segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Brasil, na vela, leva o bronze

Fernanda Oliveira e Isabel Swan conquistam outra medalha para o Brasil



Há quatro anos, nas Olimpíadas de Atenas, Fernanda Oliveira e sua proeira na época, Adriana Kostiw, disputaram os Jogos com um barco velho, de uma geração anterior ao de todas as suas concorrentes. Elas foram a grande surpresa da delegação de vela brasileira na época, conquistando a classificação apenas na última hora.

Mesmo assim, começava ali o projeto olímpico que, nesta segunda-feira, terminou com a medalha de bronze na classe 470 feminina, a primeira de velejadoras brasileiras nos Jogos Olímpicos. "Esse é o resultado de um trabalho de quatro anos, em que as meninas evoluíram muito. A Fernanda montou uma equipe em forma da dupla, me contratou, trouxe a Bel para Porto Alegre, usou psicólogo, personal trainer. Foi um 'pool' de esforços que terminou com esse terceiro lugar", afirmou o técnico Paulo Ribeiro, que trabalha com a dupla desde 2005.

Ao voltar dos Jogos de Atenas, Fernanda resolveu adotar uma estratégia nova para a campanha olímpica seguinte. Conseguiu um patrocinador que se prontificou a investir durante quatro anos e montou toda uma estrutura para tirar a vela feminina da sombra masculina no país. Com dinheiro, conseguiu trazer uma proeira novata, mas que mostrava talento, a niteroiense Isabel Swan, para morar no Rio Grande do Sul, nas águas do Rio Guaíba.

Aos poucos, os resultados foram aparecendo. Em 2006, já com um ano de treinos, as duas terminaram em quarto lugar na Semana de Kiel, na Alemanha, uma das mais importantes da vela mundial. Um mês depois, veio a Semana Pré-Olímpica de Qingado. Na mesma raia em que os Jogos Olímpicos foram disputados, elas conquistaram o quarto lugar, aproveitando o bom desempenho nos ventos fracos chineses.

Um mês depois, agora em Rizhao, também na China, veio a prova mais forte de que o projeto estava no caminho certo. O quarto lugar no Mundial de 470 foi o melhor resultado de uma dupla brasileira em classes olímpicas na história. A partir daí, Fernanda e Isabel passaram a despertar atenção entre as concorrentes.

"Antes, quando a gente chegava nas regatas, ninguém dava atenção. A partir do Mundial, começaram a nos notar, observar mais, chamar a gente para treinos conjuntos", lembra Fernanda. Desde então, as brasileiras só evoluíram. Mesmo em uma classe competitiva, chegaram entre as dez primeiras em seis das sete regatas internacionais que disputaram depois do Mundial.

A única em que tiveram um desempenho ruim foi na Semana Olímpica Francesa, em Hyéres, em abril desse ano, na qual acabaram em 19º lugar. Na sequência, porém, conquistaram o vice-campeonato da Semana Olímpica da Holanda, melhor resultado da carreira da dupla em competições internacionais.

Em todo esse período, elas contaram com um intercâmbio com a dupla da Itália, Giulia Conti e Giovanna Micol, então líderes do ranking mundial. As européias, que chegaram em Pequim como favoritas e terminaram fora do pódio, vieram ao Brasil várias vezes, para treinar com as brasileiras. "Esse intercâmbio foi proveitoso. Pudemos aprender muito", conta Fernanda.

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E hoje, sumiu, desapareceu, escafedeu-se uma das varas de Fabiana Murer, uma das favoritas no salto com vara. Tomara que isso não a atrapalhe nas próximas provas.


fonte:UOL

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