertence à sua família até hoje e é adminstrada por seu neto, Alexandre Teixeira. Embora esteja tomado por folhas, o casarão da Rua Smith de Vasconcelos 30, no Cosme Velho, sofrerá um processo de restauração e passará a abrigar um centro cultural.
Outra casa que ainda está em família é a do compositor Donga, responsável pelo primeiro samba gravado de que se tem notícia, "Pelo Telefone", e um dos fundadores da pioneira escola de samba Deixa Falar, no Estácio. A filha do sambista, a museóloga Lígia Santos, mora até hoje na casa da Rua Almirante João Cândido Brasil, no Maracanã.
Uma das casas preferidas de Alda é a Casa dos Abacaxis, uma imponente mansão na Rua Cosme Velho 257, que pertenceu a Ana Amélia Carneiro de Mendonça, fundadora da Casa do Estudante do Brasil, que foi casada com o historiador e também goleiro do Fluminense Marcos Carneiro de Mendonça.
Num dos imóveis que está no livro, a casa do comediante Oscarito, mora hoje a carnavalesca Rosa Magalhães, da Imperatriz Leopoldinense . O endereço na Rua Toneleros, em Copacabana, é candidato a ter dois verbetes na próxima edição do livro, devido à importância de Rosa no carnaval carioca.
"Fizemos um guia para que as pessoas, principalmente estudantes, conheçam uma história do Rio pela qual a gente passa e nem vê" explicou uma das três autoras do livro, a jornalista Alda Rosa Travassos.
São 76 histórias distribuídas em 180 páginas do livro, em preto e branco, com mais de 150 fotos, que será lançado no próximo dia 8. Cada verbete traz um breve perfil do morador e a foto da casa. A seleção de personagens não seguiu nenhuma linha histórica ou rígida. Segundo as autoras, é um roteiro geográfico-sentimental pelas casas onde viveram personalidades que movimentaram a vida carioca.
Nem todas as construções espalhadas por 22 bairros da cidade ainda estão de pé. Para as que foram abaixo, há fotos mais antigas, tiradas de livros. Durante toda a sua curta vida, o compositor Noel Rosa (1910-1937) morou em uma casa construída por sua própria família, na Rua Teodoro da Silva, em Vila Isabel. O lugar era conhecido como chalé.
"Ele morava bem. Era um quintal com 11 metros de frente e 66 metros de fundos, com salas de jantar e de visitas, três quartos, cozinha, dois banheiros. O quintal tinha galinhas e pés de romã e abacate. Hoje, no lugar da casa contruída pela avó de Noel está o Edifício Noel Rosa", contou a escritora.
O escritor Machado de Assis teve inúmeros endereços na cidade, em bairros como o Catete e o Centro. Sua última residência, onde morou entre 1883 até 1908, quando morreu, foi na Rua Cosme Velho 174. A casa não existe mais e hoje corresponde ao número 18 da rua. Como homenagem a Machado, há uma placa indicando que ali morou o escritor.
Mesmo as que ainda resistem ao tempo tiveram apenas a fachada retratada.
O compositor Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, nasceu em Piedade, cresceu no Catumbi e, quando morreu, morava em Ramos. Em 1956, ainda vivo, Pixinguinha foi homenageado pelo então prefeito do Distrito Federal (na época, o Rio de Janeiro), Negrão de Lima, dando seu nome à rua em que morava, antiga Rua Belarmino Barreto, em Ramos. Desde a inauguração do novo endereço, há uma placa em homenagem ao patrono do choro.
A casa onde morou a poetisa Cecília Meireles pertence à sua família até hoje e é adminstrada por seu neto, Alexandre Teixeira. Embora esteja tomado por folhas, o casarão da Rua Smith de Vasconcelos 30, no Cosme Velho, sofrerá um processo de restauração e passará a abrigar um centro cultural.
Outra casa que ainda está em família é a do compositor Donga, responsável pelo primeiro samba gravado de que se tem notícia, "Pelo Telefone", e um dos fundadores da pioneira escola de samba Deixa Falar, no Estácio. A filha do sambista, a museóloga Lígia Santos, mora até hoje na casa da Rua Almirante João Cândido Brasil, no Maracanã.
Uma das casas preferidas de Alda é a Casa dos Abacaxis, uma imponente mansão na Rua Cosme Velho 257, que pertenceu a Ana Amélia Carneiro de Mendonça, fundadora da Casa do Estudante do Brasil, que foi casada com o historiador e também goleiro do Fluminense Marcos Carneiro de Mendonça.
Num dos imóveis que está no livro, a casa do comediante Oscarito, mora hoje a carnavalesca Rosa Magalhães, da Imperatriz Leopoldinense . O endereço na Rua Toneleros, em Copacabana, é candidato a ter dois verbetes na próxima edição do livro, devido à importância de Rosa no carnaval carioca.





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