segunda-feira, 21 de novembro de 2005

Aquecimento global afeta os ursos polares

Passando fome

Às margens da Baía de Hudson, no norte do Canadá, um imenso urso polar macho se espreguiça e boceja, fareja o ar e se deita para dormir.

Novembro está na metade e faz muito frio. A brisa marinha atravessa nossas capas e a baixa temperatura começa a afetar a circulação de nossos dedos. Mas, ironicamente, o que estamos assistindo é a uma das manifestações do aquecimento global.

A temperatura média no oeste da Baía de Hudson tem subido de forma constante de 0,3 a 0,4 graus todas as décadas desde 1950.

Cientistas da Nasa (a Agência Espacial americana) que vêm monitorando a superfície de mar congelada a cada inverno acreditam que ela está diminuindo em até 9% a cada dez anos.

A cada outono, os ursos polares desta parte do Canadá migram para o norte em direção ao mar de gelo na Baía de Hudson. O congelamento começa nesta época do ano e continua até a primavera seguinte. Ao farejar o ar, os ursos sabem que a temperatura está caindo e que a Baía está começando a congelar.

Esses animais já deveriam estar nas águas congeladas, caçando focas. Eles não têm uma refeição substancial desde que o mar começou a descongelar, em julho, e estão passando fome.

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