terça-feira, 8 de novembro de 2005

Freak ou Fashion?

Camisetas à prova de balas: um 'must' para os que temem a vida moderna



Algum desavisado poderia pensar que se trata de sobras do exército, mas na verdade as peças expostas na mostra "Safe: Design Takes On Risk" (Seguro: o Design considera o Risco), no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), são destinadas àqueles que querem se proteger dos riscos da vida moderna, como camisetas à prova de balas, superleves e com design fashion.

A segurança pessoal se tornou um enorme mercado que movimenta bilhões de dólares e agora chegou aos domínios da arte, como se pode comprovar nesta exposição que ficará aberta ao público até janeiro de 2006 e também pode ser visitada na página do MoMA na Internet.

"Safe..." é a maior mostra de design organizada no MoMA, desde que o museu reabriu suas portas, em novembro de 2004. Ali estão mais de 300 produtos e protótipos criados para proteger corpo e mente dos perigos do mundo moderno.

A idéia é destacar "a resistência e vulnerabilidade das pessoas, assim como a inteligência dos designers", afirmaram os curadores da mostra.

Na entrada, por exemplo, está exposto um cobertor à prova de balas fabricado nos Estados Unidos com "nylon balístico". O diretor do MoMA, Glenn Lowry, disse que a idéia, a princípio, era organizar uma mostra que refletisse a sensação de emergência posterior aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.A exposição inclui objetos conhecidos, como os canivetes suíços. Mas também há protótipos surpreendentes criados por escritórios e escolas de design do mundo inteiro.

As camisetas à prova de balas foram criadas por um ítalo-israelense radicado na França e são feitas de algodão e metal ou de algodão e penas de ganso comprimidas de forma a serem tão resistentes a um tiro como o kevlar, fibra da DuPont usada na fabricação de coletes à prova de balas.

"Os (coletes) normais são rígidos, grossos e as pessoas não os usam", explicou Tal Lancman. "Mas estas são peças leves, que além disso protegem as áreas vitais", acrescentou.Uma outra atração da mostra é a criação do sul-africano Ralph Borland, criador do "Traje de Desobediência Civil", projetado para manifestantes.

O traje pode ser inflado para dar proteção contra os cassetetes da polícia e, além disso, vem equipado com uma câmera de vídeo para filmar os agentes e uma caixa de som que reproduz as batidas do coração.

Segundo Borland, este item foi criado por causa "dos riscos que os manifestantes precisam enfrentar para defender suas convicções".

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