quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Alma Ferida





A alma está ferida,
Dilacerada pela carne,
Cortada pela raiva contida,
Brinquedos de fome.

A essência insconsciente iluminada,
Não dá luz ao boneco manipulado,
Daí o corte se dar na fonte, maculada.
Desejar o bem ao inimigo é um fardo.

Mas se queres uma alma limpa,
Saudável e em expansão,
Há de se ter esta expressão.

Dir-se-ia pura bobagem de tampa,
Perdoar a quem lhe fere o coração,
Sangra então a alma, e cria a sua estampa.



Cristiano Melo in Braços Abertos
foto:Anke Merzbach

2 comentários:

Cristiano Melo disse...

Cris,
Acho que eu trabalhei este poema pra se tornar soneto, vou verificar. Mas Obrigado pela divulgação e pela escolha.
;)
beijos

Cris Caetano disse...

Ah, Cris... mas de qualquer forma, a tag que uso é sempre a mesma quando o assunto é poesia: poema. Já pensei em trocar, mas depois declinei porque assim a busca fica mais fácil.

Só divulgo o que gosto. :)

Beijos

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