segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Amo música

Será que já postei essa música aqui? Acho que não.

Algumas músicas me provocam uns efeitos loucos. Essa além de me fazer recordar uma época maravilhosa vivida intensamente, até hoje me faz sair da cadeira como o Dinho, cantar alto, levantando os braços pra cima como se eu pudesse abraçar o mundo.

"Meu caminho é cada manhã... Não procure saber onde estou, se o meu jeito te surpreende...

A sensação é maravilhosa, experimentem!




fonte:YouTube

Desorganização põe fim à Fabiana Murer

Após sumiço de vara, Murer fica longe do pódio e critica organização


A brasileira Fabiana Murer sofreu com um incidente bizarro na final do salto com vara nesta segunda-feira. Após fazer seu primeiro salto, a brasileira reclamou que uma de suas varas tinha sumido. Com isso, acabou saltando apenas 4,45 m, ficando a 35 cm de sua melhor marca e longe do pódio olímpico.

Revoltada, a paulista chegou a impedir que uma das adversárias, a chinesa Gao Shuying, fizesse seu salto, posicionando-se à frente dela, até que o assunto fosse tratado.

Junto à comissão de árbitros dos Jogos, Fabiana checou as suas varas e as de suas adversárias, mas não encontrou a que procurava, a com a qual se classificou para a final, com 4,50 m. "Eu chequei o tubo", dizia, visivelmente contrariada.

"No aquecimento eu já tinha visto, mas achei que tinha contado errado. E, na hora que precisei, a vara não estava lá", afirmou ao SporTV, depois de eliminada. "Normalmente eu carrego num tubo, eles tiraram e colocaram nesse carrinho que gira - que é uma porcaria. Eles até tinham escrito (em um formulário) que tinham dez varas minhas, mas quando fui ver faltava uma".

Em decisão feita com seu técnico, Élson Miranda, a solução foi não saltar a segunda série, em 4,55 m, indo direto às três tentativas nos 4,65 m, para a qual ela também não tinha o equipamento ideal, uma vez que a vara que faltava seria para os 4,55 m e 4,65 m.

No entanto, o fato mostrou ter abalado a atleta, que não acertou nenhum de seus saltos, derrubando o sarrafo três vezes. Com isso, a campeã pan-americana se despediu dos Jogos de modo prematuro e amargo.

A brasileira não poupou críticas. "Eles atrapalharam minha competição. A revolta é com a organização, pois foi uma desorganização. É um absurdo perder um equipamento numa prova dessas" disse ela. "Nunca mais volto à China", concluiu, segurando o choro.

n.r.: Vale a pena ressaltar que a marca de 4,80m já havia sido alcançada anteriormente por Fabiana. Mas a minha intenção não é deixar transparecer alguma teoria da conspiração, mas sim a desorganização dos Jogos que não se responsabiliza pelo equipamento de um atleta, numa competição tão importante como os Jogos Olímpicos.


fonte:UOL

Brasil, na vela, leva o bronze

Fernanda Oliveira e Isabel Swan conquistam outra medalha para o Brasil



Há quatro anos, nas Olimpíadas de Atenas, Fernanda Oliveira e sua proeira na época, Adriana Kostiw, disputaram os Jogos com um barco velho, de uma geração anterior ao de todas as suas concorrentes. Elas foram a grande surpresa da delegação de vela brasileira na época, conquistando a classificação apenas na última hora.

Mesmo assim, começava ali o projeto olímpico que, nesta segunda-feira, terminou com a medalha de bronze na classe 470 feminina, a primeira de velejadoras brasileiras nos Jogos Olímpicos. "Esse é o resultado de um trabalho de quatro anos, em que as meninas evoluíram muito. A Fernanda montou uma equipe em forma da dupla, me contratou, trouxe a Bel para Porto Alegre, usou psicólogo, personal trainer. Foi um 'pool' de esforços que terminou com esse terceiro lugar", afirmou o técnico Paulo Ribeiro, que trabalha com a dupla desde 2005.

Ao voltar dos Jogos de Atenas, Fernanda resolveu adotar uma estratégia nova para a campanha olímpica seguinte. Conseguiu um patrocinador que se prontificou a investir durante quatro anos e montou toda uma estrutura para tirar a vela feminina da sombra masculina no país. Com dinheiro, conseguiu trazer uma proeira novata, mas que mostrava talento, a niteroiense Isabel Swan, para morar no Rio Grande do Sul, nas águas do Rio Guaíba.

Aos poucos, os resultados foram aparecendo. Em 2006, já com um ano de treinos, as duas terminaram em quarto lugar na Semana de Kiel, na Alemanha, uma das mais importantes da vela mundial. Um mês depois, veio a Semana Pré-Olímpica de Qingado. Na mesma raia em que os Jogos Olímpicos foram disputados, elas conquistaram o quarto lugar, aproveitando o bom desempenho nos ventos fracos chineses.

Um mês depois, agora em Rizhao, também na China, veio a prova mais forte de que o projeto estava no caminho certo. O quarto lugar no Mundial de 470 foi o melhor resultado de uma dupla brasileira em classes olímpicas na história. A partir daí, Fernanda e Isabel passaram a despertar atenção entre as concorrentes.

"Antes, quando a gente chegava nas regatas, ninguém dava atenção. A partir do Mundial, começaram a nos notar, observar mais, chamar a gente para treinos conjuntos", lembra Fernanda. Desde então, as brasileiras só evoluíram. Mesmo em uma classe competitiva, chegaram entre as dez primeiras em seis das sete regatas internacionais que disputaram depois do Mundial.

A única em que tiveram um desempenho ruim foi na Semana Olímpica Francesa, em Hyéres, em abril desse ano, na qual acabaram em 19º lugar. Na sequência, porém, conquistaram o vice-campeonato da Semana Olímpica da Holanda, melhor resultado da carreira da dupla em competições internacionais.

Em todo esse período, elas contaram com um intercâmbio com a dupla da Itália, Giulia Conti e Giovanna Micol, então líderes do ranking mundial. As européias, que chegaram em Pequim como favoritas e terminaram fora do pódio, vieram ao Brasil várias vezes, para treinar com as brasileiras. "Esse intercâmbio foi proveitoso. Pudemos aprender muito", conta Fernanda.

. . .


E hoje, sumiu, desapareceu, escafedeu-se uma das varas de Fabiana Murer, uma das favoritas no salto com vara. Tomara que isso não a atrapalhe nas próximas provas.


fonte:UOL

domingo, 17 de agosto de 2008

Porque gosto demais dessa música e porque Dionne era a cantora preferida do papai, só por isso vale a pena ter essa senhora cantando aqui no meu cantinho.




fonte:YouTube

O retrato fiel


Não creias nos meus retratos,
nenhum deles me revela,
ai, não me julgues assim!

Minha cara verdadeira
fugiu às penas do corpo,
ficou isenta da vida.

Toda minha faceirice
e minha vaidade toda
estão na sonora face;

naquela que não foi vista
e que paira, levitando,
em meio a um mundo de cegos.

Os meus retratos são vários
e neles não terás nunca
o meu rosto de poesia.

Não olhes os meus retratos,
nem me suponhas em mim.



Gilka Machado
foto: Andreas Heumann

sábado, 16 de agosto de 2008

Sacrifício recompensado

César Cielo é campeão olímpico



Quando César Cielo conquistou a medalha de bronze nos 100 m livre, na quarta-feira, e disse que iria trazer também a medalha de ouro, poucos acreditaram no que o nadador falava. Nesta sexta-feira, ele cumpriu a promessa. Com 21s30, a apenas dois centésimos do recorde mundial, o brasileiro quebrou novamente a marca olímpica da prova e conquistou o primeiro ouro do Brasil em Pequim.

"É difícil, os 50 m são sempre difíceis. Com nadadores como esse ao lado nunca se sabe. No fim, tudo deu certo", celebrou o brasileiro.

Com a medalha de ouro dos 50 m livre, conquistada nesta noite (manhã de sábado em Pequim), ele se torna o primeiro brasileiro campeão olímpico da natação. Antes dele, as principais glórias nas piscinas eram de prata, duas com Gustavo Borges (100 m livre em Barcelona-1992 e 200 m livre em Atlanta-1996) e uma com Ricardo Prado (400 m medley em Los Angeles-1984).

Dois franceses completaram o pódio, Amaury Leveaux com 21s45 para levar a prata, e Alain Bernard, atual campeão olímpico dos 100 m livre, bronze com 21s49. "Eu estava nervoso antes. Todos que entraram na final, qualquer um podia vencer. Fiquei focado na minha raia, fui buscar meu melhor. Não olhei em volta. E foi meu dia de sorte, meu melhor foi suficiente", comentou o brasileiro.

Nas eliminatórias para a prova, Cielo já dava sinais de que poderia surpreender. No primeiro dia em que caiu na água para nadar a distância, ele quebrou o recorde olímpico, com 21s47 - a marca foi quebrada logo na seqüência por Leveaux, com 21s46. Nas semifinais, ele voltou a abaixar o melhor tempo já nadado em edições olímpicas. Com 21s34, ele foi para a final com o melhor tempo entre os oito classificados.

O medalhista de ouro em Pequim disse que, aos poucos, foi ganhando a certeza de que tinha chances reais de brigar por medalha. "[A crença no ouro] Começou ontem depois da semifinal, quando nadei abaixo do recorde olímpico e senti que podia nadar um pouquinho mais abaixo ainda. Fiquei o dia inteiro pensando nessa prova, mas alguma coisa me ajudou a dormir. Consegui dormir, mesmo nervoso".

Nada mal para o garoto de Santa Bárbara d'Oeste que tentou, antes da natação, ser judoca ou jogador de vôlei. "O problema do judô é que eu era muito mais alto que os meninos da minha idade, então me colocavam pra lutar com os mais velhos e eu levava muita porrada". O vôlei foi uma escolha do pai, também César. Quem definiu a carreira do nadador, porém, foi a mãe, Flávia, que o levou para o Pinheiros em 2003.

Em São Paulo, ele passou a treinar com o nadador que, anos mais tarde, superaria: Gustavo Borges. "Fiquei quase dois anos treinando com ele e aprendi muita coisa. O Gustavo é muito atencioso e perfeccionista, e me ajudou a melhorar minha técnica", conta. Foi o veterano que levou o jovem nadador para Auburn, a universidade em que se consagrou como um dos maiores velocistas do circuito universitário norte-americano.

E foi de Auburn que veio outra peça chave na conquista: o australiano Brett Hawke. Técnico na universidade, ele se integrou à comissão técnica da equipe brasileira à pedido de Cielo, para manter o programa de treinos tão vitorioso que o brasileiro fazia nos EUA. Ex-nadador olímpico, Hawke foi sexto em Atenas-2004.

"O que eu sempre digo a ele é que a melhor fase da minha carreira veio quando eu menos pensava nos meus adversários", lembra o técnico. Nos 100 m livre, em que nadou na raia oito, o conselho funcionou para o bronze. Nos 50 m livre, foi ainda mais longe: valeu ouro.

. . .


E o Brasil fez bonito no futebol jogando contra Camarões. Foi constantemente vaiado pela torcida presente no estádio mesmo jogando um bom futebol. Motivo? Não sei, os jogadores camaroneses não são nenhuns coitadinhos, a maior parte de seus jogadores atua em grandes equipes de Futebol. Mas é muito melhor vencer quando há muita gente torcendo contra.


fonte:UOL
foto: UOL e Estadão

quinta-feira, 14 de agosto de 2008



Chega de tentar dissimular e disfarçar e esconder
O que não dá mais pra ocultar
E eu não posso mais calar
Já que o brilho desse olhar foi traidor
E entregou o que você tentou conter
O que você não quis desabafar e me cortou

Chega de temer, chorar, sofrer, sorrir, se dar
E se perder e se achar
E tudo aquilo que é viver
Eu quero mais é me abrir
E que essa vida entre assim, como se fosse o sol
Desvirginando a madrugada
Quero sentir a dor dessa manhã

Nascendo, rompendo, rasgando, tomando o meu corpo
E então eu, chorando, sofrendo
Gostando, adorando, gritando
Feito louca, alucinada e criança,
Sentindo o meu amor se derramando

Não dá mais pra segurar, explode coração


Gonzaguinha
foto: Geoffroy Demarquet

Eu apenas queria que você soubesse

Gonzaguinha foi compositor e cantor de músicas lindíssimas. Essa música fala de recomeço e de procurarmos a alegria que existe dentro de nós. Com um pouco de esforço, a encontramos, bem lá no fundo, e a vida se torna bem mais fácil de ser vivida.




fonte:YouTube

Jogos Olímpicos 2008

César Cielo é bronze na natação




Em Atlanta-1996, Fernando Scherer entrou na final dos 50 m livre com o oitavo tempo. “Não dá”, pensaram. Deu. A medalha de bronze do catarinense nas águas norte-americanas foi a última individual da natação brasileira. Nesta quarta-feira (horário de Brasília), agora nas Olimpíadas de Pequim, a história se repetiu.

Depois de 12 anos do feito de Scherer, coube a César Cielo mais uma vez desafiar os favoritos, cair na água com tempo pior do que o de todos os seus rivais, e sair da água festejando o pódio. O tempo de 47s67 foi o melhor da vida do nadador de Santa Barbara d´Oeste. O melhor da história de um sul-americano.

“Ontem (terça-feira), o professor Ricardo (Moura, supervisor da CBDA, Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) me lembrou que o Fernando tinha saído da raia oito para o bronze nos 50 m. Disse que já tinha visto essa história. Eu pensei que ele estava louco, mas quando cheguei na piscina, senti que pelo menos o bronze estava aberto. Que dava para pegar”, afirmou o novo medalhista.

O que parecia impossível, também, era prestar atenção à raia oito. Todos que estavam no complexo aquático do Cubo d’Água, em Pequim, tinham seus olhos voltados para as raias centrais, onde a dupla batalhava pelo ouro e prata. Logo ao lado estava Pieter van den Hoogenband, atual bicampeão olímpico da distância.

“Até agora eu não sei ainda como eu fiz isso. Pensei, estou na raia oito, longe da marola. E pior do que oitavo eu não podia ficar. Tentei ir para cima e fiz a minha prova perfeita. Em nenhum momento olhei para o lado", explicou Cielo.

O nadador paulista entrou na água como zebra total. O melhor tempo de sua vida, 47s91, não estava entre os primeiros colocados. Em Pequim, até o início dessa final, tinham sido nadadas oito das dez melhores provas dos 100 m da história, com o recorde mundial da distância tendo sido quebrado três vezes.

Cielo passou pelos primeiros 50 m em terceiro e manteve a colocação no final, com 47s67. Chegou empatado com o norte-americano Jason Lezak, que nadou na raia ao seu lado. Ao final da prova, Cielo olhou para o placar e não acreditou. Seu nome era o quarto na lista. Ele não acreditou. “Olhei, meu nome estava em quarto, mas eu tinha certeza que tinha visto um três ali. Tinha certeza”. Foi então que ele percebeu o empate e, enfim, comemorou.

O brasileiro não conteve a emoção e foi às lágrimas ao falar de seu feito. "É muito bom, parece que era para ser, eu tinha sonhado que tinha ficado em terceiro, mas acordei e falei estou na raia oito. Mas consegui. É muito bom trazer essa medalha para o Brasil".


fonte:UOL

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Há músicas que vou cantarolando por aqui e ali. Adoro essa música!




fonte:YouTube


Sacode as nuvens que te poisam nos cabelos,
Sacode as aves que te levam o olhar.
Sacode os sonhos mais pesados do que as pedras.

Porque eu cheguei e é tempo de me veres,
Mesmo que os meus gestos te trespassem
De solidão e tu caias em poeira,
Mesmo que a minha voz queime o ar que respiras
E os teus olhos nunca mais possam olhar.



Sophia de Mello Breyner Andresen
foto: Geoffroy Demarquet

segunda-feira, 11 de agosto de 2008



As noites são uma Febre e tu sabes disso.
Mais ou menos leve, mais ou menos violenta.
Acossa os que têm medo da dor.

É na noite que determinados encontros acontecem
As feras e os seus pecados evadem-se dos olhos
Pássaros de fogo atravessam, ininterruptamente, os desassossegos
E explodem em espasmos de fogo que se arremessam livremente
Em todas as direcções, queimando os limites dos espelhos

Ouço-te, no sussurro precário que pernoita ao largo
Ouço-te pela madrugada inerte e despojada de paisagens...



Ana de Sousa
foto: Susan Burnstein

"Traces" do Canadá em S.Paulo

Cinco artistas presos em um bunker, à beira da extinção da humanidade, tentando com todas as suas habilidades salvar-se ou deixar um "traço" de existência no mundo. Essa é uma das formas de explicar "Traces", espetáculo circense da companhia canadense Les 7 Doigts de la Main, que vem ao Brasil para uma temporada em São Paulo (13 a 24 de agosto) e Rio de Janeiro (27 a 31 de agosto).



Formada por sete artistas que abandonaram o Cirque du Soleil, também de Montreal, a Les 7 Doigts de la Main ("Os sete dedos da mão") tem apenas quatro espetáculos no currículo, mas já é tida como uma das principais referências do circo moderno. Suas montagens não trazem os figurinos e cenários circenses habituais, preferindo abordar temas urbanos e incorporar técnicas de street dance, skate e até basquete.



Em "Traces", porém, não são os sete diretores da companhia que atuam, e sim cinco jovens talentos (todos entre 23 e 26 anos) recrutados na Escola Nacional de Circo de Montreal, no Canadá. Quatro deles (Francisco Cruz, Raphael Cruz, Brad Henderson e Will Underwood) vieram do San Francisco Circus Center, nos EUA, e a única garota do grupo, Héloïse Bourgeois, é uma parisiense com formação curiosa: 15 anos de equitação e 10 de trampolim, além de balé clássico e interpretação.



O espetáculo, que tem números de acrobacia chinesa, equilíbrio com as mãos e poste, entre outros, foi criado pela Les 7 Doigts em 2006 especialmente para os artistas. Suas apresentações já receberam boas críticas em países como Estados Unidos, Alemanha, Japão, França, Canadá, Corea, Escócia, Irlanda e Alemanha.

Além de "Traces", sua criação mais conhecida, a Les 7 Doigts de la Main já montou "Loft", em que sete pessoas (os fundadores do grupo) se entretêm umas às outras com objetos comuns de um loft. Foi o primeiro espetáculo da companhia, de 2002. Em julho de 2007, em Nova York, estreou "La Vie", um espetáculo sobre a insanidade e a morte que a companhia classifica como "divertido e muito sexy".

Outro dos trabalhos da Les 7 Doigts é o "Fibbonaci Project", um "work in progress" em que companhias de diferentes locais do mundo se unem para criar um espetáculo colaborativo. Em janeiro de 2007, a primeira etapa do projeto aconteceu com a Cirko De Mente, no México; em maio de 2008, com a Artcirq, de Igloolik, extremo norte do Canadá; em julho deste ano, voltou a Montreal.


fonte:UOL

Brasil leva o bronze no judô

Guilheiro e Ketleyn colocam Brasil no pódio e fazem história


Leandro Guilheiro e Ketleyn Quadros. Cada um a sua maneira, os dois judocas inscreveram seus nomes na história do esporte brasileiro nesta segunda-feira. O paulista tornou-se o primeiro judoca a obter duas medalhas seguidas em Jogos Olímpicos na modalidade. Já a brasiliense se transformou na primeira atleta nacional a subir ao pódio olímpico em uma prova individual em todos os tempos.

Por caminhos diferentes, os dois também construíram sua chegada às Olimpíadas de Pequim. O primeiro alcançou a glória em Atenas-2004, mas enfrentou três cirurgias, quatro problemas físicos sérios e não conquistou títulos importantes fora do país. E apontava apenas um responsável. "Sou o culpado pelas lesões. Não por maldade, mas por falta de autoconhecimento. Em todos os treinos, eu passava do meu limite", reconheceu o judoca em entrevista ao UOL Esporte antes de embarcar para Pequim.



A auto-sabotagem tirou o atleta do cenário internacional e poucos confiavam em uma boa performance na China. Na mesma categoria, Ketleyn Quadros ainda buscava seu espaço no judô nacional quando Guilheiro subiu ao pódio em Atenas. Ela chegou à seleção brasileira, mas não conseguia superar Danielle Zangrando, medalhista mundial.

A virada só veio neste ano, quando a brasiliense obteve bons resultados em eventos internacionais e ainda viu a concorrente se machucar. A opção da técnica Rosicléia Campos levou a ex-titular a reclamar que não teve chance de provar que poderia ir às Olimpíadas. Porém, a escolha foi mantida.

Se houve diferenças, em comum os dois medalhistas de bronze levaram a desconfiança que alcançariam bons resultados nesta segunda e também um sorteio desfavorável. A brasiliense teve de enfrentar logo na segunda rodada a holandesa Deborah Gravenstijn, dona de 17 medalhas em etapas da Copa do Mundo. Ketleyn perdeu e teve de enfrentar a espanhola Isabel Fernandez, campeã olímpica em Sydney-2000. A brasiliense ganhou o desafio e, a partir daí, embalou para a inédita conquista.

"Tudo aconteceu muito rápido. Não sei explicar. Quando ganhei, eu não acreditei", disse Ketleyn, que tratou de observar rapidamente duas pessoas que assistiam orgulhosas ao seu triunfo nas arquibancadas: a mãe e a madrinha. "Fiquei só olhando para as pessoas vendo qual a reação delas", resumiu a primeira brasileira com uma medalha em prova individual.

Guilheiro passou um verdadeiro sufoco na estréia e chegou a estar perdendo para o argentino Mariano Bertolotti. A virada só veio no minuto final, quando o atleta nascido em Suzano forçou três punições e ganhou. Porém, na terceira luta, veio o duelo com o sul-coreano Ki Chun Wang, campeão mundial. O brasileiro dificultou a vida do rival, forçou a prorrogação, mas sucumbiu. Assim, teve de enfrentar a repescagem, mas, a exemplo de Atenas-2004, soube manter o equilíbrio emocional para ganhar duas lutas e levar o bronze.

"Passei por tantas dificuldades nesses últimos três, quatro anos, que só participar dessa Olimpíada já era um presente. E recebi essa dádiva que é ganhar a medalha. Mas o fato por si só de estar aqui já é uma dádiva", celebrou o paulista, que comemorou o seu 25º aniversário na China, quatro dias antes de entrar para a história do judô como o único a conseguir duas medalhas consecutivas em Olimpíadas. Até então, apenas Aurélio Miguel fora a dois pódios, mas ele foi ouro em Seul-1988 e bronze em Atlanta-1996.

As medalhas de bronze foram o desfecho para um dia que ainda teve uma arrasadora vitória da seleção feminina de vôlei sobre a Rússia por 3 sets a 0, com incríveis 25-14, 25-14 e 25-16. "Foi a vitória mais fácil que tive na seleção sobre elas. Foi demais", resumiu o técnico José Roberto Guimarães. Um triunfo que foi uma pequena vingança das derrotas sofridas para a mesma adversária na semifinal das Olimpíadas de Atenas-2004 e na decisão do Mundial do Japão-2006.

Os favoritos Ricardo e Emanuel ganharam outra no vôlei de praia, a nadadora Gabriella Silva conquistou o sétimo lugar na final dos 100 m borboleta, e a seleção feminina de handebol empatou com a Hungria, uma das potências mundiais, por 28 a 28. O dia também foi emocionante com uma final notável do revezamento 4 x 100 m livre da natação, em que os EUA melhoraram em 3s59 o recorde mundial, mas ganharam por apenas 0s09 da França e apenas na braçada final de Jason Lezak. Além das duas equipes, outros três quartetos ficaram abaixo da antiga marca.



fonte:UOL Esporte

sexta-feira, 8 de agosto de 2008



Vou moldar-te na ponta dos meus dedos
e sem angústias nem medos
matar a fome de ti.
Vou apagar o fogo que por dentro
me queima, teimoso e lento,
desde a primeira hora em que te vi.

Vou prender-te na teia de ternura
que sempre me vela os olhos
doidos à tua procura
quando escapas dos meus sonhos.

Vou dizer que te amo a toda a gente
e gravar o teu nome nas esquinas,
alheio de todo à má sina
que nos impede de ir em frente.


Torquato da Luz
foto: Shelley Calton

Ando há uns dias com essa música na cabeça.




fonte:YouTube

Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos

Pequim 2008


A cerimônia de abertura dos jogos olímpicos, ensaiada durante 10 meses teve um resultado extraordinariamente belo, onde a história milenar chinesa se misturou à tecnologia do século 21, transformando o estádio do Ninho do Pássaro, em Pequim, num imenso painel de luzes, cores e harmonia.















A pérola da cerimônia de abertura ficou por conta de Galvão Bueno, narrador esportivo da TV Globo, comentando sobre o Tai-Chi-Chuan, chama-a de dança e compara à nossa Capoeira. Semelhanças? Deve ser porque as pessoas se movimentam nos dois casos. Capoeira é uma luta que se desenvolve numa roda e onde é preciso que dois lutadores participem, e Tai-chi-chuan é uma arte marcial. Claro que os repórteres que participavam da narração, sutilmente o corrigiram.

. . .


Enquanto isso, num imenso país da America Latina, onde o populismo arcaico ainda impera na voz de seu lider máximo, Lula diz que quer que as Olimpíadas de 2016 seja no Brasil e para os pobres. E eu, cara-pálida, que faço parte da elite esmagada pelos maiores impostos do mundo, como entraremos nessa festa? Bem, espero que até lá, Lula esteja em outra dimensão...


foto:UOL

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Até manhã


Vou preparar o jantar. Amanhã eu volto!

ai, ai (suspiro)

Os 60 anos do Jaguar


Meu sonho de consumo é um porsche, mas se me calhar um jaguar, não fico nem um pouco chateada.
. . .




O ex-corredor britânico Stirling Moss, de 77 anos, dirige um Jaguar D-Type pelas ruas de Londres, no Reino Unido, para comemorar os 60 anos da empresa automobilística.


fonte:UOL

quarta-feira, 6 de agosto de 2008


A invenção do amor


...Um homem e uma mulher que tinham olhos e coração e fome de ternura
e souberam entender-se sem palavras inúteis
Apenas o silêncio A descoberta A estranheza
de um sorriso natural e inesperado

Não saíram de mãos dadas para a humidade diurna
Despediram-se e cada um tomou um rumo diferente
embora subterraneamente unidos pela invenção conjunta
de um amor subitamente imperativo...


Daniel Filipe
foto: David Swanson

Mostra "Animatus"

Museu suíço mostra 'esqueletos' de personagens de desenhos


Uma exposição no Museu de História Natural de Berna, na Suíça, mostra como seriam os esqueletos de vários personagens de quadrinhos e desenhos animados se eles realmente fossem seres vivos.

Donald, Huguinho, Zezinho e Luisinho


Estão expostas em Berna o que seriam as "ossadas" de personagens como Pernalonga, Pato Donald, Papa-Léguas e a divertida dupla Tom e Jerry. A mostra insólita é o resultado de uma cooperação entre os paleontólogos do museu e o artista sul-coreano Hyungkoo Lee, que construiu os esqueletos observando todas as regras de anatomia.


Pernalonga


O artista projetou os esqueletos baseando-se nas figuras dos personagens e também na anatomia original dos animais que eles representam. Ele usou técnicas científicas e simulações de computador para criar os esqueletos feitos com resina.

Papaléguas


O resultado é uma divertida brincadeira com a séria ciência da paleontologia, que reconstrói ossadas de animais extintos, como o dinossauro. Segundo os organizadores, o museu quer fazer com que os visitantes pensem sobre a reconstrução de animais fossilizados.

Tom & Jerry


"Quando um animal pré-histórico é reconstruído também não conhecemos todos os detalhes de sua anatomia - como no caso dos personagens", diz a porta-voz do museu. Neste caso, no entanto, a reconstrução tomou o caminho inverso: Dos dinossauros só se tem os ossos, e dos personagens, só a aparência.

O estúdio


A mostra "Animatus" criou nomes científicos em latim para cada personagem mostrado. Assim o coiote, eterno inimigo do Papa-Léguas, foi chamado de Canis latras animatus, e o pássaro veloz perseguido por ele levou o nome de Geococcyx Animatus.

A criação


Segundo essa nomenclatura, o Pernalonga pertence à espécie Lepus Animatus e o Pato Donald leva o nome científico de Anas Animatus.

A mostra fica em cartaz no Museu de História Natural de Berna até o dia 31 de agosto de 2008.


fonte:UOL


O amor que sinto
é um labirinto.

Nele me perdi
com o coração
cheio de ter fome
do mundo e de ti
(sabes o teu nome),
sombra necessária
de um Sol que não vejo,
onde cabe o pária,
a Revolução
e a Reforma Agrária
sonho do Alentejo.
Só assim me pinto
neste Amor que sinto.

Amor que me fere,
chame-se mulher,
onda de veludo,
pátria mal-amada,
chame-se "amar nada"
chame-se "amar tudo".

E porque não minto
sou um labirinto.



Jose Gomes Ferreira
foto: Natalie Shau

sexta-feira, 1 de agosto de 2008



Nem os dias longos me separam da tua imagem.
Abro-a no espelho de um céu monótono, ou
deixo que a tarde a prolongue no tédio dos
horizontes. O perfil cinzento da montanha,
para norte, e a linha azul do mar, a sul,
dão-lhe a moldura cujo centro se esvazia
quando, ao dizer o teu nome, a realidade do
som apaga a ilusão de um rosto. Então, desejo
o silêncio para que dele possas renascer,
sombra, e dessa presença possa abstrair a
tua memória.


Nnuno Júdice
foto: Nicola Novotny

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